Valor Econômico
Por Danilo Fariello
25/09/2007
Um acompanhamento do site financeiro Fortuna com os 13 maiores fundos de renda fixa, curto prazo e DI populares, com aplicação média de R$ 13,5 mil, mostra que ao longo do ano essas carteiras perderam R$ 2,4 bilhões em resgates, até dia 19. Dos mesmos fundos saíram 193 mil cotistas no mesmo período. Para o site Fortuna, a caderneta de poupança tem liderado essa corrida com os fundos populares pelos recursos dos investidores de varejo. "No passado, a diferença entre a rentabilidade da caderneta e do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, referência dos fundos) era da ordem de 6,5% ao ano, mas, neste ano, a diferença caiu a 2%", diz um relatório do Fortuna. Nos cálculos, foi considerado o imposto máximo de 22,5% sobre o retorno dos fundos. A caderneta é isenta de IR.
Quando o juro da Selic era de 15%, 16% ao ano, o investidor poderia aplicar nos fundos de varejo que, até de olhos fechados, obteria rentabilidade superior à da poupança, diz David Cohen, operador de renda fixa da instituição financeira CR2. "Hoje, com a Selic a 11,25% ao ano, o investidor começa a fazer contas levando em conta o IR e a taxa de administração dos fundos." Conforme menos tempo o dinheiro passar aplicado, menos interessante é o fundo, porque o IR cai gradativamente de 22,5% para 15% sobre o ganho em dois anos.
A taxa de administração também acaba afastando os investidores. Como a diferença entre o rendimento líquido dos fundos que seguem o CDI e o da caderneta de poupança caiu a cerca de 2% ao ano, a princípio, qualquer fundo que cobrar taxa acima de 2% ao ano, já renderia abaixo da caderneta. Em geral, portanto, como esses fundos têm variação pequena entre as estratégias de gestão, o retorno das carteiras será tanto maior quanto menor for a taxa de administração cobrada.
Apenas neste ano, até quinta-feira, dia 20, os fundos DI perderam mais de R$ 10 bilhões em saques de aplicadores, segundo dados do Fortuna. Na outra mão, até o fim de agosto, a caderneta de poupança teve R$ 6,5 bilhões em novos depósitos neste ano.
A avaliação dos 13 maiores e mais populares fundos de varejo pelo Fortuna engloba um milhão de cotistas. Segundo a consultoria, a rentabilidade média desse grupo de fundos nos 12 meses encerrados dia 19 foi de 8,36% ante 12,61% do CDI no mesmo período. Essa rentabilidade é liquida de taxa de administração, mas não de imposto de renda. Pelas estimativas do Fortuna, nos últimos 12 meses encerrados no fim de setembro, a caderneta ofereceu retorno líquido de 7,95%. no caso dos fundos, se considerada a menor alíquota de IR menor possível, de 15%, as carteiras do levantamento teriam rendido apenas 7,11% em 12 meses, até quarta-feira. "As contas mostram que pode ser menos vantagem aplicar em um fundo do que na caderneta", diz Cohen.
No entanto, o investidor deve ter em mente que o governo pode atuar novamente para reduzir a rentabilidade da caderneta. Isso já ocorreu por duas vezes neste ano e, ainda assim, a caderneta continuou apresentando ganho competitivo com os fundos. Contudo, é possível que o governo alterar novamente as regras.
Cohen lembra, porém, que a caderneta de poupança tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no limite até R$ 60 mil. Isso quer dizer que, se o banco em que o investidor da poupança passar por algum problema financeiro, o FGC garantirá que serão pagos até R$ 60 mil ao aplicador. No caso do fundo, não há essa garantia, mas os recursos dos aplicadores ficam segregados do patrimônio da gestora de recursos, não se misturando ao passivo da empresa em caso de crise financeira.
Além da caderneta de poupança, o relatório do Fortuna considera a possibilidade de também os investidores terem migrado, ao menos em parte, para os fundos multimercados. Neste ano, até dia 20, os multimercados receberam R$ 26,7 bilhões. Os multimercados apresentam rentabilidade bruta de 11,06% no ano, enquanto os fundos de renda fixa têm retorno de 8,59%, os DI de 8,24% e os curto prazo, de 7,57%.
Entre as carteiras que apresentam maior rentabilidade no ano estão os fundos de ações, com retorno de 28,91% até quarta-feira. Esses investimentos receberam, desde janeiro, outros R$ 16,4 bilhões em aportes novos. No total, o Fortuna aponta uma entrada de R$ 70 bilhões em todo o setor de fundos neste ano até dia 20.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Franquia une segurança e lucro
Jornal da Tarde 25/09/2007
Redes oferecem marcas consolidadas e suporte ao investidor, o que diminui o risco de falências
Fabrício de Castro, fabricio.castro@grupoestado.com.br
Cada vez mais estruturado no Brasil, o setor de franquias é uma ótima opção para o investidor que busca segurança e boas oportunidades de negócios.
Além de contar com a força de marcas já consolidadas e com experiência dos mecanismos de mercado, quem investe em uma franquia tem acesso a informações importantes para o sucesso do negócio.
Existem no País pouco mais de mil redes comerciais em operação no sistema de franquia, que reúnem cerca de 62,5 mil unidades de lojas.
Em 2006, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor chegou a R$ 39,8 bilhões.
O que atrai tantos interessados ao sistema é a segurança do investimento. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que, em 2005, 22% das empresas de pequeno porte abertas no País fecharam no mesmo ano.
Não há dados atualizados sobre franquias, mas consultores da área garantem que o índice é bem menor. 'De cada 100 franquias que abrem as portas, duas ou três fecham já no primeiro ano de funcionamento', estima José Carmo Vieira Oliveira, consultor do Sebrae-SP.
O sucesso está ligado ao modelo de negócio. Ao comprar uma franquia, o investidor recebe treinamento, orientação para escolha do ponto comercial, apoio na administração e suporte da marca para atrair clientes.
Tudo isso, no entanto, tem um preço. O franqueado paga taxas à rede (franqueadora) e atua conforme as regras estabelecidas. Normalmente, marcas famosas cobram taxas maiores, mas também há opções com custo mais acessível.
'O que me atraiu nesta franquia foi o investimento, que era menor que o das outras que eu pesquisei', diz Maurino Damasceno Moreira, que há dez meses comanda uma unidade da Restaura Jeans na zona leste de São Paulo.
Moreira atuou na área administrativa de uma empresa por 34 anos. Quando saiu, no ano passado, chegou a fazer algumas entrevistas de emprego, mas acabou optando pelo sistema de franchising.
'Investi inicialmente R$ 64 mil e, em julho, passei a recuperar o investimento. A previsão é de que eu leve dois anos para ter todo o dinheiro de volta, mas o andamento do negócio está até acima das expectativas', comemora.
Redes oferecem marcas consolidadas e suporte ao investidor, o que diminui o risco de falências
Fabrício de Castro, fabricio.castro@grupoestado.com.br
Cada vez mais estruturado no Brasil, o setor de franquias é uma ótima opção para o investidor que busca segurança e boas oportunidades de negócios.
Além de contar com a força de marcas já consolidadas e com experiência dos mecanismos de mercado, quem investe em uma franquia tem acesso a informações importantes para o sucesso do negócio.
Existem no País pouco mais de mil redes comerciais em operação no sistema de franquia, que reúnem cerca de 62,5 mil unidades de lojas.
Em 2006, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor chegou a R$ 39,8 bilhões.
O que atrai tantos interessados ao sistema é a segurança do investimento. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que, em 2005, 22% das empresas de pequeno porte abertas no País fecharam no mesmo ano.
Não há dados atualizados sobre franquias, mas consultores da área garantem que o índice é bem menor. 'De cada 100 franquias que abrem as portas, duas ou três fecham já no primeiro ano de funcionamento', estima José Carmo Vieira Oliveira, consultor do Sebrae-SP.
O sucesso está ligado ao modelo de negócio. Ao comprar uma franquia, o investidor recebe treinamento, orientação para escolha do ponto comercial, apoio na administração e suporte da marca para atrair clientes.
Tudo isso, no entanto, tem um preço. O franqueado paga taxas à rede (franqueadora) e atua conforme as regras estabelecidas. Normalmente, marcas famosas cobram taxas maiores, mas também há opções com custo mais acessível.
'O que me atraiu nesta franquia foi o investimento, que era menor que o das outras que eu pesquisei', diz Maurino Damasceno Moreira, que há dez meses comanda uma unidade da Restaura Jeans na zona leste de São Paulo.
Moreira atuou na área administrativa de uma empresa por 34 anos. Quando saiu, no ano passado, chegou a fazer algumas entrevistas de emprego, mas acabou optando pelo sistema de franchising.
'Investi inicialmente R$ 64 mil e, em julho, passei a recuperar o investimento. A previsão é de que eu leve dois anos para ter todo o dinheiro de volta, mas o andamento do negócio está até acima das expectativas', comemora.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Taxa média de fundos é a maior desde 2000
FABRICIO VIEIRA
Folha de S. Paulo
24/9/2007
Apesar do nível recorde do patrimônio, tarifas de administração aumentam de 2,425% em 2004 para 2,558% em 2006
Fundo de ações é a categoria que cobra a mais alta taxa de administração dos cotistas, com uma média de 3,52% registrada em 2006
O mercado de fundos nunca teve tanto dinheiro para gerir -o patrimônio está no nível recorde de R$ 1,057 trilhão. Porém, se a oferta de produtos e a procura de investidores nunca foi tão expressiva, as taxas de administração, na média, não têm caído.
Levantamento feito pelo Centro de Finanças da FGV a pedido da Folha mostra que as taxas médias de administração cobradas pelas instituições que gerem aplicações financeiras têm até crescido nos últimos anos. De 2004 para 2006, a taxa média cobrada nos fundos de varejo foi de 2,425% para 2,558% anuais -a maior média desde 2000.
Mas, apesar de a média apontar elevação, o investidor não deve se esquecer de que há fundos que tiveram redução em suas taxas de administração nos últimos anos e outros que podem ter tido crescimento de forma mais expressiva.
Foram considerados no estudo os maiores gestores de recursos de terceiros, em uma representação de aproximadamente 80% do patrimônio líquido do mercado de fundos. Apenas fundos abertos para captação entraram na pesquisa, que abordou o período que vai de 1998 a 2006.
A taxa de administração é um valor que os cotistas de um fundo de investimento têm de pagar ao administrador da aplicação como uma forma de remunerar os gestores pelo serviço prestado. Essas taxas são fixadas livremente pelas instituições financeiras, por isso oscilam bastante, variando entre cada categoria e de uma instituição a outra. De uma forma geral, ficam entre 1% e 4%.
Por suas próprias características, os fundos de ações são os campeões de taxas cobradas. A média dessa categoria ficou em 3,520% no ano passado, ante 3,432% em 2005.
"Os fundos de ações dão mais trabalho para os gestores e carregam maiores riscos, daí suas taxas de administração costumarem ser mais elevadas", afirma William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV.
Apesar de terem subido um pouco de 2005 a 2006, as taxas de administração dos fundos de ações praticadas em anos recentes eram bem maiores. Em 2001, a média chegou a 3,907%.
Outra categoria que demanda maior trabalho e agilidade dos gestores é a de multimercados. Esses fundos têm como particularidade poder aplicar seu patrimônio em diversos segmentos, como ações, títulos que pagam juros e câmbio.
Mas as taxas de administração dos multimercados têm ficado bem abaixo das praticadas nos fundos de ações. E, entre as grandes categorias, têm aparecido como uma das que cobram as menores taxas. Em 2006, os multimercados praticavam taxa de administração média de 1,81% -a menor desde 2003.
Arquitetura dos fundos
"A taxa de administração acaba sendo um componente muito importante para o retorno do investidor, especialmente no longo prazo", avalia o administrador de investimentos Fábio Colombo.
Cada fundo de investimento, independentemente de seu tamanho ou de suas características, funciona como um clube. Vários sócios se juntam e dividem os custos, pagando uma mensalidade para ajudar a mantê-lo em funcionamento.
No caso de uma aplicação financeira, os sócios são chamados de cotistas e a mensalidade é a taxa de administração.
Os recursos que cada um deposita formam o patrimônio do fundo, a ser administrado por um gestor -especialista que decide onde é melhor reinvestir o dinheiro do cotista. O gestor se atenta ao mercado diariamente -principalmente no caso de fundos de ações- atrás das melhores oportunidades.
Folha de S. Paulo
24/9/2007
Apesar do nível recorde do patrimônio, tarifas de administração aumentam de 2,425% em 2004 para 2,558% em 2006
Fundo de ações é a categoria que cobra a mais alta taxa de administração dos cotistas, com uma média de 3,52% registrada em 2006
O mercado de fundos nunca teve tanto dinheiro para gerir -o patrimônio está no nível recorde de R$ 1,057 trilhão. Porém, se a oferta de produtos e a procura de investidores nunca foi tão expressiva, as taxas de administração, na média, não têm caído.
Levantamento feito pelo Centro de Finanças da FGV a pedido da Folha mostra que as taxas médias de administração cobradas pelas instituições que gerem aplicações financeiras têm até crescido nos últimos anos. De 2004 para 2006, a taxa média cobrada nos fundos de varejo foi de 2,425% para 2,558% anuais -a maior média desde 2000.
Mas, apesar de a média apontar elevação, o investidor não deve se esquecer de que há fundos que tiveram redução em suas taxas de administração nos últimos anos e outros que podem ter tido crescimento de forma mais expressiva.
Foram considerados no estudo os maiores gestores de recursos de terceiros, em uma representação de aproximadamente 80% do patrimônio líquido do mercado de fundos. Apenas fundos abertos para captação entraram na pesquisa, que abordou o período que vai de 1998 a 2006.
A taxa de administração é um valor que os cotistas de um fundo de investimento têm de pagar ao administrador da aplicação como uma forma de remunerar os gestores pelo serviço prestado. Essas taxas são fixadas livremente pelas instituições financeiras, por isso oscilam bastante, variando entre cada categoria e de uma instituição a outra. De uma forma geral, ficam entre 1% e 4%.
Por suas próprias características, os fundos de ações são os campeões de taxas cobradas. A média dessa categoria ficou em 3,520% no ano passado, ante 3,432% em 2005.
"Os fundos de ações dão mais trabalho para os gestores e carregam maiores riscos, daí suas taxas de administração costumarem ser mais elevadas", afirma William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV.
Apesar de terem subido um pouco de 2005 a 2006, as taxas de administração dos fundos de ações praticadas em anos recentes eram bem maiores. Em 2001, a média chegou a 3,907%.
Outra categoria que demanda maior trabalho e agilidade dos gestores é a de multimercados. Esses fundos têm como particularidade poder aplicar seu patrimônio em diversos segmentos, como ações, títulos que pagam juros e câmbio.
Mas as taxas de administração dos multimercados têm ficado bem abaixo das praticadas nos fundos de ações. E, entre as grandes categorias, têm aparecido como uma das que cobram as menores taxas. Em 2006, os multimercados praticavam taxa de administração média de 1,81% -a menor desde 2003.
Arquitetura dos fundos
"A taxa de administração acaba sendo um componente muito importante para o retorno do investidor, especialmente no longo prazo", avalia o administrador de investimentos Fábio Colombo.
Cada fundo de investimento, independentemente de seu tamanho ou de suas características, funciona como um clube. Vários sócios se juntam e dividem os custos, pagando uma mensalidade para ajudar a mantê-lo em funcionamento.
No caso de uma aplicação financeira, os sócios são chamados de cotistas e a mensalidade é a taxa de administração.
Os recursos que cada um deposita formam o patrimônio do fundo, a ser administrado por um gestor -especialista que decide onde é melhor reinvestir o dinheiro do cotista. O gestor se atenta ao mercado diariamente -principalmente no caso de fundos de ações- atrás das melhores oportunidades.
Número de inscritos na Expo Money já passa de 10 mil
Valor Econômico
Angelo Pavini
24/09/2007
O interesse dos investidores por orientação anda cada vez maior, como mostram os números de inscrições para a Expo Money, evento gratuito voltado para a educação financeira e que reúne gestores, corretoras e empresas abertas. A quinta edição paulista, que começa na quarta-feira e vai até sábado, já registra mais de 10 mil inscritos, superando os 8 mil participantes da edição do ano passado. "O interesse foi tão grande que tivemos de aumentar em um dia o evento e ampliar o número de palestras", diz Robert Dannenberg, presidente da TradeNetwork, empresa organizadora da Expo Money.
Neste ano, o evento em São Paulo conta com 175 palestras e 120 expositores, incluindo 14 empresas abertas. Os assuntos, lembra Dannenberg, vão desde planejamento financeiro até análise gráfica, atendendo os mais diferentes níveis de investidor, do iniciante ao mais sofisticado. Neste ano, por exemplo, o ex-engenheiro da Nasa Bo Williams falará sobre o uso da teoria do caos com fractais na análise gráfica de bolsa de valores.
A abertura do evento será feita pelo ex-diretor do Banco Central e presidente da Associação Nacional dos Investidores do Mercado (Amec), Luiz Fernando Figueiredo, que falará sobre os cenários econômicos brasileiro e internacional. Haverá a participação de outros especialistas, como William Eid Júnior, do Centro de Estudos em Finanças da FVG-SP, autores de livros de orientação, como Gustavo Cerbasi, e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nas 17 palestras promovidas pelas empresas, serão sorteados R$ 1 mil em ações de cada companhia para um dos participantes que responder a três perguntas do palestrante, com o compromisso de que o premiado não venda os papéis por três meses. Vão se apresentar Banco do Brasil, Net, Petrobras, Souza Cruz, Vale do Rio Doce, CPFL, CSN, Usiminas, Cemig, Itaú, Nossa Caixa, Embraer e as novatas Tecnisa e Positivo Informática.
www.expomoney.com.br
Angelo Pavini
24/09/2007
O interesse dos investidores por orientação anda cada vez maior, como mostram os números de inscrições para a Expo Money, evento gratuito voltado para a educação financeira e que reúne gestores, corretoras e empresas abertas. A quinta edição paulista, que começa na quarta-feira e vai até sábado, já registra mais de 10 mil inscritos, superando os 8 mil participantes da edição do ano passado. "O interesse foi tão grande que tivemos de aumentar em um dia o evento e ampliar o número de palestras", diz Robert Dannenberg, presidente da TradeNetwork, empresa organizadora da Expo Money.
Neste ano, o evento em São Paulo conta com 175 palestras e 120 expositores, incluindo 14 empresas abertas. Os assuntos, lembra Dannenberg, vão desde planejamento financeiro até análise gráfica, atendendo os mais diferentes níveis de investidor, do iniciante ao mais sofisticado. Neste ano, por exemplo, o ex-engenheiro da Nasa Bo Williams falará sobre o uso da teoria do caos com fractais na análise gráfica de bolsa de valores.
A abertura do evento será feita pelo ex-diretor do Banco Central e presidente da Associação Nacional dos Investidores do Mercado (Amec), Luiz Fernando Figueiredo, que falará sobre os cenários econômicos brasileiro e internacional. Haverá a participação de outros especialistas, como William Eid Júnior, do Centro de Estudos em Finanças da FVG-SP, autores de livros de orientação, como Gustavo Cerbasi, e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nas 17 palestras promovidas pelas empresas, serão sorteados R$ 1 mil em ações de cada companhia para um dos participantes que responder a três perguntas do palestrante, com o compromisso de que o premiado não venda os papéis por três meses. Vão se apresentar Banco do Brasil, Net, Petrobras, Souza Cruz, Vale do Rio Doce, CPFL, CSN, Usiminas, Cemig, Itaú, Nossa Caixa, Embraer e as novatas Tecnisa e Positivo Informática.
www.expomoney.com.br
domingo, 23 de setembro de 2007
Trabalho virtual, dinheiro real
Jornal da Tarde 23/09/2007
Adeptos da internet contam como usam os recursos da informática para fazer negócios e faturar
CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br
A forte queda dos preços de computadores e ampliação das facilidades de crédito para financiar a compra dos equipamentos têm feito com que os consumidores das classes mais baixas, com C, D e E, ingressem com força na economia digital. Mais do que adquirir um novo aparelho eletrônico, esses consumidores começam a perceber que comprar um computador não é apenas um sinal de despesa à vista, mas uma nova alternativa de fonte de renda.
Há cinco meses, o estudante Alexandre Spínola Borges, 17 anos, ganhou o seu primeiro computador. O presente custou mais de R$ 1.500 e foi presente da avó, que teve de parcelar o pagamento do equipamento. Mas, o esforço da matriarca da família fez com que o jovem Alexandre aprendesse a negociar e começar a ganhar dinheiro.
Integrante de uma banda chamada Mosh, o estudante e baixista, que mora no bairro do Tremembé, Zona Norte, utiliza a internet para fazer contatos, divulgar a banda, negociar shows e vender ingressos.
Instrumento fundamental
“Para esse ramo ter um computador ligado à internet é fundamental”, diz Borges. “Quinta-feira fechei um show numa casa noturna na Zona Leste. Se fosse antes, teria de ir até lá de ônibus e metrô, gastar tempo e dinheiro com condução. Agora é tudo mais fácil e rápido.”
Contente com a possibilidade de divulgar seu trabalho e também faturar , Borges, que tem intimidade com os recursos digitais, conta que estuda investir em outras possibilidades de trabalho pela ‘net’.
O designer Carlos Costa, 29, também enxergou essa possibilidade. Depois de trabalhar mais de sete anos em uma empresa de compra e venda pela internet - o Mercado Livre - ficou desempregado. Como já tinha computador em casa, aproveitou os recursos que o acesso à internet lhe permitia e começou a fazer trabalhos de design free lancer.
Nos últimos meses sentiu necessidade de aumentar sua renda. Lembrou do caso de um antigo usuário que montou a própria empresa para vender produtos pelo Mercado Livre e resolveu apostar nisso, comprando e vendendo produtos pela internet. “Nos dois primeiros meses consegui ganhar a quantia equivalente ao salário que tinha antes”, diz.
A sua idéia deu tão certo que ele não pensa mais em voltar ao mercado formal. “Quero ampliar meus negócios e continuar trabalhando em casa”, afirma Costa. “Com disciplina dá para ter uma boa renda.”
Para quem ainda não descobriu as vantagens que o mundo virtual oferece, Costa dá algumas dicas. “A grande dificuldade para os novos usuários é ter intimidade com os programas. Vencendo essa barreira, espaço para ganhar dinheiro com a internet não falta”, conta. “Mas é preciso ter dedicação, disciplina e saber oferecer o seu produto para o público adequado.”
Adeptos da internet contam como usam os recursos da informática para fazer negócios e faturar
CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br
A forte queda dos preços de computadores e ampliação das facilidades de crédito para financiar a compra dos equipamentos têm feito com que os consumidores das classes mais baixas, com C, D e E, ingressem com força na economia digital. Mais do que adquirir um novo aparelho eletrônico, esses consumidores começam a perceber que comprar um computador não é apenas um sinal de despesa à vista, mas uma nova alternativa de fonte de renda.
Há cinco meses, o estudante Alexandre Spínola Borges, 17 anos, ganhou o seu primeiro computador. O presente custou mais de R$ 1.500 e foi presente da avó, que teve de parcelar o pagamento do equipamento. Mas, o esforço da matriarca da família fez com que o jovem Alexandre aprendesse a negociar e começar a ganhar dinheiro.
Integrante de uma banda chamada Mosh, o estudante e baixista, que mora no bairro do Tremembé, Zona Norte, utiliza a internet para fazer contatos, divulgar a banda, negociar shows e vender ingressos.
Instrumento fundamental
“Para esse ramo ter um computador ligado à internet é fundamental”, diz Borges. “Quinta-feira fechei um show numa casa noturna na Zona Leste. Se fosse antes, teria de ir até lá de ônibus e metrô, gastar tempo e dinheiro com condução. Agora é tudo mais fácil e rápido.”
Contente com a possibilidade de divulgar seu trabalho e também faturar , Borges, que tem intimidade com os recursos digitais, conta que estuda investir em outras possibilidades de trabalho pela ‘net’.
O designer Carlos Costa, 29, também enxergou essa possibilidade. Depois de trabalhar mais de sete anos em uma empresa de compra e venda pela internet - o Mercado Livre - ficou desempregado. Como já tinha computador em casa, aproveitou os recursos que o acesso à internet lhe permitia e começou a fazer trabalhos de design free lancer.
Nos últimos meses sentiu necessidade de aumentar sua renda. Lembrou do caso de um antigo usuário que montou a própria empresa para vender produtos pelo Mercado Livre e resolveu apostar nisso, comprando e vendendo produtos pela internet. “Nos dois primeiros meses consegui ganhar a quantia equivalente ao salário que tinha antes”, diz.
A sua idéia deu tão certo que ele não pensa mais em voltar ao mercado formal. “Quero ampliar meus negócios e continuar trabalhando em casa”, afirma Costa. “Com disciplina dá para ter uma boa renda.”
Para quem ainda não descobriu as vantagens que o mundo virtual oferece, Costa dá algumas dicas. “A grande dificuldade para os novos usuários é ter intimidade com os programas. Vencendo essa barreira, espaço para ganhar dinheiro com a internet não falta”, conta. “Mas é preciso ter dedicação, disciplina e saber oferecer o seu produto para o público adequado.”
Cuidados com a euforia do mercado imobiliário
O Estado de São Paulo 23/10/2007
Rodrigo Badaró de Castro*
Como em outras épocas, o mercado imobiliário no Brasil padece da mesma tensão e ansiedade experimentada nos EUA e Espanha, quando a maior onda de investimentos e negócios realizados nos últimos tempos no setor vem à tona. Este fenômeno se dá por vários motivos, entre eles, a abundância de crédito no mercado, cenário econômico mundial favorável, estabilidade da moeda, políticas governamentais de incentivo e segurança aos investidores, a que se soma ainda a demanda reprimida de moradia no Brasil.
Mas há alguns pontos jurídicos importantes que devem ser ressaltados sobre o proprietário do imóvel a ser incorporado e os clientes e investidores, considerando a Lei de Incorporações e responsabilidade pela construção. A pressão por terrenos, principalmente pela formatação de compras ou promessas por meio de dação em pagamento ou permuta, cria o risco do vendedor , pessoa jurídica ou não, de se tornar responsável também por sua incorporação e conseqüentemente sua entrega a terceiros.
Em detrimento do alto índice de parcerias hoje em andamento, envolvendo construtoras, incorporadoras, proprietário de terrenos e investidores em geral, estão sendo criadas empresas de propósito especifico (SPE) em substituição a inócua e atrofiada Lei de Afetação (10.931/04).
É importante aqui exemplificar que maioria das empresas não consegue efetivar o Patrimônio de Afetação previsto na Lei ou perdem muito tempo, diante da burocracia e falta de prática e conhecimento dos interessados, inclusive de financiadores. Nesse aspecto, lembra-se que a SPE nada mais é que uma sociedade empresarial, constituída nas modalidades existentes no ordenamento jurídico.
É ainda importante quando da constituição da referida sociedade se ater à necessidade de identificar bem seu objeto especifico sua duração, bem como, e principalmente, o papel de cada sócio ou cotista diante do desempenho e ônus empresarial de cada um nesse tipo de empenho comum. Para isso, é importante regular de forma clara e específica todos os pormenores da sociedade por meio da elaboração de um acordo de acionista ou cotista. Com isto, espera-se que os parceiros tenham segurança e tranqüilidade para reger a sociedade.
Verifica-se ainda a necessidade de se tomar cuidados quanto à elaboração de contratos para construção do empreendimento, uma vez que o Código Civil, diante das responsabilidades solidárias e subsidiárias, prevê forma de contratos que identificam bem esse liame. Um exemplo é o contrato de empreitada para fornecimento de mão-de-obra e material, nos termos do artigo 610 e seguintes do Novo Código.
E mais, evocando a triste experiência vivida no passado quanto a falências no setor de incorporação, que até hoje é motivo de dor de cabeça para vários compradores de imóveis e credores, é importante os consumidores se aterem à credibilidade e histórico de obras das empresas que hoje se lançam no mercado. O alto volume de crédito, o processo gradativo de desburocratização para empreender e incorporar e construir são elementos estimulantes a aventuras empresariais, que muitas vezes levam a um instante de sucesso econômico com grandes riscos internos e que podem a qualquer momento estourar.
*Rodrigo Badaró de Castro é advogado especialista em Direito Imobiliário e sócio do escritório Azevedo Sette Advogados
Rodrigo Badaró de Castro*
Como em outras épocas, o mercado imobiliário no Brasil padece da mesma tensão e ansiedade experimentada nos EUA e Espanha, quando a maior onda de investimentos e negócios realizados nos últimos tempos no setor vem à tona. Este fenômeno se dá por vários motivos, entre eles, a abundância de crédito no mercado, cenário econômico mundial favorável, estabilidade da moeda, políticas governamentais de incentivo e segurança aos investidores, a que se soma ainda a demanda reprimida de moradia no Brasil.
Mas há alguns pontos jurídicos importantes que devem ser ressaltados sobre o proprietário do imóvel a ser incorporado e os clientes e investidores, considerando a Lei de Incorporações e responsabilidade pela construção. A pressão por terrenos, principalmente pela formatação de compras ou promessas por meio de dação em pagamento ou permuta, cria o risco do vendedor , pessoa jurídica ou não, de se tornar responsável também por sua incorporação e conseqüentemente sua entrega a terceiros.
Em detrimento do alto índice de parcerias hoje em andamento, envolvendo construtoras, incorporadoras, proprietário de terrenos e investidores em geral, estão sendo criadas empresas de propósito especifico (SPE) em substituição a inócua e atrofiada Lei de Afetação (10.931/04).
É importante aqui exemplificar que maioria das empresas não consegue efetivar o Patrimônio de Afetação previsto na Lei ou perdem muito tempo, diante da burocracia e falta de prática e conhecimento dos interessados, inclusive de financiadores. Nesse aspecto, lembra-se que a SPE nada mais é que uma sociedade empresarial, constituída nas modalidades existentes no ordenamento jurídico.
É ainda importante quando da constituição da referida sociedade se ater à necessidade de identificar bem seu objeto especifico sua duração, bem como, e principalmente, o papel de cada sócio ou cotista diante do desempenho e ônus empresarial de cada um nesse tipo de empenho comum. Para isso, é importante regular de forma clara e específica todos os pormenores da sociedade por meio da elaboração de um acordo de acionista ou cotista. Com isto, espera-se que os parceiros tenham segurança e tranqüilidade para reger a sociedade.
Verifica-se ainda a necessidade de se tomar cuidados quanto à elaboração de contratos para construção do empreendimento, uma vez que o Código Civil, diante das responsabilidades solidárias e subsidiárias, prevê forma de contratos que identificam bem esse liame. Um exemplo é o contrato de empreitada para fornecimento de mão-de-obra e material, nos termos do artigo 610 e seguintes do Novo Código.
E mais, evocando a triste experiência vivida no passado quanto a falências no setor de incorporação, que até hoje é motivo de dor de cabeça para vários compradores de imóveis e credores, é importante os consumidores se aterem à credibilidade e histórico de obras das empresas que hoje se lançam no mercado. O alto volume de crédito, o processo gradativo de desburocratização para empreender e incorporar e construir são elementos estimulantes a aventuras empresariais, que muitas vezes levam a um instante de sucesso econômico com grandes riscos internos e que podem a qualquer momento estourar.
*Rodrigo Badaró de Castro é advogado especialista em Direito Imobiliário e sócio do escritório Azevedo Sette Advogados
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