sábado, 8 de setembro de 2007

Seu bolso: desconto em grandes compras esporádicas equivale a pequenos gastos

http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/infomoney/2007/09/07/ult4040u6709.jhtm

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Os mais 'baratos' dos mais 'caros'

Jornal da Tarde 07/09/2007

Especialistas afirmam que é possível encontrar boas ofertas em todos os bairros nobres da cidade

FABIO LEITE, f.leite@grupoestado.com.br


Entre todos os fatores que definem a escolha de um imóvel, a localização ainda é o mais relevante para quem o procura. Seja pela proximidade do eixo empresarial da região, por conta da qualidade de vida que ela proporciona, ou, simplesmente, pelo status que carrega, morar em um bairro nobre, com infra-estrutura e prestígio consolidados, é o sonho de consumo de muitos paulistanos.

Embora as características acima descritas, aliadas à inesgotável procura por unidades nas localidades bem conceituadas, acabam elevando o valor dos produtos a cifras exorbitantes. É possível sim encontrar boas ofertas nas regiões supervalorizadas da cidade. Na tentativa de traçar onde estão os imóveis mais ‘baratos’ dos bairros mais ‘caros’ da Capital, a reportagem ouviu de especialistas do mercado imobiliário que as ‘pechinchas’ estão pulverizadas.

“É possível encontrar boas ofertas em todos os bairros caros de São Paulo”, pontua a gerente de locação e vendas da Lello Imóveis, Roseli Hernandes. A lista, exemplifica, vai desde os cobiçados Jardins, Higienópolis e Moema até os não menos desejados Itaim, Morumbi e Perdizes. “O giro dos imóveis nas localidades supervalorizadas é muito rápido. É preciso ter paciência e pesquisar bastante nas imobiliárias que atuam na região”, alerta.

Segundo o diretor comercial de revendas da Lopes, Daniel Dequech, esses imóveis são, em sua maioria, mais antigos - mais de dez anos de construção -, têm dimensões bem mais modestas - um ou dois dormitórios e área útil inferior a 90 m² -, cujos preços variam entre R$ 100 mil e R$ 250 mil. “Mesmo nas regiões mais valorizadas é possível achar imóveis de até R$ 200 mil, mas com metragem menor”, relata.

A corretora Raquel Graciolla, da Camargo Dias Imóveis, salienta, contudo, que aqueles que buscam um imóvel bem localizado e com preço enxuto devem estar cientes de que terão de abrir mão de ambientes espaçosos e grandes atrativos no prédio. “Muitas pessoas procuram imóveis de R$ 130 mil, por exemplo, com metragem superior a 80 m² e querem lazer completo no condomínio. Isso não existe nessas regiões”, diz.

Em contrapartida, adquirir uma unidade em um bairro com valorização consolidada é assegurar a rentabilidade do bem. “As regiões mais valorizadas hoje já eram assim anos atrás e vão continuar a se valorizar porque a procura é sempre muito grande”, explica o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.

A dica para encontrar produtos baratos em regiões caras, conta Viana Neto, é procurar na “periferia” dos bairros nobres. Mesmo assim, adianta ele, o produto ideal demandará muita paciência com pesquisas e procuras. “A maior dificuldade é que os imóveis voltados para a classe média estão em falta no mercado”, avalia.

Já Daniel Dequech, da Lopes, aconselha o interessado a avaliar as condições físicas do imóvel e a calcular o preço do metro quadrado para saber se o custo-benefício compensa. “O cliente deve analisar tudo para saber se vale a pena mesmo comprar na região.”

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Menos contas e mais atitude na hora de decidir

Luiz Codorniz, para o Valor
06/09/2007


"O Investidor Inteligente" - Benjamin Graham.


Ed. Nova Fronteira, 672 págs., R$ 69,90



Este novo lançamento do livro de Benjamin Graham vem em momento bastante oportuno. Nos Estados Unidos, vende muito bem quando o mercado está passando por suas crises periódicas. Aqui no Brasil, a edição traduzida preenche lacuna importante: na maioria, os livros sobre investimentos em português ou são muito básicos, ou focam a analise gráfica (ou melhor, análise pelo retrovisor), ou são mais acadêmicos e não apropriados ao investidor comum.


A primeira edição de "O Investidor..." foi publicada em 1949. No livro "Supermoney", também bastante conhecido, o autor, Adam Smith, fala sobre a edição de 1973, esta agora traduzida no Brasil. Comenta que, na época, profissionais de investimentos referiam-se às idéias e livros de Graham como "coisa velha", "platitudes entremeadas com historias de 40 anos atrás". Mais recentemente, no meio da euforia do Nasdaq, palavras similares eram aplicadas aos investidores que seguiam as idéias de Graham (Buffett, Dreman, Pzena, Tweedy Browne, entre outros). Entretanto, o livro ainda hoje é utilizado nas disciplinas voltadas para analise de investimentos no MBA da Columbia University. A edição traduzida traz comentários de Jason Zweig, que mostra como as idéias de Graham continuam relevantes.


O livro é de pouca utilidade para grafistas convictos, "momentum investors", crentes incondicionais na eficiência de mercado, investidores (?) que buscam diversão em "jogar na bolsa" e profissionais de mercado obcecados com o desempenho no curto-prazo de suas carteiras de investimentos.


Talvez se possa imaginar que este é mais um livro escrito para outra realidade, não para a brasileira. Não é verdade. Os princípios ali contidos têm sido aplicados com sucesso por gestoras independentes de renda variável e também por investidores individuais. Além disso, o Valor tem publicado uma série de artigos, na coluna "Palavra do Gestor", baseados nos princípios abordados no "Investidor Inteligente".


Os capítulos fundamentais do livro são os de número 8 e 20, e o anexo "Os Superinvestidores de Graham & Doddsville", escrito por Warren Buffett. No capítulo 8, Graham aconselha o investidor sobre como lidar e tirar proveito da volatilidade dos preços das ações. No outro, é discutida a recomendação de se investir em ações somente quando exista uma boa margem de segurança - definida pela diferença entre o valor intrínseco da ação e seu preço de mercado. Quanto maior a discrepância, mais atrativo é o investimento. Entretanto, como diz Buffett, "para se ter sucesso em investimentos é necessário um sólido sistema intelectual para tomada de decisões e a habilidade de evitar que as emoções corroam esse sistema". O livro fornece o arcabouço para a decisão, mas o investidor deve ter disciplina e estabilidade emocional.


Graham não fornece formulas complicadas para a avaliação de empresas, mas, sim, princípios a serem seguidos e as atitudes/comportamento que o investidor deve adotar para obter resultados satisfatórios. Graham desconfiava de métodos de avaliação muito complicados. Dizia que o fato de alguém usar algo mais do que álgebra era um sinal de que o analista/investidor estava tentando substituir a experiência por teoria. Aqueles leitores que desejarem uma abordagem mais abrangente sobre avaliação de empresas, baseada nos princípios de Graham/Buffett, podem ler o livro "Value Investing: From Graham to Buffett and Beyond" escrito por professores da Columbia University.


Em "O Investidor...", Graham separa os investidores em "defensivos" e "empreendedores", e faz recomendações especificas em termos de política de investimentos. Defensivos devem investir em ações de grandes empresas, proeminentes e saudáveis financeiramente. Entretanto, deve-se colocar esse aconselhamento no contexto em que foi feito. No período 1949-1972, havia pouquíssimos fundos mútuos que seguiam o enfoque "value investing" e outros poucos consultores/gestores que administravam carteiras privadas de ações. Ou seja, não havia muitas opções. Então, a solução era o investidor fazer sua própria carteira focada em valor. Hoje, a situação é bem diferente, e as opções aplicáveis a essa estratégia são muitas. Portanto, faz pouco sentido para o investidor defensivo gerir sua própria carteira de ações, pois isso requer tempo, técnica, temperamento e gosto. É melhor ele escolher alguns fundos de gestoras independentes que tenham uma orientação para valor, mas diversificando em termos de tamanho de empresa.


A tradução deixa a desejar quanto à terminologia empregada. Em muitas partes é bastante literal. Pelo visto não houve uma revisão por um profissional do mercado financeiro familiarizado com a obra de Graham. Além disso, a decisão de reduzir o uso de anglicismos foi equivocada, considerando-se que os mercados estão mais globalizados do que nunca. Bastava colocar um glossário no final.


As duas frases de Graham que o investidor deve sempre ter em mente são: 1) "Você não está certo ou errado porque a manada discorda de você. Você está certo porque suas informações/dados e raciocínio estão corretos". 2) "No mundo dos investimentos, a coragem é a virtude suprema, apoiada em conhecimento adequado e discernimento baseado na experiência".


Luiz Codorniz é consultor de investimentos (lmcmarco@yahoo.com).

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A compra mais barata de São Paulo

Jornal da Tarde 05/09/2007

Pesquisa da ProTeste em supermercados mostra onde se pode montar uma cesta de produtos mais em conta. Diferença de preços entre as lojas chega a 47%

CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br

Na hora de fazer as compras, nem sempre o local mais próximo ou o que oferece mais produtos e maiores prazos de pagamento pode ser o melhor. Para aqueles que consideram o preço como o item determinante, atenção: na Capital, a diferença entre o mercado mais barato e o mais caro pode ser de até 47%.

Veja a íntegra da pesquisa da Pro Teste na internet

Essa discrepância pode ser fundamental para o orçamento familiar, já que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as despesas com alimentação em casa, higiene e artigos de limpeza representam mais de 31% do total do consumo das famílias.

Com base em uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de defesa do Consumidor, Pro Teste, selecionamos os melhores mercados para se comprar em cada uma das regiões da Cidade (ver quadro). Foram estabelecidos dois tipos de cestas de compras. A cesta 1 representa o consumo típico de uma família brasileira e destina-se a quem escolhe os produtos com base na marca. É composta por 97 itens distribuídos nas seguintes categorias: cereais, leguminosas, oleaginosas; farinhas, féculas e massas; açúcares e derivados; enlatados e conservas; temperos e condimentos; óleos e gorduras; congelados e resfriados; leites e derivados; bebidas; higiene; limpeza; bazar; frutas e verduras; carnes e outros produtos alimentares.

Já a cesta 2 é composta por 83 itens, semelhantes à primeira, mas não inclui carne, peixe, frutas e legumes. Além disso, é destinada ao consumidor que procura pelos menores preços - e não por marcas definidas. Para cada cesta foi procurado o menor valor na Cidade, que corresponde ao índice 100. Por isso, as lojas que apresentam esse índice são as que têm os melhores preços. Os índices acima disso mostram o quanto a cesta está mais cara que o valor mais baixo encontrado. Portanto, se o mercado apresenta índice 110 significa que a cesta naquele local está 10% mais cara que no mercado mais barato.

A coordenadora de estudos de mercado da Pro Teste, Cristiane Souza, ensina como descobrir quanto é possível economizar nas compras. Suponha que o consumidor fez uma compra de R$ 400 na loja que apresentava o índice 100. Se tivesse comprado no mercado mais caro, de índice 147 (caso do Yaya da Rua Tutóia, 430 ), a mesma compra teria custado R$ 588. A economia nesse caso é de R$ 188 só em um mês. Em um ano a diferença seria de R$ 2.256.

Para o consumidor fazer a comparação na sua região e saber onde as compras devem ser evitadas, vale verificar os piores índices da pesquisa. No Centro e Centro-Sul, o vencedor foi o Yaya ( Rua Tutóia, 430 ): 128 para a cesta 1 e 147 para a cesta 2. Na Leste, o Irmãos Lopes (Rua Sabbado D'Angelo, 1.980) obteve índice 118 para a cesta 1 e o Matsui (Rua Mercadinho, 526) 134 para a cesta 2. Na região Nordeste o Pão de Açúcar da Rua Dr. Cesar, 1.234, obteve índice 122 na cesta 1 e o da Rua Voluntários da Pátria, 1.723, 135 para a cesta 2. Na região Oeste o Pão de Açúcar da Praça Panamericana e o F&C (Av. Rio Pequeno, 654)são os mais caros com índices 128 e 137, respectivamente.Na Sudeste ganha o Kanguru (Rua Antônio de Barros, 285) com índice 137 na cesta 2. E a região Sul tem índice 120 na cesta 1, no Jaraguá (Av. Dr. Timóteo Penteado, 3.373), e 127 na cesta 2 no Sonda (Av. Sen. Teotônio Vilela, 1.433).

Compras de ocasião

Valor Econômico
Por Catherine Vieira
05/09/2007

Crises criam oportunidades. Essa máxima foi aplicada por vários gestores de fundos de ações que não se abalaram com as turbulências nos mercados entre o fim de julho e o início de agosto e saíram às compras, aproveitando preços de ocasião de alguns ativos. Estão nesse time gestores como Investidor Profissional, Franklin Templeton, Rio Bravo, Argúcia e Máxima Asset, muitos deles beneficiados pelo perfil de seus produtos, que privilegiam a estratégia de longo prazo baseada nos fundamentos e geração de valor. As escolhas entre as pechinchas foram variadas: desde tradicionais ações de fundos com foco em longo prazo como Lojas Renner e Eternit, passando por ativos mais líquidos como Brasil Telecom e Itaúsa e novatas como Terna e Rodobens, para citar alguns exemplos.


Alguns fundos aproveitaram o momento para fazer trocas na carteira, acreditando que o mercado vai ficar bem mais seletivo e rigoroso com os bons fundamentos. Outros estavam justamente com um caixa mais folgado para aproveitar eventuais oportunidades. É neste último caso que se enquadra a Investidor Profissional (IP), gestora independente de fundos de ações. "Estávamos com um caixa folgado, com cerca de 80% do fundo aplicado e 20% em dinheiro livre para aproveitar oportunidades", explica o sócio Elsen Carvalho. Após a crise, prossegue ele, a carteira ficou com 90% em ações.


De acordo com o sócio da IP, a gestora aproveitou não apenas para adquirir papéis que ficaram extremamente baratos durante a crise - caso de Itaúsa - como também para fazer grandes compras já previstas, uma vez que nesses períodos os preços ficam menos influenciados pela euforia. Isso ocorreu com os papéis da Hering e da Springs Global. Em ambos os casos, a IP fez compras de parcelas significativas do capital das empresas. Essa estratégia é típica da gestora, que costuma comprar pedaços maiores de companhias que considera terem boa governança e grande potencial de criar valor. No ano, o IP Participações acumula ganho de cerca de 33%.


Outra que elevou algumas apostas aproveitando as baixas foi a Franklin Templeton. Segundo o gestor Frederico Sampaio, o fundo aproveita esses eventos para fazer algumas mudanças na carteira. "Nesses momentos, é preciso ser seletivo, pois os ativos de maior qualidade são os que sustentam a recuperação", diz Sampaio. As principais compras foram dos papéis das Lojas Renner e Brasil Telecom. "São dois ativos dos quais gostamos muito e foram prejudicados pela crise", diz ele.


A ação da Renner por exemplo, chegou a valer R$ 40 antes da crise e, no auge da turbulência, caiu até R$ 26, sendo que ontem estava em R$ 34. "A empresa tem boa gestão e números de crescimento melhores que a concorrente direta, além de ter capital pulverizado", lembra Sampaio. Já Brasil Telecom também teve queda, mas já era atraente na visão do gestor. "Esse é um ativo muito barato, porque tinha um desconto em função das questões societárias do passado", afirma. "Mas vem tendo melhoras operacionais e de governança, sem contar a possibilidade da fusão com a Telemar."


O sócio da Argúcia, Ricardo Magalhães, também mexeu na carteira. "Compramos Terna, Rodobens e Ipiranga, além de outros dois papéis que ainda estamos adquirindo devagar", diz Magalhães. "Também aproveitamos para sair de algumas posições que achamos que já tinham subido o previsto", diz. O Argúcia Income, fundo com patrimônio de R$ 228 milhões e com variação de 36% no ano, é bastante focado em fundamentos e empresas com perspectivas de pagar bons dividendos.


O Rio Bravo Fundamental, fundo que tem como estratégia se concentrar em poucos ativos por longo prazo, também foi às compras. "Elevamos a aposta em Eternit", explica o gestor Rafael Rodrigues, da Rio Bravo.


Já o diretor de gestão da Máxima Asset, Saulo Sabbá, usou a estratégia de vender um pouco das ações blue chips para tentar surfar nas pechinchas criadas pela crise. "Focamos bastante em papéis que tinham forte presença de estrangeiros, que foram os mais prejudicados", explica. Segundo ele, entre os setores mais interessantes durante a turbulência estavam os de construção, consumo e bancos. "O de construção estava quase 80% nas mãos de investidores externos", lembra ele. "E os bancos acabaram sofrendo por tabela, já que o setor lá fora foi afetado, mas aqui não se justifica, as perspectivas são muito boas", completa. A idéia era comprar antes da recuperação que ele previa para os papéis.


Como a recuperação começou a ocorrer, até antes do que alguns imaginavam, os gestores afirmam que há lições importantes a tirar dessa turbulência. Para José Alberto Tovar, da Arx Capital, os solavancos foram um teste interessante para os novos investidores que chegaram há pouco ao mercado de ações. "A primeira lição é: esse é um mercado que tem, sim, volatilidade", diz ele. "E a segunda lição é que se deve focar ativos que tenham bons fundamentos e perspectivas para o longo prazo, pois assim se pode ficar mais confortável em momentos como esses" , completa.


Tovar lembra que, em momentos em que a maioria está em pânico, quem mantém a calma é que consegue tirar o melhor proveito. "É psicologicamente difícil resistir firme no pior momento, mas o investidor precisa ter isso em mente, principalmente em crises desse tipo, que são de liquidez e não corporativas", conclui. Sampaio, da Templeton, lembra que a carência de resgate acaba ajudando a evitar que os investidores sejam movidos pelo pânico e façam saques nos piores momentos.

Simulador da BM&F já tem mais de 1,6 mil cadastros

Valor Econômico
Por Luciana Monteiro
05/09/2007



Mal começou a operar na segunda-feira, o simulador lançado pela Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) em seu site já conta com 1.610 usuários cadastrados. Assim como já ocorre no mercado financeiro, a maior parte dos participantes está no eixo Rio-São Paulo, com 72% dos cadastrados. Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia e região Centro-Oeste representam 13%. O Sul do país soma 11% e os demais estados, 4% dos usuários.


Com caráter educacional, o simulador permite ao participante testar seus conhecimentos comprando ou vendendo minicontratos futuros de Ibovespa, dólar, boi e café. Cada investidor recebe uma quantia fictícia de R$ 150 mil para negociar os mínis e quem se sair melhor receberá prêmios. O projeto tem a parceria do Valor, que divulgará os resultados dos melhores colocados. O acesso é gratuito e basta se cadastrar para operar. Os mínis são uma versão reduzida dos contratos negociados pelos grandes investidores na BM&F.


Segundo a bolsa, o Ibovespa é o contrato mais negociado no simulador até o momento, seguido por dólar, boi gordo e café. Com a bolsa caminhando para o quinto ano consecutivo de alta, os contratos de índice ganharam maior visibilidade. São também os contratos com maior volatilidade, o que traz a possibilidade de ganhos mais rápidos. Ontem, os contratos com vencimento em outubro fecharam projetando um índice aos 55.523 pontos, alta de 1,5% em relação à projeção do dia anterior.


Já os contratos de dólar perderam um pouco o brilho diante da valorização do real nos últimos anos. Mas com a crise desencadeada com o segmento de hipotecas americanas de alto risco, voltou a ganhar a atenção. Os contatos de dólar para outubro fecharam a R$ 1,9525, em queda de 0,38%.


O perfil entre usuários do simulador por enquanto está bastante equilibrado. Dados da BM&F mostram que a maioria até agora é composta por não-universitários, que somam 58%, enquanto universitários eram 42% dos investidores cadastrados.


A competição começou na segunda, mas os interessados podem se inscrever a qualquer momento. O projeto prevê premiações bimestrais e também no fechamento do ano. Haverá um prêmio relativo aos meses de setembro e outubro, outra para o bimestre novembro e dezembro, além da anual relativa ao ano de 2007. Os cinco aplicadores com os melhores rendimentos bimestrais no simulador ganharão iPods, cursos online da BM&F sobre o mercado de derivativos e assinaturas bimestrais do Valor.


Os dez que se destacarem no ano também receberão prêmios e poderão até concorrer a um estágio na BM&F. Os três primeiros colocados ganharão Laptops, cursos presenciais ou online da bolsa (a critério do vencedor) e uma assinatura anual do Valor. Os outros sete terão direito a cursos online e assinaturas semestrais do jornal
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Crédito mais barato para você

Jornal da Tarde 04/09/2007

Penhor, consignado e crédito cooperativo são opções mais baratas para quem precisa de dinheiro
Fabrício de Castro,
fabricio.castro@grupoestado.com.br

Quem precisa de dinheiro, mas quer fugir das taxas e dos juros astronômicos, conta hoje com várias opções de baixo custo. O tradicional penhor, oferecido pela Caixa Econômica Federal, os empréstimos consignados e o crédito por meio de cooperativas são alternativas às linhas tradicionais oferecidas por bancos e financeiras.

Enquanto os juros dos empréstimos pessoais variam entre 3,5% e 7% ao mês, no caso dos bancos, e chegam a 10% mensais nas financeiras, o penhor trabalha com taxas de 2% a 2,88%. Além disso, a burocracia é menor. 'A vantagem é que a pessoa vai ao banco com a jóia e sai com o dinheiro na mão', diz o economista Walter Franco, professor da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Outro atrativo: o usuário não precisa estar com o nome 'limpo' na praça, pois os bens são a garantia.

A enfermeira Maria Helena Murufushi usa o penhor há dez anos. 'Faço isso para manter as jóias em segurança e para usar o dinheiro quando preciso.' Ela mantém no cofre da Caixa correntes, anéis e pingentes, alguns deles há oito anos. 'As taxas são razoáveis', diz.

Para quem é aposentado ou pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os empréstimos consignados, aqueles cujo pagamento é descontado direto do contracheque, oferecem juros de até 2,64%. Algumas instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil, trabalham com taxas inferiores a 1% em contratos de até 6 meses. Por lei, é proibida a cobrança de Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) - taxa que, em empréstimos convencionais, ajudam a engordar o valor das parcelas.

Funcionários de empresas que possuem convênio com bancos também pagam menos, já que as parcelas são descontadas diretamente do salário. 'Com a exceção do crédito via cooperativa, o consignado talvez seja a alternativa mais acessível para quem precisa de dinheiro', afirma o economista Marcos Silvestre, professor da Mercatus Escola de Negócios.

As cooperativas de crédito, ainda pouco conhecidas, trabalham com juros médios de 2%. Segundo Manoel Messias da Silva, presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Cecresp), os juros são baixos porque as entidades não objetivam o lucro. 'Os preços refletem os custos das operações.'

E especialistas lembram que os custos podem ser menores, mas o empréstimo é sempre uma dívida. 'A pessoa que pega dinheiro emprestado possui duas alternativas: ou ganha mais para pagar ou gasta menos', resume Franco.
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