Jornal da Tarde 04/09/2007
Penhor, consignado e crédito cooperativo são opções mais baratas para quem precisa de dinheiro
Fabrício de Castro, fabricio.castro@grupoestado.com.br
Quem precisa de dinheiro, mas quer fugir das taxas e dos juros astronômicos, conta hoje com várias opções de baixo custo. O tradicional penhor, oferecido pela Caixa Econômica Federal, os empréstimos consignados e o crédito por meio de cooperativas são alternativas às linhas tradicionais oferecidas por bancos e financeiras.
Enquanto os juros dos empréstimos pessoais variam entre 3,5% e 7% ao mês, no caso dos bancos, e chegam a 10% mensais nas financeiras, o penhor trabalha com taxas de 2% a 2,88%. Além disso, a burocracia é menor. 'A vantagem é que a pessoa vai ao banco com a jóia e sai com o dinheiro na mão', diz o economista Walter Franco, professor da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Outro atrativo: o usuário não precisa estar com o nome 'limpo' na praça, pois os bens são a garantia.
A enfermeira Maria Helena Murufushi usa o penhor há dez anos. 'Faço isso para manter as jóias em segurança e para usar o dinheiro quando preciso.' Ela mantém no cofre da Caixa correntes, anéis e pingentes, alguns deles há oito anos. 'As taxas são razoáveis', diz.
Para quem é aposentado ou pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os empréstimos consignados, aqueles cujo pagamento é descontado direto do contracheque, oferecem juros de até 2,64%. Algumas instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil, trabalham com taxas inferiores a 1% em contratos de até 6 meses. Por lei, é proibida a cobrança de Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) - taxa que, em empréstimos convencionais, ajudam a engordar o valor das parcelas.
Funcionários de empresas que possuem convênio com bancos também pagam menos, já que as parcelas são descontadas diretamente do salário. 'Com a exceção do crédito via cooperativa, o consignado talvez seja a alternativa mais acessível para quem precisa de dinheiro', afirma o economista Marcos Silvestre, professor da Mercatus Escola de Negócios.
As cooperativas de crédito, ainda pouco conhecidas, trabalham com juros médios de 2%. Segundo Manoel Messias da Silva, presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Cecresp), os juros são baixos porque as entidades não objetivam o lucro. 'Os preços refletem os custos das operações.'
E especialistas lembram que os custos podem ser menores, mas o empréstimo é sempre uma dívida. 'A pessoa que pega dinheiro emprestado possui duas alternativas: ou ganha mais para pagar ou gasta menos', resume Franco.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Cotista da Vale se precipita e perde 11% na turbulência
Luciana Monteiro
Valor Econômico
4/9/2007
A turbulência nos mercados durante o período de 13 a 20 de agosto assustou muitos investidores dos fundos Vale do Rio Doce, que solicitaram o resgate, conforme estudo do site Fortuna. No entanto, a rápida recuperação na semana seguinte fez com que muitos se arrependessem e decidissem, então, reaplicar nesses mesmos fundos, perdendo 11% nesse vaivém.
Os dados mostram números muito parecidos de cotistas e valores nos resgates e aplicações, indicando que os mesmos investidores teriam feito as operações. Entre os dias 13 e 20 de agosto, 13.151 cotistas resgataram R$ 320 milhões dos fundos Vale com recursos próprios de seis instituições: ABN Amro Real, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), Itaú e Unibanco. Com a melhora do mercado, houve aplicações entre os dias 21 e 28. Cerca de 13.300 cotistas aplicaram R$ 360 milhões.
As datas coincidem também com o prazo para o dinheiro resgatado ficar livre para reaplicação. O investidor perde, pelo menos, quatro dias de rentabilidade: três para a efetivação do resgate e um para reaplicar.
A Caixa, que tem um dos maiores fundos Vale recursos próprios, com R$ 1,206 bilhão, registrou resgates de R$ 65,025 milhões entre os dias 13 e 20, mas teve captação de R$ 66,736 milhões de 21 a 30. "Os retornos estavam muito atraentes e a maior parte dos resgates foi de investidores que optaram por realizar o lucro", diz Paulo Francisco de Souza, gerente na área de renda variável da CEF.
Para Ronaldo Patah, diretor da Unibanco Asset Management (UAM), por mais que os números sejam muito parecidos, é prematuro concluir que os investidores que resgataram foram os mesmos que voltaram a aplicar. De qualquer forma, ele avalia que o cliente se comportou bem na crise. "Antes eles saíam e não voltavam mais; agora, muitos aproveitaram a queda para investir", diz.
Os números do mês, até dia 30, confirmam esse comportamento, com os fundos de ações registrando captação de R$ 853 milhões, mesmo com o prejuízo médio de 3,91% em agosto.
Valor Econômico
4/9/2007
A turbulência nos mercados durante o período de 13 a 20 de agosto assustou muitos investidores dos fundos Vale do Rio Doce, que solicitaram o resgate, conforme estudo do site Fortuna. No entanto, a rápida recuperação na semana seguinte fez com que muitos se arrependessem e decidissem, então, reaplicar nesses mesmos fundos, perdendo 11% nesse vaivém.
Os dados mostram números muito parecidos de cotistas e valores nos resgates e aplicações, indicando que os mesmos investidores teriam feito as operações. Entre os dias 13 e 20 de agosto, 13.151 cotistas resgataram R$ 320 milhões dos fundos Vale com recursos próprios de seis instituições: ABN Amro Real, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), Itaú e Unibanco. Com a melhora do mercado, houve aplicações entre os dias 21 e 28. Cerca de 13.300 cotistas aplicaram R$ 360 milhões.
As datas coincidem também com o prazo para o dinheiro resgatado ficar livre para reaplicação. O investidor perde, pelo menos, quatro dias de rentabilidade: três para a efetivação do resgate e um para reaplicar.
A Caixa, que tem um dos maiores fundos Vale recursos próprios, com R$ 1,206 bilhão, registrou resgates de R$ 65,025 milhões entre os dias 13 e 20, mas teve captação de R$ 66,736 milhões de 21 a 30. "Os retornos estavam muito atraentes e a maior parte dos resgates foi de investidores que optaram por realizar o lucro", diz Paulo Francisco de Souza, gerente na área de renda variável da CEF.
Para Ronaldo Patah, diretor da Unibanco Asset Management (UAM), por mais que os números sejam muito parecidos, é prematuro concluir que os investidores que resgataram foram os mesmos que voltaram a aplicar. De qualquer forma, ele avalia que o cliente se comportou bem na crise. "Antes eles saíam e não voltavam mais; agora, muitos aproveitaram a queda para investir", diz.
Os números do mês, até dia 30, confirmam esse comportamento, com os fundos de ações registrando captação de R$ 853 milhões, mesmo com o prejuízo médio de 3,91% em agosto.
Bovespa tem alta de 302% em 5 anos, o dobro das aplicações de renda fixa
Marcelo Rehder
O Estado de S. Paulo
4/9/2007
Os investimentos no mercado acionário tiveram o dobro do rendimento das aplicações em renda fixa nos últimos cinco anos. Levantamento da Economática mostra que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, acumulou alta de 302,42% entre o início de 2002 e o fim de agosto deste ano. No mesmo período, a rentabilidade do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), que acompanha a taxa básica de juros (Selic), foi de 152,32%.
"É a primeira vez em toda a história do mercado brasileiro que o Ibovespa apresenta rentabilidade superior ao do CDI por cinco anos consecutivos", afirma Einar Rivero, gerente de Relacionamento Institucional e Comercial da Economática.
O levantamento também mostra que o rendimento das ações das empresas do Novo Mercado, consideradas mais transparentes na relação com o investidor, foi ainda maior que o do Ibovespa. O Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) subiu 527,13% no período.
Segundo a economista Cassiana Fernandez, da Mauá Consultoria, os investimentos em Bolsa foram influenciados por um cenário extremamente favorável nos últimos cinco anos, marcado pelo excesso de liquidez global, com crescimento da economia brasileira.
Os preços das commodities exportadas por empresas com ações negociadas na Bovespa cresceram bastante desde 2003, diz a economista. Ela acrescenta que, de 2002 para cá, a Selic tem apresentado redução gradual, principalmente a partir de 2005, o que diminui os ganhos de aplicações em renda fixa, como o CDI. "Quanto mais arriscado é o ativo, maior é o retorno esperado."
Quem investiu em ações no início de agosto, por exemplo, perdeu dinheiro, por causa da crise nos mercados financeiros mundiais. Se tivesse aplicado em CDI, teria tido ganho pequeno, porém garantido. "Um gráfico mais detalhado mostra que o Ibovespa superou a CDI na maior parte do tempo, mas também é muito mais volátil."
Apesar da crise global, o Ibovespa acumula em 2007 rentabilidade superior à do IGC e do CDI. A bolsa já subiu 22,85%, enquanto o IGC teve alta de 22,54% e o CDI rendeu 8,09%.
O Estado de S. Paulo
4/9/2007
Os investimentos no mercado acionário tiveram o dobro do rendimento das aplicações em renda fixa nos últimos cinco anos. Levantamento da Economática mostra que o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, acumulou alta de 302,42% entre o início de 2002 e o fim de agosto deste ano. No mesmo período, a rentabilidade do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), que acompanha a taxa básica de juros (Selic), foi de 152,32%.
"É a primeira vez em toda a história do mercado brasileiro que o Ibovespa apresenta rentabilidade superior ao do CDI por cinco anos consecutivos", afirma Einar Rivero, gerente de Relacionamento Institucional e Comercial da Economática.
O levantamento também mostra que o rendimento das ações das empresas do Novo Mercado, consideradas mais transparentes na relação com o investidor, foi ainda maior que o do Ibovespa. O Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada (IGC) subiu 527,13% no período.
Segundo a economista Cassiana Fernandez, da Mauá Consultoria, os investimentos em Bolsa foram influenciados por um cenário extremamente favorável nos últimos cinco anos, marcado pelo excesso de liquidez global, com crescimento da economia brasileira.
Os preços das commodities exportadas por empresas com ações negociadas na Bovespa cresceram bastante desde 2003, diz a economista. Ela acrescenta que, de 2002 para cá, a Selic tem apresentado redução gradual, principalmente a partir de 2005, o que diminui os ganhos de aplicações em renda fixa, como o CDI. "Quanto mais arriscado é o ativo, maior é o retorno esperado."
Quem investiu em ações no início de agosto, por exemplo, perdeu dinheiro, por causa da crise nos mercados financeiros mundiais. Se tivesse aplicado em CDI, teria tido ganho pequeno, porém garantido. "Um gráfico mais detalhado mostra que o Ibovespa superou a CDI na maior parte do tempo, mas também é muito mais volátil."
Apesar da crise global, o Ibovespa acumula em 2007 rentabilidade superior à do IGC e do CDI. A bolsa já subiu 22,85%, enquanto o IGC teve alta de 22,54% e o CDI rendeu 8,09%.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Passagem para o futuro
Por Luciana Monteiro
Valor Econômico 03/09/2007
Ainda novato em derivativos, o estudante Victor Cardoso, de 26 anos, já aprendeu o quanto os mercados futuros podem ser interessantes num momento de turbulência. "As pessoas pensam que os ganhos acontecem somente quando o mercado sobe, e não é bem assim", diz o aluno do curso de propaganda e marketing da ESPM-RJ, que pretende seguir carreira no mercado financeiro. "É possível fazer hedge (montar uma proteção que compense as perdas do mercado à vista) ou mesmo ganhar apostando na baixa de um ativo", lembra ele, que faz suas incursões no mercado de minicontratos da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Apelidados de mínis, são uma versão reduzida dos contratos de boi, dólar, café e Índice Bovespa, acessível para o pequeno investidor.
A partir de hoje, Cardoso e outros estudantes poderão também testar seus conhecimentos no novo simulador de mercados futuros no site da BM&F. A bolsa criou um prêmio para quem se sair melhor nas negociações, em parceria com o Valor. O jornal passará a divulgar os resultados dos melhores colocados. Para ter acesso ao simulador, basta se conectar ao site da BM&F, cadastrar-se e começar a operar. Cada investidor receberá uma quantia fictícia de R$ 150 mil para pagar as margens de garantia e assim comprar ou vender, inicialmente, os minicontratos.
Os negócios do simulador usam as cotações reais do dia, apenas com um atraso de 15 minutos. O negócio, no entanto, será fechado pelo preço do mercado naquele momento, sem "delay". O investidor conseguirá acompanhar sua performance e se reposicionar seguindo os fatos que estão influenciando o mercado real naquele momento. E poderá usar para embasar suas decisões as informações que o Valor trará diariamente.
A idéia foi criar um simulador em que a pessoa tivesse todos os instrumentos educacionais e ainda pudesse viver a temperatura do mercado, diz Verdi Rosa Monteiro, diretor de projetos de desenvolvimento e fomento da BM&F. "Inicialmente, o foco estará em estudantes universitários, mas nada impede que corretoras utilizem o ambiente para aculturar seus investidores ou mesmo empresas usem para aprender como se faz um hedge", afirma.
A competição começa hoje e o cadastro pode ser feito no site da BM&F (www.bmf.com.br/simulador). Haverá premiações bimestrais e uma anual, começando agora com os meses de setembro e outubro, outra para o bimestre novembro e dezembro, além da relativa ao acumulado do ano de 2007. Ao final de dezembro, as posições serão novamente zeradas, marcando início de um novo ciclo anual para a eleição dos melhores investidores na bolsa em 2008.
Os cinco aplicadores com os melhores rendimentos bimestrais no simulador ganharão iPods oferecidos por corretoras parceiras do programa. Além disso, receberão cursos online da BM&F sobre o mercado de derivativos e assinaturas bimestrais do Valor. Os dez que se destacarem no ano poderão até concorrer a um estágio na BM&F. Os três primeiros colocados ganharão laptops, cursos presenciais ou online da bolsa (a critério do vencedor) e uma assinatura anual do Valor. Os outros sete terão direito a cursos online e assinaturas semestrais do jornal.
Além do conteúdo educacional, o simulador permitirá comprar e vender contratos, acompanhar o desempenho da carteira, ver o histórico das operações realizadas, as cotações dos papéis, além do ranking dos melhores colocados. Durante o cadastramento, o interessado poderá escolher que personagem quer adotar no mercado financeiro - importador ou exportador, que atuarão para se proteger das variações, ou ainda como investidor simplesmente. Todos poderão atuar em qualquer mercado.
No módulo "Conheça a dinâmica do mercado futuro", o participante poderá realizar operações de hedge com base em uma série histórica dos negócios realizados no passado. Assumida uma posição, o investidor acompanhará passo-a-passo o que acontece com a estratégia assumida até o vencimento. Nesse ponto, vários conceitos como margem inicial e ajuste diário poderão ser entendidos. Após o preenchimento do cadastro, o participante terá acesso a várias ferramentas como a carteira de investimentos, pendências, histórico das operações, cotações, investir e resgatar, além do ranking.
Segundo Monteiro, a BM&F está em contato com universidades que já ministram a cadeira de mercado futuro para divulgar o simulador e incentivar os estudantes a conhecerem os contratos na prática. "Muitos professores já demonstraram interesse em usar o sistema como instrumento de aula", diz. Até sexta-feira, três dias após o início do cadastramento, a BM&F já contava com 372 inscritos.
O simulador pode ser o primeiro passo para os futuros investidores aprenderem a usar os instrumentos derivativos disponíveis no mercado. Lançados em 2001, os mínis permitem, por exemplo, que um investidor preocupado com a queda da bolsa faça um hedge (proteção) de sua carteira, vendendo índice futuro. Assim, o que ele perde no mercado à vista, é compensado pelo ganho com o contrato futuro. A cada dia, pela manhã, o investidor tem um ajuste da sua aplicação, ganhando ou pagando a diferença em relação ao preço atual no mercado futuro de cada contrato que possui. Se quiser sair de um mercado antes do vencimento, basta comprar um contrato contrário, no caso da venda de índice, um de compra. Na negociação real, as operações são feitas pela plataforma WebTrading, sistema de negociação de minicontratos pela internet da BM&F.
www.bmf.com.br/simulador
Valor Econômico 03/09/2007
Ainda novato em derivativos, o estudante Victor Cardoso, de 26 anos, já aprendeu o quanto os mercados futuros podem ser interessantes num momento de turbulência. "As pessoas pensam que os ganhos acontecem somente quando o mercado sobe, e não é bem assim", diz o aluno do curso de propaganda e marketing da ESPM-RJ, que pretende seguir carreira no mercado financeiro. "É possível fazer hedge (montar uma proteção que compense as perdas do mercado à vista) ou mesmo ganhar apostando na baixa de um ativo", lembra ele, que faz suas incursões no mercado de minicontratos da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Apelidados de mínis, são uma versão reduzida dos contratos de boi, dólar, café e Índice Bovespa, acessível para o pequeno investidor.
A partir de hoje, Cardoso e outros estudantes poderão também testar seus conhecimentos no novo simulador de mercados futuros no site da BM&F. A bolsa criou um prêmio para quem se sair melhor nas negociações, em parceria com o Valor. O jornal passará a divulgar os resultados dos melhores colocados. Para ter acesso ao simulador, basta se conectar ao site da BM&F, cadastrar-se e começar a operar. Cada investidor receberá uma quantia fictícia de R$ 150 mil para pagar as margens de garantia e assim comprar ou vender, inicialmente, os minicontratos.
Os negócios do simulador usam as cotações reais do dia, apenas com um atraso de 15 minutos. O negócio, no entanto, será fechado pelo preço do mercado naquele momento, sem "delay". O investidor conseguirá acompanhar sua performance e se reposicionar seguindo os fatos que estão influenciando o mercado real naquele momento. E poderá usar para embasar suas decisões as informações que o Valor trará diariamente.
A idéia foi criar um simulador em que a pessoa tivesse todos os instrumentos educacionais e ainda pudesse viver a temperatura do mercado, diz Verdi Rosa Monteiro, diretor de projetos de desenvolvimento e fomento da BM&F. "Inicialmente, o foco estará em estudantes universitários, mas nada impede que corretoras utilizem o ambiente para aculturar seus investidores ou mesmo empresas usem para aprender como se faz um hedge", afirma.
A competição começa hoje e o cadastro pode ser feito no site da BM&F (www.bmf.com.br/simulador). Haverá premiações bimestrais e uma anual, começando agora com os meses de setembro e outubro, outra para o bimestre novembro e dezembro, além da relativa ao acumulado do ano de 2007. Ao final de dezembro, as posições serão novamente zeradas, marcando início de um novo ciclo anual para a eleição dos melhores investidores na bolsa em 2008.
Os cinco aplicadores com os melhores rendimentos bimestrais no simulador ganharão iPods oferecidos por corretoras parceiras do programa. Além disso, receberão cursos online da BM&F sobre o mercado de derivativos e assinaturas bimestrais do Valor. Os dez que se destacarem no ano poderão até concorrer a um estágio na BM&F. Os três primeiros colocados ganharão laptops, cursos presenciais ou online da bolsa (a critério do vencedor) e uma assinatura anual do Valor. Os outros sete terão direito a cursos online e assinaturas semestrais do jornal.
Além do conteúdo educacional, o simulador permitirá comprar e vender contratos, acompanhar o desempenho da carteira, ver o histórico das operações realizadas, as cotações dos papéis, além do ranking dos melhores colocados. Durante o cadastramento, o interessado poderá escolher que personagem quer adotar no mercado financeiro - importador ou exportador, que atuarão para se proteger das variações, ou ainda como investidor simplesmente. Todos poderão atuar em qualquer mercado.
No módulo "Conheça a dinâmica do mercado futuro", o participante poderá realizar operações de hedge com base em uma série histórica dos negócios realizados no passado. Assumida uma posição, o investidor acompanhará passo-a-passo o que acontece com a estratégia assumida até o vencimento. Nesse ponto, vários conceitos como margem inicial e ajuste diário poderão ser entendidos. Após o preenchimento do cadastro, o participante terá acesso a várias ferramentas como a carteira de investimentos, pendências, histórico das operações, cotações, investir e resgatar, além do ranking.
Segundo Monteiro, a BM&F está em contato com universidades que já ministram a cadeira de mercado futuro para divulgar o simulador e incentivar os estudantes a conhecerem os contratos na prática. "Muitos professores já demonstraram interesse em usar o sistema como instrumento de aula", diz. Até sexta-feira, três dias após o início do cadastramento, a BM&F já contava com 372 inscritos.
O simulador pode ser o primeiro passo para os futuros investidores aprenderem a usar os instrumentos derivativos disponíveis no mercado. Lançados em 2001, os mínis permitem, por exemplo, que um investidor preocupado com a queda da bolsa faça um hedge (proteção) de sua carteira, vendendo índice futuro. Assim, o que ele perde no mercado à vista, é compensado pelo ganho com o contrato futuro. A cada dia, pela manhã, o investidor tem um ajuste da sua aplicação, ganhando ou pagando a diferença em relação ao preço atual no mercado futuro de cada contrato que possui. Se quiser sair de um mercado antes do vencimento, basta comprar um contrato contrário, no caso da venda de índice, um de compra. Na negociação real, as operações são feitas pela plataforma WebTrading, sistema de negociação de minicontratos pela internet da BM&F.
www.bmf.com.br/simulador
'Melhor pedir o benefício e se manter na ativa'
O Estado de S. Paulo
3/9/2007
Para analista, adiar aposentadoria é se arriscar a mudança de regras
De acordo com o professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, do ponto de vista financeiro, vale a pena pedir o benefício da aposentadoria assim que se completa o tempo de contribuição e continuar trabalhando em vez de adiar a solicitação para receber um valor maior no futuro.
"Essa orientação vale desde que a pessoa seja disciplinada, continue vivendo do seu salário e aplique a aposentadoria recebida todos os meses, numa caderneta de poupança, por exemplo", diz Dutra. "Se gastar todo dinheiro agora, a pessoa poderá ter dificuldade para viver apenas com o benefício menor que receberá quando deixar de trabalhar."
NA PRÁTICA
Dutra considerou o seguinte exemplo: uma mulher com 52 anos de idade e 30 anos de contribuição que recolheu ao INSS sempre pelo teto do salário de contribuição. Nesse caso, ela poderá ter um benefício integral calculado em R$ 2.894,28. Com a aplicação do fator previdenciário (neste caso, 0,5577), o benefício cai para R$ 1.614,14.
Em seguida, Dutra considera que essa mulher adia o pedido da aposentadoria por cinco anos e só obtém o benefício aos 57 anos de idade, com 35 de contribuição. Nesse caso, o fator sobe para 0,7918 e seu benefício vai a R$ 2.291,69.
Se tivesse se aposentado aos 52 anos e aplicado na poupança os R$ 1.614,14 mês a mês por 5 anos ela teria, no fim desse período, um saldo de R$ 113.181,69. Supondo que ela tivesse a expectativa de viver até os 85 anos, esse saldo seria suficiente para fazer retiradas mensais de R$ 692,74 o resto da vida. Isso mais os R$ 1.614,14 do seu benefício representariam uma aposentadoria mensal aos 57 anos de R$ 2.306,88, ou seja, um valor muito próximo da aposentadoria de R$ 2.291,69 que só seria concedida cinco anos depois.
"O valor se equipara, não há perda por pedir o benefício antes, e a vantagem é que antecipando ela deixa de ficar sujeita a mudanças na regra de concessão e ficou com um saldo disponível para, eventualmente, aproveitar oportunidades de negócios, como a compra de um imóvel", explica Dutra.
domingo, 2 de setembro de 2007
Bancos seduzem clientes com pacotes de descontos e até isenção de tarifas
Publicada em 31/05/2007 às 14h54m
Rui Pizarro - O Globo Online
RIO - Os clientes de bancos, mesmo aqueles que não possuem contas especiais, podem obter descontos nas tarifas de produtos ou serviços que, em muitos casos, chegam a 100% de isenção. Para conquistar e fidelizar esses correntistas, as instituições criaram pacotes ou cestas de tarifas que se enquadram em quase todos os tipos de perfis de usuários.
E mesmo sendo apenas um cliente comum, com poucos serviços adquiridos, é possível obter reduções até generosas nas tarifas. Para conseguir isso, basta olhar nos olhos do gerente e...saber negociar. Uma das novidades que veio a ampliar as chances de negociação, foi a entrada em vigor, há cerca de dois meses, das novas regras da conta-salário.
A dica é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que também cita a obtenção de crédito imobiliário como um produto que costuma render vantagens para os clientes. A entidade orienta o consumidor para que, antes de negociar, pesquise para saber em que perfil o correntista se enquadra e como a instituição pode beneficiá-lo com tarifas mais atraentes, principalmente no que se refere a empréstimos, cheque especial e contratação de crédito.
— A negociação é possível e deve ser sempre tentada, porque os bancos têm margem para isso. As instituições bancárias, atualmente, conseguem bancar seus custos apenas com a cobrança de tarifas — orienta a técnica Renata Reis, da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/SP).
De acordo com dados do Banco Central, atualizados até 25 de maio, a tarifa para abertura de conta custa, em média, R$ 15,82, mas pode chegar a R$ 50 – variação de 316%. O débito autorizado em conta corrente custa R$ 3,18 em média e, no máximo, R$ 10, o que significa uma diferença de 314%. Já o talão de cheques de dez folhas pode variar 226%, oscilando entre a média de R$ 5,13 e o máximo de R$ 12.
No entanto, apesar de recomendar a negociação, a Febraban admite que os clientes que fazem grandes aplicações têm mais chance de conseguir descontos e isenções por partes dos bancos. Essa também é a constatação da assistente de direção do Procon-SP, Dinah Barreto:
— Os clientes comuns sempre perdem nessas questões, porque não é hábito das pessoas pesquisarem tarifas. Ou seja, o consumidor fica indefeso, porque os gerentes priorizam quem pede crédito, empréstimos ou adquire algum produto. Em geral, essas tarifas não são claras e, muitas vezes, são cobradas diversas vezes, com nomes diferentes — critica.
A assistente assinalou que o Procon já solicitou à Febraban, em diversas ocasiões, a uniformização dos nomes das tarifas para torná-las mais transparentes para o consumidor, mas isso ainda não ocorreu.
De qualquer modo, tanto o Procon quanto a Febraban são unânimes em recomendar que os clientes façam uma conferência rigorosa e periódica do extrato da conta corrente, para saber quanto representam os gastos com tarifa e que tipo (de tarifa) é debitada.
Em seguida, o usuário deve calcular quantas vezes movimenta a conta corrente para saber qual pacote de tarifas seria mais indicado para o seu caso. Ou então, procurar obter as informações diretamente com o gerente da sua conta corrente.
— É importante que o cliente conheça os pacotes disponíveis em seu banco. Comparando os pacotes disponíveis com sua movimentação bancária, o cliente consegue identificar o pacote mais adequado às suas necessidades, economizando em tarifas — ressalta o diretor de Produtos Pessoa Física do Banco Itaú, Maximo Gonzalez.
Veja a seguir, alguns dos pacotes de tarifas oferecidos pelos oito maiores bancos do país
BANCO DO BRASIL - No Banco do Brasil, os descontos na tarifa do pacote de serviços seguem uma escala de pontos do Programa de Relacionamento da instituição. A Tabela de Vantagens prevê descontos nas taxas de juros da conta especial e do crédito rotativo do cartão Ourocard até 25 pontos de Relacionamento.
Já os descontos na tarifa começam a partir de 25 pontos. Neste caso, e até os 50 pontos, o desconto é de 20%. Acima de 300 pontos, o cliente fica isento de cobrança da tarifa.
Para obter descontos em tarifas e redução nas taxas de juros, o Programa de Relacionamento do BB prevê a conversão dos serviços em pontos de relacionamento que são transformados, automaticamente, em vantagens - inclusive prêmios.
Assim, por exemplo, o tempo de relacionamento rende 1 ponto a cada ano; o recebimento de salário em conta corrente confere mais 3 pontos; e aplicações em poupança ou depósitos a prazo resultam em 1 ponto a cada R$ 150 de média de saldos diários.
No caso dos usuários que disponham do cartão Ourocard com função crédito ativa, 50% desses pontos de relacionamento são somados, automaticamente, aos pontos do cartão adqüiridos pela utilização do Ourocard.
Depois de um ano, esses pontos podem ser convertidos, a critério do cliente, em benefícios como milhas aéreas, descontos em produtos BB, números da sorte para participação em sorteios ou ainda prêmios diversos constantes no catálogo de prêmios do Programa.
Os clientes podem consultar, a qualquer momento, o detalhamento dos pontos de relacionamento e dos pontos do cartão nos terminais de auto-atendimento e no site do BB na internet.
BRADESCO - O maior banco privado do país e da América Latina isenta de cobrança de tarifa os clientes com saldo médio em aplicações financeiras acima de R$ 14 mil (no mês anterior ao débito da tarifa) em Fundos de Investimento, Poupança, CDB/RDB e Previdência Privada (Conta de Aposentadoria Bradesco, Plano Gerador de Benefícios Livres, Vida Gerador de Benefícios, Conta Vip de Rendas Programadas e Fundo de Aposentadoria Programada Individual). Mas valores inferiores também podem obter descontos progressivos.
O Bradesco também prevê redução progressiva de descontas para clientes universitários e estagiários, com isenção de tarifa de um extrato por semana e de manutenção de conta.
CEF - A Caixa Econômica Federal (CEF) também oferece ao cliente, em troca de apenas uma tarifa mensal, acesso aos produtos e serviços bancários que mais se adequarem ao seu relacionamento com a instituição. São seis modalidades de cesta de serviços (Eletrônica, Fácil, Super, Especial, Universitária 1 e Universitária 2), que estão à disposição e de acordo com o perfil da conta do cliente.
Esses pacoetes ainda oferecem possibilidade de escolha entre os dias 10, 15, 20 ou 25 para débito da tarifa, além de descontos de 25% a 100% no valor da tarifa. A adesão pode ser feita pelo Internet Banking Caixa, em qualquer terminal de auto-atendimento ou ainda pelo Disque Caixa Eletrônico.
A exemplo de outras instituições, aplicações também rendem pontos que, somados, configuram o percentual de desconto nas tarifas bancárias. Assim, investimentos na Poupança ou em Fundos e CDB/RDB rendem 1 ponto a cada saldo médio de R$ 100 e R$ 180, respectivamente. Um ano de conta corrente ativa também rende 1 ponto; dois anso rendem 2 pontos; 3 anos rendem 3 pontos; e acima de 4 anos rendem 5 pontos.
De 0 a 24 pontos, o cliente ainda não tem direito a desconto nas tarifas. Mas de 25 a 49 pontos, o desconto é de 25%; de 50 a 74 pontos, a redução chega a 50%; e de 75 a 99 pontos, a 75% de desconto. Com 100 pontos ou mais, o cliente chega ao nirvana; ou seja, fica isento de tarifas.
HSBC - Situado entre os cinco maiores bancos do mundo, o HSBC também disputa clientes no Brasil com cesta de tarifas dentro da média do mercado. Os pacotes promocionais abrangem cinco tipos de contas: Gold Class, SuperClass limitado, SuperClass Básico e Universitária.
A Gold Class, por exemplo, prevê atendimento preferencial, cartão de crédito GoldCard com anuidade gratuita, taxas preferenciais de crédito, seguro prestamista, cartão de débito Gold Class com acesso mundial, talão de cheques Gold Class, assistência 24 horas para veículos e pessoas e descontos da tarifa mensal do pacote. Nesta conta, a tarifa de um pacotecom 20 tipos de serviços sai por R$ 31,50.
O percentual de isenção, de acordo com a média mensal de investimentos, é de 25% para valores entre R$ 15.000,00 e R$ 25.000,00; de 50% para valores entre R$ 25.000,01 e R$ 35.000,00; de 75%, entre R$ 35.000,01 e R$ 45.000,00; e 100%, acima de R$ 45.000,00.
Na conta SuperClass limitado, o pacote de 15 serviços custa 23,50. Já o percentual de isenção de acordo com a média mensal de investimentos, é de 25% para quantias entre R$ 10 mil e R$ 20 mil; de 50%, entre R$ 20.000,01 e R$ 30 mil; de 75% entre R$ 30.000,01 e R$ 40 mil; e de 100% acima de R$
40 mil.
Já na conta SuperClass Básico, o pacote de tarifas sai por R$ 15,50 e a isenção total está prevista em investimentos com média mensal acima de R$ 35 mil. Na conta Universitária, a tarifa de R$ 5 abrange a oferta de 16 tipos de serviços, como cheque especial (contratação/manutenção de limite. Não inclui atualização de cadastro), consulta de saldos, emissão de cartão magnético e manutenção de conta corrente ativa
ITAÚ - O Itaú , que apresentou o melhor resultado (R$ 1,9 bilhão) registrado por um banco privado para um primeiro trimestre nos últimos 20 anos, oferece planos diferenciados de cobrança de tarifas bancárias para clientes da série MaxiConta Itaú .
Todo mês, é debitado um único valor por um conjunto de 28 produtos e serviços. Na modalidade mais completa, MaxiConta Total, a mensalidade é de R$ 22,50. Neste caso são autorizadas 20 transações com cheques, como saques, compensações ou pagamentos.
Já na opção MaxiConta Simples, a tarifa é de R$ 13, com permissão para quatro transações mensais com cheques. Na MaxiConta Econômica, com tarifa de R$ 9, são permitidas também quatro transações com cheques.
A MaxiConta Total também permite um total de 50 depósitos em cheque sou em dinheiro na conta universal Itaú, e saques (20) e transferências (30) nos caixas eletrônicos, três vezes mais do que nas contas MaxiConta Simples e MaxiConta Econômica.
Na MaxiConta Básica Itaú e na MaxiConta Eletrônica Itaú as mensalidades são, respectivamente, de R$ 14,50 e R$ 8,50.
REAL - As tarifas promocionais do Banco Real abrangem dois tipos de contas: o Real Cesta Van Gogh ($$$$) e o Real Cesta Van Gogh Mais ($$$$).
O Real Cesta Van Gogh abrange dois DOC's e 2 TED's nos canais eletrônicos; um serviço de courier gratuito por mês; dois saques internacionais no cartão múltiplo - débito em conta corrente; dois saldos, dois extratos e quatro saques no Banco24Horas; até 50 cheques a débito na conta corrente e até 120 cheques depositados; fornecimento e manutenção do cartão de débito, exceto 2ª via (titular e adicionais).
Já o Real Cesta Van Gogh Mais abrange desconto de 50% nas mensalidades do cartão Real Visa Múltiplo, versão Gold ou Platinum e até 3 adicionais gratuitos; cartão Real Mastercard (versão Internacional ou Gold) gratuito para clientes que possuem 1 cartão Real Visa, incluindo seus adicionais; até dois cheques inferiores a débito na conta corrente; quatro DOC´s e quatro TED´s nos canais eletrônicos; dois serviços de courier gratuitos por mês; quatro saldos, quatro extratos e seis saques no Banco24Horas; quantidade ilimitada de cheques depositados em conta corrente.
SANTANDER - No caso do Santander Banespa, quarto maior banco privado do país, o pacote completo de serviços da instituição permite que o cliente tenha à disposição os principais produtos e serviços para movimentar a conta corrente, pagando apenas um valor único mensal e muito menor do que se utilizasse cada serviço de forma avulsa.
O banco considera que o pacote completo é o ideal para clientes que possuem cheque especial e necessitam ter à disposição, entre outros serviços, a utilização nos canais eletrônicos. Assim, por esse pacote - que abrange cerca de 35 tipos de serviços ou produtos - o cliente paga R$ 23 mensais. Se fosse pagar individualmente, o custo total seria de R$ 214,58 - uma economia, segundo o Santander, de R$ 89%.
O banco também oferece um Sistema de Bonificação, desde que o cliente concentre seus investimentos na instituição. Nesse caso, os descontos no valor da mensalidade do pacote de serviços podem chegar a 100%. Assim, se o saldo médio em poupança, depósito a prazo ou fundos de investimentos ficar entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, o desconto sobre a mensalidade será de 25%; de R$ 12 mil a R$ 20 mil, a redução será de 50%; e acima de R$ 20 mil, o cliente fica isento da cobrança de tarifa.
UNIBANCO - A instituição também oferece pacotes que permitem acúmulo de pontos e descontos de 25%, 50%, 75% até 100% no Plano de Relacionamento, excedentes e principais tarifas do banco.
Utilizar o Cartão de Débito nas compras, Débito Automático, pagar contas pelo Telefone, Internet ou pelos Caixas Eletrônicos 30 HORAS, são algumas formas de somar pontos no Tarifa Zero . Todos os meses o Unibanco analisa sua movimentação bancária. Em seguida soma seus pontos e aplica o desconto conforme a pontuação conquistada.
A solicitação de um Crédito Pessoal Parcelado também possibilita acúmulo de pontos no Tarifa Zero, a exemplo do que acontece também com o cheque especial, o Internet30 HORAS, os planos de Previdência Privada Unibanco (PGBL, Prever Educação, Prever Invest e Prever Renda), os seguros do Unibanco e o consórcio Unibanco.
O cálculo do desconto é realizado sempre da mesma maneira. Por exemplo: toda a movimentação bancária do cliente referente ao mês de junho é analisada em julho. Se o correntista atingir 25 ou mais pontos, terá descontos no mês de agosto.
A pontuação necessária para conquistar descontos é a seguinte: de 25 a 49 pontos, desconto de 25%; de 50 a 74 pontos, desconto de 50%; de 75 a 99 pontos, desconto de 75%; e 100 ou mais pontos, isenção total de tarifas.
Em termos de investimentos, os critérios para a aquisição de pontos são os seguintes: 1) Empréstimo Cheque Protegido e Cheque Especial: 5 pontos; 2) Financiamento de veículos e empréstimo pessoal: 5 pontos; 3) Investimento (Poupança, Super Poupe, Fundos, CDBs, RDBs e Planos de Previdência Privada): de R$ 5.000,002 a R$ 9.999,992, 10 pontos; de R$ 10.000,002 a R$ 19.999,992, 20 pontos; R$ 20.000,002 a R$ 39.999,992, 40 pontos; R$ 40.000,002 a R$ 59.999,992, 50 pontos; R$ 60.000,002 a R$ 79.999,992, 70 pontos; maior ou igual a R$ 80.000,002, 100 pontos; 4) Produtos (Seguros, Consórcio, Capitalização e cartão de Crédito Unicard), 3 pontos; e 5 ) Pagamentos - em meios eletrônicos débito automático; compras com cartão de débito Visa Electron, cheque eletrônico e Rede Shop; pagamento de ficha de compensação, fatura de cartão de crédito, concessionárias, impostos e tributos via internet, telefone eletrônicos e Caixa Automático 30 Horas A cada 3 pagamentos efetuados, 1 ponto.
Rui Pizarro - O Globo Online
RIO - Os clientes de bancos, mesmo aqueles que não possuem contas especiais, podem obter descontos nas tarifas de produtos ou serviços que, em muitos casos, chegam a 100% de isenção. Para conquistar e fidelizar esses correntistas, as instituições criaram pacotes ou cestas de tarifas que se enquadram em quase todos os tipos de perfis de usuários.
E mesmo sendo apenas um cliente comum, com poucos serviços adquiridos, é possível obter reduções até generosas nas tarifas. Para conseguir isso, basta olhar nos olhos do gerente e...saber negociar. Uma das novidades que veio a ampliar as chances de negociação, foi a entrada em vigor, há cerca de dois meses, das novas regras da conta-salário.
A dica é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que também cita a obtenção de crédito imobiliário como um produto que costuma render vantagens para os clientes. A entidade orienta o consumidor para que, antes de negociar, pesquise para saber em que perfil o correntista se enquadra e como a instituição pode beneficiá-lo com tarifas mais atraentes, principalmente no que se refere a empréstimos, cheque especial e contratação de crédito.
— A negociação é possível e deve ser sempre tentada, porque os bancos têm margem para isso. As instituições bancárias, atualmente, conseguem bancar seus custos apenas com a cobrança de tarifas — orienta a técnica Renata Reis, da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/SP).
De acordo com dados do Banco Central, atualizados até 25 de maio, a tarifa para abertura de conta custa, em média, R$ 15,82, mas pode chegar a R$ 50 – variação de 316%. O débito autorizado em conta corrente custa R$ 3,18 em média e, no máximo, R$ 10, o que significa uma diferença de 314%. Já o talão de cheques de dez folhas pode variar 226%, oscilando entre a média de R$ 5,13 e o máximo de R$ 12.
No entanto, apesar de recomendar a negociação, a Febraban admite que os clientes que fazem grandes aplicações têm mais chance de conseguir descontos e isenções por partes dos bancos. Essa também é a constatação da assistente de direção do Procon-SP, Dinah Barreto:
— Os clientes comuns sempre perdem nessas questões, porque não é hábito das pessoas pesquisarem tarifas. Ou seja, o consumidor fica indefeso, porque os gerentes priorizam quem pede crédito, empréstimos ou adquire algum produto. Em geral, essas tarifas não são claras e, muitas vezes, são cobradas diversas vezes, com nomes diferentes — critica.
A assistente assinalou que o Procon já solicitou à Febraban, em diversas ocasiões, a uniformização dos nomes das tarifas para torná-las mais transparentes para o consumidor, mas isso ainda não ocorreu.
De qualquer modo, tanto o Procon quanto a Febraban são unânimes em recomendar que os clientes façam uma conferência rigorosa e periódica do extrato da conta corrente, para saber quanto representam os gastos com tarifa e que tipo (de tarifa) é debitada.
Em seguida, o usuário deve calcular quantas vezes movimenta a conta corrente para saber qual pacote de tarifas seria mais indicado para o seu caso. Ou então, procurar obter as informações diretamente com o gerente da sua conta corrente.
— É importante que o cliente conheça os pacotes disponíveis em seu banco. Comparando os pacotes disponíveis com sua movimentação bancária, o cliente consegue identificar o pacote mais adequado às suas necessidades, economizando em tarifas — ressalta o diretor de Produtos Pessoa Física do Banco Itaú, Maximo Gonzalez.
Veja a seguir, alguns dos pacotes de tarifas oferecidos pelos oito maiores bancos do país
BANCO DO BRASIL - No Banco do Brasil, os descontos na tarifa do pacote de serviços seguem uma escala de pontos do Programa de Relacionamento da instituição. A Tabela de Vantagens prevê descontos nas taxas de juros da conta especial e do crédito rotativo do cartão Ourocard até 25 pontos de Relacionamento.
Já os descontos na tarifa começam a partir de 25 pontos. Neste caso, e até os 50 pontos, o desconto é de 20%. Acima de 300 pontos, o cliente fica isento de cobrança da tarifa.
Para obter descontos em tarifas e redução nas taxas de juros, o Programa de Relacionamento do BB prevê a conversão dos serviços em pontos de relacionamento que são transformados, automaticamente, em vantagens - inclusive prêmios.
Assim, por exemplo, o tempo de relacionamento rende 1 ponto a cada ano; o recebimento de salário em conta corrente confere mais 3 pontos; e aplicações em poupança ou depósitos a prazo resultam em 1 ponto a cada R$ 150 de média de saldos diários.
No caso dos usuários que disponham do cartão Ourocard com função crédito ativa, 50% desses pontos de relacionamento são somados, automaticamente, aos pontos do cartão adqüiridos pela utilização do Ourocard.
Depois de um ano, esses pontos podem ser convertidos, a critério do cliente, em benefícios como milhas aéreas, descontos em produtos BB, números da sorte para participação em sorteios ou ainda prêmios diversos constantes no catálogo de prêmios do Programa.
Os clientes podem consultar, a qualquer momento, o detalhamento dos pontos de relacionamento e dos pontos do cartão nos terminais de auto-atendimento e no site do BB na internet.
BRADESCO - O maior banco privado do país e da América Latina isenta de cobrança de tarifa os clientes com saldo médio em aplicações financeiras acima de R$ 14 mil (no mês anterior ao débito da tarifa) em Fundos de Investimento, Poupança, CDB/RDB e Previdência Privada (Conta de Aposentadoria Bradesco, Plano Gerador de Benefícios Livres, Vida Gerador de Benefícios, Conta Vip de Rendas Programadas e Fundo de Aposentadoria Programada Individual). Mas valores inferiores também podem obter descontos progressivos.
O Bradesco também prevê redução progressiva de descontas para clientes universitários e estagiários, com isenção de tarifa de um extrato por semana e de manutenção de conta.
CEF - A Caixa Econômica Federal (CEF) também oferece ao cliente, em troca de apenas uma tarifa mensal, acesso aos produtos e serviços bancários que mais se adequarem ao seu relacionamento com a instituição. São seis modalidades de cesta de serviços (Eletrônica, Fácil, Super, Especial, Universitária 1 e Universitária 2), que estão à disposição e de acordo com o perfil da conta do cliente.
Esses pacoetes ainda oferecem possibilidade de escolha entre os dias 10, 15, 20 ou 25 para débito da tarifa, além de descontos de 25% a 100% no valor da tarifa. A adesão pode ser feita pelo Internet Banking Caixa, em qualquer terminal de auto-atendimento ou ainda pelo Disque Caixa Eletrônico.
A exemplo de outras instituições, aplicações também rendem pontos que, somados, configuram o percentual de desconto nas tarifas bancárias. Assim, investimentos na Poupança ou em Fundos e CDB/RDB rendem 1 ponto a cada saldo médio de R$ 100 e R$ 180, respectivamente. Um ano de conta corrente ativa também rende 1 ponto; dois anso rendem 2 pontos; 3 anos rendem 3 pontos; e acima de 4 anos rendem 5 pontos.
De 0 a 24 pontos, o cliente ainda não tem direito a desconto nas tarifas. Mas de 25 a 49 pontos, o desconto é de 25%; de 50 a 74 pontos, a redução chega a 50%; e de 75 a 99 pontos, a 75% de desconto. Com 100 pontos ou mais, o cliente chega ao nirvana; ou seja, fica isento de tarifas.
HSBC - Situado entre os cinco maiores bancos do mundo, o HSBC também disputa clientes no Brasil com cesta de tarifas dentro da média do mercado. Os pacotes promocionais abrangem cinco tipos de contas: Gold Class, SuperClass limitado, SuperClass Básico e Universitária.
A Gold Class, por exemplo, prevê atendimento preferencial, cartão de crédito GoldCard com anuidade gratuita, taxas preferenciais de crédito, seguro prestamista, cartão de débito Gold Class com acesso mundial, talão de cheques Gold Class, assistência 24 horas para veículos e pessoas e descontos da tarifa mensal do pacote. Nesta conta, a tarifa de um pacotecom 20 tipos de serviços sai por R$ 31,50.
O percentual de isenção, de acordo com a média mensal de investimentos, é de 25% para valores entre R$ 15.000,00 e R$ 25.000,00; de 50% para valores entre R$ 25.000,01 e R$ 35.000,00; de 75%, entre R$ 35.000,01 e R$ 45.000,00; e 100%, acima de R$ 45.000,00.
Na conta SuperClass limitado, o pacote de 15 serviços custa 23,50. Já o percentual de isenção de acordo com a média mensal de investimentos, é de 25% para quantias entre R$ 10 mil e R$ 20 mil; de 50%, entre R$ 20.000,01 e R$ 30 mil; de 75% entre R$ 30.000,01 e R$ 40 mil; e de 100% acima de R$
40 mil.
Já na conta SuperClass Básico, o pacote de tarifas sai por R$ 15,50 e a isenção total está prevista em investimentos com média mensal acima de R$ 35 mil. Na conta Universitária, a tarifa de R$ 5 abrange a oferta de 16 tipos de serviços, como cheque especial (contratação/manutenção de limite. Não inclui atualização de cadastro), consulta de saldos, emissão de cartão magnético e manutenção de conta corrente ativa
ITAÚ - O Itaú , que apresentou o melhor resultado (R$ 1,9 bilhão) registrado por um banco privado para um primeiro trimestre nos últimos 20 anos, oferece planos diferenciados de cobrança de tarifas bancárias para clientes da série MaxiConta Itaú .
Todo mês, é debitado um único valor por um conjunto de 28 produtos e serviços. Na modalidade mais completa, MaxiConta Total, a mensalidade é de R$ 22,50. Neste caso são autorizadas 20 transações com cheques, como saques, compensações ou pagamentos.
Já na opção MaxiConta Simples, a tarifa é de R$ 13, com permissão para quatro transações mensais com cheques. Na MaxiConta Econômica, com tarifa de R$ 9, são permitidas também quatro transações com cheques.
A MaxiConta Total também permite um total de 50 depósitos em cheque sou em dinheiro na conta universal Itaú, e saques (20) e transferências (30) nos caixas eletrônicos, três vezes mais do que nas contas MaxiConta Simples e MaxiConta Econômica.
Na MaxiConta Básica Itaú e na MaxiConta Eletrônica Itaú as mensalidades são, respectivamente, de R$ 14,50 e R$ 8,50.
REAL - As tarifas promocionais do Banco Real abrangem dois tipos de contas: o Real Cesta Van Gogh ($$$$) e o Real Cesta Van Gogh Mais ($$$$).
O Real Cesta Van Gogh abrange dois DOC's e 2 TED's nos canais eletrônicos; um serviço de courier gratuito por mês; dois saques internacionais no cartão múltiplo - débito em conta corrente; dois saldos, dois extratos e quatro saques no Banco24Horas; até 50 cheques a débito na conta corrente e até 120 cheques depositados; fornecimento e manutenção do cartão de débito, exceto 2ª via (titular e adicionais).
Já o Real Cesta Van Gogh Mais abrange desconto de 50% nas mensalidades do cartão Real Visa Múltiplo, versão Gold ou Platinum e até 3 adicionais gratuitos; cartão Real Mastercard (versão Internacional ou Gold) gratuito para clientes que possuem 1 cartão Real Visa, incluindo seus adicionais; até dois cheques inferiores a débito na conta corrente; quatro DOC´s e quatro TED´s nos canais eletrônicos; dois serviços de courier gratuitos por mês; quatro saldos, quatro extratos e seis saques no Banco24Horas; quantidade ilimitada de cheques depositados em conta corrente.
SANTANDER - No caso do Santander Banespa, quarto maior banco privado do país, o pacote completo de serviços da instituição permite que o cliente tenha à disposição os principais produtos e serviços para movimentar a conta corrente, pagando apenas um valor único mensal e muito menor do que se utilizasse cada serviço de forma avulsa.
O banco considera que o pacote completo é o ideal para clientes que possuem cheque especial e necessitam ter à disposição, entre outros serviços, a utilização nos canais eletrônicos. Assim, por esse pacote - que abrange cerca de 35 tipos de serviços ou produtos - o cliente paga R$ 23 mensais. Se fosse pagar individualmente, o custo total seria de R$ 214,58 - uma economia, segundo o Santander, de R$ 89%.
O banco também oferece um Sistema de Bonificação, desde que o cliente concentre seus investimentos na instituição. Nesse caso, os descontos no valor da mensalidade do pacote de serviços podem chegar a 100%. Assim, se o saldo médio em poupança, depósito a prazo ou fundos de investimentos ficar entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, o desconto sobre a mensalidade será de 25%; de R$ 12 mil a R$ 20 mil, a redução será de 50%; e acima de R$ 20 mil, o cliente fica isento da cobrança de tarifa.
UNIBANCO - A instituição também oferece pacotes que permitem acúmulo de pontos e descontos de 25%, 50%, 75% até 100% no Plano de Relacionamento, excedentes e principais tarifas do banco.
Utilizar o Cartão de Débito nas compras, Débito Automático, pagar contas pelo Telefone, Internet ou pelos Caixas Eletrônicos 30 HORAS, são algumas formas de somar pontos no Tarifa Zero . Todos os meses o Unibanco analisa sua movimentação bancária. Em seguida soma seus pontos e aplica o desconto conforme a pontuação conquistada.
A solicitação de um Crédito Pessoal Parcelado também possibilita acúmulo de pontos no Tarifa Zero, a exemplo do que acontece também com o cheque especial, o Internet30 HORAS, os planos de Previdência Privada Unibanco (PGBL, Prever Educação, Prever Invest e Prever Renda), os seguros do Unibanco e o consórcio Unibanco.
O cálculo do desconto é realizado sempre da mesma maneira. Por exemplo: toda a movimentação bancária do cliente referente ao mês de junho é analisada em julho. Se o correntista atingir 25 ou mais pontos, terá descontos no mês de agosto.
A pontuação necessária para conquistar descontos é a seguinte: de 25 a 49 pontos, desconto de 25%; de 50 a 74 pontos, desconto de 50%; de 75 a 99 pontos, desconto de 75%; e 100 ou mais pontos, isenção total de tarifas.
Em termos de investimentos, os critérios para a aquisição de pontos são os seguintes: 1) Empréstimo Cheque Protegido e Cheque Especial: 5 pontos; 2) Financiamento de veículos e empréstimo pessoal: 5 pontos; 3) Investimento (Poupança, Super Poupe, Fundos, CDBs, RDBs e Planos de Previdência Privada): de R$ 5.000,002 a R$ 9.999,992, 10 pontos; de R$ 10.000,002 a R$ 19.999,992, 20 pontos; R$ 20.000,002 a R$ 39.999,992, 40 pontos; R$ 40.000,002 a R$ 59.999,992, 50 pontos; R$ 60.000,002 a R$ 79.999,992, 70 pontos; maior ou igual a R$ 80.000,002, 100 pontos; 4) Produtos (Seguros, Consórcio, Capitalização e cartão de Crédito Unicard), 3 pontos; e 5 ) Pagamentos - em meios eletrônicos débito automático; compras com cartão de débito Visa Electron, cheque eletrônico e Rede Shop; pagamento de ficha de compensação, fatura de cartão de crédito, concessionárias, impostos e tributos via internet, telefone eletrônicos e Caixa Automático 30 Horas A cada 3 pagamentos efetuados, 1 ponto.
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