Jornal da Tarde 18/08/2007
Outlets são uma boa opção para quem procura produtos de qualidade com preço baixo
Quem gosta de fazer boas compras sem gastar muito pode aproveitar as ofertas das lojas de fábrica - as chamadas outlets. Nesses locais é possível comprar desde roupas e calçados até móveis, cosméticos e comida. Os produtos são de coleções passadas ou fora de linha, com descontos de até 70%.
Quem precisa dar uma ‘cara nova’ ao lar pode encontrar boas opções na Tok Stok. A ponta de estoque fica em Tamboré (Grande São Paulo), mas os descontos de até 70% compensam a distância. A mesa Orbi, por exemplo, sai pela metade do preço - de R$ 485 por R$ 242,50. Na Breton Actual Outlet, que fica em São Bernardo do Campo (Região do ABCD), são mais de 2 mil itens com descontos de até 70%. Caso da poltrona Bali, à venda por R$ 225 - nas outras unidades da marca, que não são outlets - o preço é R$ 450. A Etna também dá descontos de até 70%, na sua loja no Brooklin (Zona Sul), onde há itens que eram de mostruário.
A mulher que gosta de se manter bonita pode aproveitar os outlets de cosméticos. Neles há produtos com rótulos ou embalagens antigas, mas dentro do prazo de validade e com preços convidativos. A Phytá Cosméticos , que fica na Galeria Extra Itaim (Zona Sul), vende cosméticos e perfumes importados com abatimentos de 40% a 70%. A Outlet da marca Revlon fica na loja Ikesaki, no bairro da Liberdade (região central), e vende artigos de maquiagem por menos da metade do preço. A sombra que custava R$ 45,23 está por R$ 19,17 (economia de 57%). Já o batom está ainda mais em conta: de R$ 34 por R$ 7,23.
O setor de vestuário é o que mais concentra outlets. É possível encontrar lojas de fábrica de roupas de festa, moda praia, artigos esportivos e lingerie. A Blue Beach vende moda praia e ginástica. São sungas por R$ 20 e biquínis por R$ 25. A Any Any tem descontos de até 70% em lingeries, pijamas e camisolas. Chinelos de R$ 59 saem por R$ 19 e camisola de algodão de R$ 59 por R$ 29. A grife Ellus tem sua ponta de estoque no Shopping SP Market (Zona Sul), e o abatimento chega a 70%. Uma calça jeans, por exemplo, que custa R$ 359 é vendida a R$ 198. As marcas Zoomp e Zapping são vendidas na loja Drappo, também no Shopping SP Market, com descontos de 50% sobre o preço cheio.
No setor de calçados, a Drastosa, na Lapa (Zona Oeste), vende artigos da marca Nike. Lá tem produtos nacionais e importados até 70% mais baratos. O tênis Nike Shox, que é vendido por R$ 549 nas lojas tradicionais, pode ser encontrado por R$ 269.
O vendedor Fábio dos Santos há sete anos freqüenta a Drastosa. “Além do preço, os produtos aqui são de ótima qualidade”, garante. Santos trabalha no bairro do Tatuapé (Zona Leste), mas não se incomoda em atravessar a Cidade para fazer compras. “Sempre ligo para saber quando chegam as novidades.”
A analista de sistemas Telma Castro, 45 anos, é uma adepta dos outlets. “Tenho dois filhos adolescentes e para eles a marca é importante, por isso, tenho de buscar o melhor preço.” Ela diz que o valor mais baixo vale a pena, mas ensina: “É preciso sempre procurar as promoções, mesmo nas outlets”. '
Tenho dois filhos adolescentes epara eles marca é importante, por isso tenho de sempre buscar o melhor”
TELMA CASTRO, ANALISTA DE SISTEMAS
'Além do preço, os produtos são de ótima qualidade. Sempre ligo para saber quando chegarão as novidades”
FÁBIO DOS SANTOS,VENDEDOR
CONFIRA ALGUMAS DAS OFERTAS NOS OUTLETS
MÓVEIS
Tok Stok
Av. Tucunare, 550, Tamboré
Tel: 2186-8600
Móveis e objetos de decoração
com descontos de até 70%
Vela Coelho de R$ 26 por R$ 13
Campoelho Espeto Decorativo de R$ 4,50 por R$ 2,25
Mesa Orbi de R$ 485 por R$ 242,50
Breton Actual Outlet
Shopping Emporium ABC
Av. Rudge Ramos, 790 (Km 14 da Via Anchieta)
São Bernardo do Campo
Tel: 4362-5244
Mais de 2 mil itens entre móveis, objetos de decoração e almofadas com descontosde até 70%
Poltrona Bali em alumínio branco fosco de R$ 450 por R$ 225
Mesa Redonda Vidro Temperado de R$ 890 por R$ 450
Etna
Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 2.001, Brooklin
Tel: 0800 702 80 12
Dentro da loja há um espaço reservado para venda de peças de mostruário. Os descontos chegam a até 70%
PERFUMES E COSMÉTICOS
Outlet Phytá Cosméticos
Galeria Extra Itaim
Rua João Cachoeira, 899,4º piso, loja 19
Tel: 3078-4497Perfumaria e cosméticos com desconto de até 70%
Perfume Aramys Life Spray 50 ml de R$174 por R$ 51
Outlet Revlon
Ikesaki
Rua Galvão Bueno, 37, Liberdade
Tel: 3208-6944
Maquiagem com descontos de até 50%
Batom de R$ 34 por R$ 7,29
Sombra de R$ 45,23 por 19,17
Perfume Charlie de R$ 62 por R$ 15,50
COMIDA
Loja de Fábrica Pan
Rua Maranhão, 835, São Caetano do Sul
Tel: 4224-1666
Chocolate ao leite, diets, recheados, trufados, de tamanhos variados e também com finas embalagens para presente. Todos os produtos da marca com descontos variados
MODA
Blue Beach
Av. Leôncio de Magalhães, 1.477 Tel: 6977-0011
Moda praia e ginástica com descontos de até 50%
Biquínis por R$ 25 Sungas por R$ 20
Any Any
Rua da Paz, 1.855
Tel: 5181-2177 ramal 217 Lingeries, pijamas e camisolas com desconto de até 70%
Camisola de algodão de R$ 59 por R$ 29
Short doll cetim de R$ 35 por R$ 15
Chinelos de R$ 59 por R$ 19
EllusShopping SP Market
Av. das Nações Unidas, 22.540
Tel: 5523-2777
Roupas masculinas e femininas com descontos de até 70%
Calça jeans de R$ 359 por R$ 198
Casaco de R$690 por R$ 289
Calça social feminina de R$ 229 por R$ 59
Zoomp e Zapping (Drappo)
Shopping SP MarketAv. das Nações Unidas, 22.540
Tel: 5541-2271 / 5541-2272
Roupas masculinas e femininas com descontos de até 50%
Calça jeans de R$ 209 por R$ 59,90
Calça de R$ 199 por R$ 59,90
Blusinha de R$ 99 por R$ 27
SAPATOS E ACESSÓRIOS
Drastosa
Rua Luiz Gatti, 603, Lapa
Tel: 2176-5300
Roupas esportivas e tênis com descontos de até 70%
Tênis Nike Shoxde R$ 549 por R$ 269
Jaquetas de R$ 199 por R$ 129
Calças de R$ 99 por R$ 69
Fernando Pires Bazar
Site
Tel: 3063-3014
Sapatos, cintos e bolsas com descontos de 70%
Bota Havana de R$ 662 por R$ 198,60
Cinto feminino metalizado de R$ 198 por R$ 78
Sandália de pelica e ráfia de R$ 430 por R$ 129
Reebok Outlet
Shopping Light
Rua Coronel Xavier de Toledo, 23, loja 329, 4º piso, Centro
Tel: 3258-1590 Produtos esportivos e tênis com descontos de até 70%
Tênis de R$ 500 por R$ 300
Jaqueta de R$ 199 por R$ 69
Side Walk
Rua Augusta, 2.751 Tel: 3064-7374
Moda feminina e masculina com descontos de até 50%
Sapato masculino de R$ 218 por R$ 98
Camiseta pólo de R$ 94 por R$ 44
sábado, 18 de agosto de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Bolsa entre amigos
Clubes de investimento atraem investidores de primeira viagem. E você, já pensou em montar um?
Detalhes no atalho a seguir:
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/516/artigo58351-1.htm?o=r
Ibovespa chega a cair 8,82%, mas fecha em baixa de 2,58%
Valor Econômico 17/08/2007
Daniele Camba
O pregão de ontem irá ficar na história, mas a maioria dos profissionais e investidores gostaria mesmo é de esquecê-lo. Os mercados no mundo inteiro amargaram perdas relevantes e o Brasil figurou ente os países com as maiores quedas durante o pregão. O Índice Bovespa começou a quinta-feira já assustando a todos, com queda de mais de 4%. No início da tarde, com rumores de que fundos brasileiros estariam num forte movimento de redução de posições em mercados futuros, o índice entrou em queda livre e chegou a cair 8,82%, voltando para a casa dos 44 mil pontos, níveis de março deste ano.
Se o indicador fechasse nesse percentual, só seria melhor que o pregão de 11 de setembro de 2001, no dia do ataque terrorista às torres gêmeas nos EUA, quando o Ibovespa chegou a cair 9,18% e os negócios foram suspensos. E também de 14 de janeiro de 1999, quando houve a desvalorização do real frente ao dólar. Naquele dia, o índice chegou a cair mais de 10% e o pregão foi interrompido por meio hora (prática conhecida como "circuit breaker") e, quando voltou, fechou em queda de 9,96%. Mas o cenário de fechamento de ontem ficou longe do banho de sangue que se viu durante os negócios. Nas últimas duas horas de pregão, os preços começaram a se recuperar e o Ibovespa, pasmem, fechou em queda de 2,58% aos 48.015 pontos, menor nível desde 13 de abril, quando encerrou em 47.926 pontos. Por incrível que pareça, percentualmente, a perda de ontem foi menor do que a de quarta-feira, quando o índice caiu 3,19%.
"Esse nível de volatilidade que se viu hoje (ontem) é um caso típico de um mercado que perdeu totalmente a racionalidade e ficou tomado pelo pânico", diz o diretor de uma grande corretora. Ele acredita que o tamanho dessa oscilação em um único dia deve estar entre as maiores da história da Bovespa. Em um dia como o de ontem, o mercado entra num círculo vicioso difícil de estancar. Quanto mais cai, mais os investidores vendem seus papéis a qualquer preço, potencializando ainda mais as quedas.
Por mais difícil que seja, o melhor numa hora dessas é manter a calma e esperar a poeira baixar para só depois pensar o que fazer com os investimentos. O volume financeiro da bolsa ontem de R$ 8,4 bilhões mostra, no entanto, que foi difícil encontrar um investidor que seguiu esse conselho. "Quem vendeu suas ações quando o Ibovespa caía quase 9% se descabelou ao ver o índice fechar em queda de 2,5%", diz o diretor. As ações começaram a se recuperar porque uma parte dos investidores percebeu que seria o momento de comprar papéis de empresas com excelentes fundamentos e a preços muito menores do que há um mês, diz o superintendente de renda variável do Banif Banco de Investimento Nami Neneas. "O cenário de crescimento econômico brasileiro maior ainda está intacto e as empresas voltadas ao mercado interno continuam com boas perspectivas", diz.
Passado o dilúvio de ontem, a questão agora é saber o que será de hoje. A maioria dos analistas afirma que, depois de um dia com perdas tão acentuadas, o mercado geralmente tem um pregão de recuperação, por mais tímida que ela seja. "Se tivesse que apostar, apostaria que a bolsa amanhã (hoje) deve passar por uma reação, até porque as quedas podem mexer com os brios do Fed (Federal Reserve, o banco central americano)", diz Neneas. Ele acredita que o certo seria o Fed começar a cortar os juros, já que os números mostram que a economia americana dá sinais maiores de fraqueza.
Daniele Camba é repórter de Investimentos
Daniele Camba
O pregão de ontem irá ficar na história, mas a maioria dos profissionais e investidores gostaria mesmo é de esquecê-lo. Os mercados no mundo inteiro amargaram perdas relevantes e o Brasil figurou ente os países com as maiores quedas durante o pregão. O Índice Bovespa começou a quinta-feira já assustando a todos, com queda de mais de 4%. No início da tarde, com rumores de que fundos brasileiros estariam num forte movimento de redução de posições em mercados futuros, o índice entrou em queda livre e chegou a cair 8,82%, voltando para a casa dos 44 mil pontos, níveis de março deste ano.
Se o indicador fechasse nesse percentual, só seria melhor que o pregão de 11 de setembro de 2001, no dia do ataque terrorista às torres gêmeas nos EUA, quando o Ibovespa chegou a cair 9,18% e os negócios foram suspensos. E também de 14 de janeiro de 1999, quando houve a desvalorização do real frente ao dólar. Naquele dia, o índice chegou a cair mais de 10% e o pregão foi interrompido por meio hora (prática conhecida como "circuit breaker") e, quando voltou, fechou em queda de 9,96%. Mas o cenário de fechamento de ontem ficou longe do banho de sangue que se viu durante os negócios. Nas últimas duas horas de pregão, os preços começaram a se recuperar e o Ibovespa, pasmem, fechou em queda de 2,58% aos 48.015 pontos, menor nível desde 13 de abril, quando encerrou em 47.926 pontos. Por incrível que pareça, percentualmente, a perda de ontem foi menor do que a de quarta-feira, quando o índice caiu 3,19%.
"Esse nível de volatilidade que se viu hoje (ontem) é um caso típico de um mercado que perdeu totalmente a racionalidade e ficou tomado pelo pânico", diz o diretor de uma grande corretora. Ele acredita que o tamanho dessa oscilação em um único dia deve estar entre as maiores da história da Bovespa. Em um dia como o de ontem, o mercado entra num círculo vicioso difícil de estancar. Quanto mais cai, mais os investidores vendem seus papéis a qualquer preço, potencializando ainda mais as quedas.
Por mais difícil que seja, o melhor numa hora dessas é manter a calma e esperar a poeira baixar para só depois pensar o que fazer com os investimentos. O volume financeiro da bolsa ontem de R$ 8,4 bilhões mostra, no entanto, que foi difícil encontrar um investidor que seguiu esse conselho. "Quem vendeu suas ações quando o Ibovespa caía quase 9% se descabelou ao ver o índice fechar em queda de 2,5%", diz o diretor. As ações começaram a se recuperar porque uma parte dos investidores percebeu que seria o momento de comprar papéis de empresas com excelentes fundamentos e a preços muito menores do que há um mês, diz o superintendente de renda variável do Banif Banco de Investimento Nami Neneas. "O cenário de crescimento econômico brasileiro maior ainda está intacto e as empresas voltadas ao mercado interno continuam com boas perspectivas", diz.
Passado o dilúvio de ontem, a questão agora é saber o que será de hoje. A maioria dos analistas afirma que, depois de um dia com perdas tão acentuadas, o mercado geralmente tem um pregão de recuperação, por mais tímida que ela seja. "Se tivesse que apostar, apostaria que a bolsa amanhã (hoje) deve passar por uma reação, até porque as quedas podem mexer com os brios do Fed (Federal Reserve, o banco central americano)", diz Neneas. Ele acredita que o certo seria o Fed começar a cortar os juros, já que os números mostram que a economia americana dá sinais maiores de fraqueza.
Daniele Camba é repórter de Investimentos
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A previdência e o risco
Valor Econômico 16/8/2007
Luciana Monteiro
A crise internacional dos mercados financeiros pegou os investidores de previdência privada em pleno processo de aumento de risco de suas aplicações. Com a taxa de juros no menor nível da história do país, muitos resolveram diversificar com fundos que investem em ações. Dados do relatório mensal do site financeiro Fortuna mostram que cresceu fortemente em julho a captação em fundos de renda variável, ou seja, ações e multimercados, enquanto os fundos DI e renda fixa tiveram saques pela primeira vez.
Diante da correção atual dos mercados, no entanto, muitos se perguntam o que fazer: manter as aplicações ou migrar? Os especialistas dizem que não há motivos para pânico, já que, pela legislação, os planos de previdência podem aplicar no máximo 49% dos recursos em ações, sendo o restante em renda fixa, o que dilui as perdas. Outra razão para o investidor manter a calma é que esses fundos têm uma tributação diferente e que pune os que sacam no curto prazo. Portanto, o risco para os afobados é perder dinheiro no mercado e no imposto de renda ao sacar.
Uma das vantagens é que ninguém aplica uma parcela grande do patrimônio em previdência. Em geral são aplicações menores e periódicas, que diluem as perdas ao longo do tempo. E que têm de ter horizonte de longo prazo, lembra Antonio Cássio dos Santos, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e da Mapfre Seguros. "Qualquer que seja a decisão de investimento, o objetivo é sempre maximizar o volume acumulado, portanto, um portfólio diversificado é muito importante", diz. "A experiência mostra que, no longo prazo, a bolsa tende a superar a renda fixa".
A queda da bolsa abre muitas oportunidades de investimento, pois as companhias continuarão pagando bons dividendos, avalia Paulo Werneck, diretor da asset da Icatu Hartford. "Não dá para dizer por quanto tempo a volatilidade vai continuar, mas não houve alteração nos fundamentos da economia brasileira, o que faz da bolsa um ativo que continua interessante", diz. E o executivo dá um conselho não só para quem tem planos de previdência com renda variável, mas para todos os investidores de ações: "Não adianta se desesperar, qualquer decisão emocional neste momento corre o risco de ser equivocada." Para o executivo, se o investidor ficar desesperado e atingir um determinado limite estipulado por ele mesmo para perdas, é melhor realizar o prejuízo e voltar para a bolsa mais tarde. "Para o investimento em bolsa, é preciso disciplina."
Dados do relatório mensal do site financeiro Fortuna - feito com exclusividade para o Valor - mostram que, somente em julho, R$ 1,234 bilhão ingressaram em planos que aplicam em ações, classificados como balanceados ou multimercados. O número supera a captação de R$ 857 milhões desses fundos em junho, até então, o melhor mês para a categoria. Em contrapartida, entre os DI e renda fixa, houve resgates de R$ 192 milhões em julho, ante entradas de R$ 204 milhões no mês anterior.
Quando se observa o levantamento geral pode-se ver, no entanto, uma diferença em relação ao gráfico. Por exemplo, os DIs apresentaram em julho resgates líquidos (entradas menos saídas de recursos) de R$ 8 milhões enquanto na renda fixa a captação líquida somou R$ 435 milhões no mês. Segundo Marcelo D"Agosto, sócio do Fortuna, essa diferença se deve porque muitos fundos balanceados ou multimercados dividem os recursos que recebem comprando cotas de carteiras de renda fixa e de ações. Isso acaba inchando a captação da renda fixa quando se olha somente a categoria geral, diz.
Os saques nos fundos DI e Renda Fixa em julho no levantamento especial chamam ainda mais a atenção quando se observa que essas carteiras representam cerca de 85% do mercado de fundos de previdência, para apenas 15% dos fundos balanceados e multimercado, diz o relatório do Fortuna.
Se o mercado continuar muito tenso, essa tendência de aplicações em renda variável poderá se reverter, afirma Marco Antonio Rossi, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. "Mas ainda é muito cedo para saber", avalia. O investidor de previdência tem um objetivo que é de longo prazo, portanto, tem de olhar a aplicação num prazo maior, de 10 ou 15 anos. "Portanto, não faz sentido ficar olhando a rentabilidade no mês."
Para quem está mais próximo de se aposentar, os especialistas do setor recomendam maior conservadorismo. Já para aqueles que permanecerão na aplicação durante muitos anos, é possível arriscar um pouco mais, pois esses movimentos de correção na renda variável tendem a se diluir no longo prazo, diz Rossi. O executivo conta que, no Bradesco, há dois anos, 90% dos recursos em planos de previdência estavam em renda fixa e hoje esse percentual é de 65%.
Normalmente, quando o cenário não está muito bem definido, os gestores dos fundos de previdência tendem a reduzir a parcela investida em bolsa, lembra Renato Russo, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica. Se o gestor pode investir até 49% em ações, isso não quer dizer que o tempo todo ele aplique esse percentual máximo em renda variável. Outro alento é que, pela legislação, os planos voltados para a aposentadoria são impedidos de se alavancar, ou seja, aplicar mais recursos do que têm em carteira, o que também limita as perdas.
Na opinião de Russo, o momento pode ser de oportunidade, embora isso não signifique que não haverá muita volatilidade. São os estrangeiros que estão saindo da bolsa brasileira para gerar caixa para liquidar os problemas que eles têm lá fora, mas por aqui a economia continua robusta e as companhias mantêm lucros altos, diz. Para quem está num plano com ações, ele recomenda ao investidor não fazer qualquer tipo de migração. "Por mais que o cenário não esteja definido, não é o caso de se reposicionar, principalmente quando se fala em previdência."
Mesmo com as perdas registradas pelo Índice Bovespa, 6,37% só nesta semana, os investidores continuam aplicando em fundos mais arriscados, principalmente os clientes de maior poder aquisitivo, diz Cássio dos Santos, da Mapfre. Segundo ele, a recomendação para os planos com ações tem partido de "family offices" (escritórios de gestão de grandes fortunas) ou de private banks.
Luciana Monteiro
A crise internacional dos mercados financeiros pegou os investidores de previdência privada em pleno processo de aumento de risco de suas aplicações. Com a taxa de juros no menor nível da história do país, muitos resolveram diversificar com fundos que investem em ações. Dados do relatório mensal do site financeiro Fortuna mostram que cresceu fortemente em julho a captação em fundos de renda variável, ou seja, ações e multimercados, enquanto os fundos DI e renda fixa tiveram saques pela primeira vez.
Diante da correção atual dos mercados, no entanto, muitos se perguntam o que fazer: manter as aplicações ou migrar? Os especialistas dizem que não há motivos para pânico, já que, pela legislação, os planos de previdência podem aplicar no máximo 49% dos recursos em ações, sendo o restante em renda fixa, o que dilui as perdas. Outra razão para o investidor manter a calma é que esses fundos têm uma tributação diferente e que pune os que sacam no curto prazo. Portanto, o risco para os afobados é perder dinheiro no mercado e no imposto de renda ao sacar.
Uma das vantagens é que ninguém aplica uma parcela grande do patrimônio em previdência. Em geral são aplicações menores e periódicas, que diluem as perdas ao longo do tempo. E que têm de ter horizonte de longo prazo, lembra Antonio Cássio dos Santos, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e da Mapfre Seguros. "Qualquer que seja a decisão de investimento, o objetivo é sempre maximizar o volume acumulado, portanto, um portfólio diversificado é muito importante", diz. "A experiência mostra que, no longo prazo, a bolsa tende a superar a renda fixa".
A queda da bolsa abre muitas oportunidades de investimento, pois as companhias continuarão pagando bons dividendos, avalia Paulo Werneck, diretor da asset da Icatu Hartford. "Não dá para dizer por quanto tempo a volatilidade vai continuar, mas não houve alteração nos fundamentos da economia brasileira, o que faz da bolsa um ativo que continua interessante", diz. E o executivo dá um conselho não só para quem tem planos de previdência com renda variável, mas para todos os investidores de ações: "Não adianta se desesperar, qualquer decisão emocional neste momento corre o risco de ser equivocada." Para o executivo, se o investidor ficar desesperado e atingir um determinado limite estipulado por ele mesmo para perdas, é melhor realizar o prejuízo e voltar para a bolsa mais tarde. "Para o investimento em bolsa, é preciso disciplina."
Dados do relatório mensal do site financeiro Fortuna - feito com exclusividade para o Valor - mostram que, somente em julho, R$ 1,234 bilhão ingressaram em planos que aplicam em ações, classificados como balanceados ou multimercados. O número supera a captação de R$ 857 milhões desses fundos em junho, até então, o melhor mês para a categoria. Em contrapartida, entre os DI e renda fixa, houve resgates de R$ 192 milhões em julho, ante entradas de R$ 204 milhões no mês anterior.
Quando se observa o levantamento geral pode-se ver, no entanto, uma diferença em relação ao gráfico. Por exemplo, os DIs apresentaram em julho resgates líquidos (entradas menos saídas de recursos) de R$ 8 milhões enquanto na renda fixa a captação líquida somou R$ 435 milhões no mês. Segundo Marcelo D"Agosto, sócio do Fortuna, essa diferença se deve porque muitos fundos balanceados ou multimercados dividem os recursos que recebem comprando cotas de carteiras de renda fixa e de ações. Isso acaba inchando a captação da renda fixa quando se olha somente a categoria geral, diz.
Os saques nos fundos DI e Renda Fixa em julho no levantamento especial chamam ainda mais a atenção quando se observa que essas carteiras representam cerca de 85% do mercado de fundos de previdência, para apenas 15% dos fundos balanceados e multimercado, diz o relatório do Fortuna.
Se o mercado continuar muito tenso, essa tendência de aplicações em renda variável poderá se reverter, afirma Marco Antonio Rossi, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. "Mas ainda é muito cedo para saber", avalia. O investidor de previdência tem um objetivo que é de longo prazo, portanto, tem de olhar a aplicação num prazo maior, de 10 ou 15 anos. "Portanto, não faz sentido ficar olhando a rentabilidade no mês."
Para quem está mais próximo de se aposentar, os especialistas do setor recomendam maior conservadorismo. Já para aqueles que permanecerão na aplicação durante muitos anos, é possível arriscar um pouco mais, pois esses movimentos de correção na renda variável tendem a se diluir no longo prazo, diz Rossi. O executivo conta que, no Bradesco, há dois anos, 90% dos recursos em planos de previdência estavam em renda fixa e hoje esse percentual é de 65%.
Normalmente, quando o cenário não está muito bem definido, os gestores dos fundos de previdência tendem a reduzir a parcela investida em bolsa, lembra Renato Russo, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica. Se o gestor pode investir até 49% em ações, isso não quer dizer que o tempo todo ele aplique esse percentual máximo em renda variável. Outro alento é que, pela legislação, os planos voltados para a aposentadoria são impedidos de se alavancar, ou seja, aplicar mais recursos do que têm em carteira, o que também limita as perdas.
Na opinião de Russo, o momento pode ser de oportunidade, embora isso não signifique que não haverá muita volatilidade. São os estrangeiros que estão saindo da bolsa brasileira para gerar caixa para liquidar os problemas que eles têm lá fora, mas por aqui a economia continua robusta e as companhias mantêm lucros altos, diz. Para quem está num plano com ações, ele recomenda ao investidor não fazer qualquer tipo de migração. "Por mais que o cenário não esteja definido, não é o caso de se reposicionar, principalmente quando se fala em previdência."
Mesmo com as perdas registradas pelo Índice Bovespa, 6,37% só nesta semana, os investidores continuam aplicando em fundos mais arriscados, principalmente os clientes de maior poder aquisitivo, diz Cássio dos Santos, da Mapfre. Segundo ele, a recomendação para os planos com ações tem partido de "family offices" (escritórios de gestão de grandes fortunas) ou de private banks.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Fim do silêncio
Valor Econômico de 15/08/2007
Por Daniele Camba
O espaço para a omissão está chegando ao fim. Num mercado cada vez mais competitivo, já não basta os gestores escolherem as melhores ações e esperar até esses papéis se valorizarem. Eles precisarão participar de uma forma muito mais ativa das decisões das companhias em que investem. A proposta da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) é que todas as gestoras de recursos participem das assembléias das empresas cujas ações possuam em carteira. A idéia é que cada asset tenha a sua própria política de representação, com parâmetros claros que definam como irão atuar nessas reuniões. A exigência passará a fazer parte do Código de Auto-Regulação da Anbid a partir do ano que vem.
"Como o mercado de capitais cresceu muito nos últimos três anos e aumentou a participação dos fundos de ações e dos multimercados dentro do capital das companhias, o papel dos gestores hoje nas decisões dessas empresas ganhou ainda mais importância", diz o presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Luiz Fernando Figueiredo, justificando a proposta. A decisão da Anbid é resultado de um trabalho sobre governança corporativa no Brasil feito em conjunto com a Amec e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e que será apresentado no ano que vem, na Colômbia, no encontro anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Com o processo de queda da taxa de juros, é nítido o aumento de ações no patrimônio total do setor de fundos no Brasil. Enquanto a participação dos títulos públicos caiu de 76,22% em dezembro de 2000 para 65,26% em junho deste ano, a parcela investida em ações subiu de 11,11% para 17,32% no mesmo período. Esse crescimento pode ser só o começo se comparado aos padrões internacionais. O trabalho das três entidades mostra que em países que atingiram estabilidade econômica, juros baixos e que ganharam o selo de grau de investimento, o que se vê é entre 40% e 50% das aplicações em ações e a outra parcela em renda fixa. O Brasil caminha para um cenário macroeconômico parecido com esse.
"Dentro desse cenário que se avizinha, é impossível os gestores manterem a passividade que eles têm hoje em relação às decisões das empresas", diz o vice-presidente do IBGC Mauro Cunha. Assíduo freqüentador das assembléias de companhias, Cunha lembra que a presença de gestores é baixíssima. O comum é encontrar representantes dos grandes fundos de pensão, como Previ, Petros e Funcef, e os gestores de assets especializadas em governança, como Investidor Profissional (IP), Dynamo, Fator e a Templeton.
Figueiredo, da Amec, acredita que alguns casos recentes são exemplos claros do poder de fogo que os minoritários podem ter em decisões relevantes das companhias. O caso mais emblemático foi o da Telemar. "Os minoritários preferencialistas compareceram em peso à assembléia e reprovaram uma reestruturação societária lesiva aos donos de PN e que abriria um precedente ruim para outras empresas fazerem o mesmo", lembra Figueiredo. No caso da compra da Arcelor Brasil pela Mittal, a reclamação dos minoritários contribuiu para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinar que a companhia estendesse a oferta à todos os acionistas (o "tag along"). No último episódio, ainda em andamento, os minoritários do Grupo Ipiranga questionam a relação de troca pelas ações da Ultrapar, na compra do grupo pela Petrobras, Braskem e Ultra. "Em todos esses casos há a contribuição de alguns gestores e, quanto mais eles forem participativos, mais os investidores terão poder de pressão junto às empresas", diz Figueiredo.
Os detalhes da decisão da Anbid ainda estão sendo alinhavados, mas já se sabe que a política de representação em assembléia que todas as assets terão de adotar seguirá as diretrizes definidas pela própria Anbid. "Teremos uma espécie de manual mostrando o que precisará constar na política de cada asset, como os parâmetros para decidir quando participará ou não das assembléias", diz o gerente da Anbid, José Eduardo Brazuna. Ele explica que a participação depende do grau de importância de cada uma das assembléias e do peso que tais ações possuem nas carteiras. "Um gestor pode não ir numa assembléia pró-forma ou de uma empresa cujas ações representem pouco dentro de seus fundos, só que esse tipo de situação precisa constar em sua política", explica Brazuna.
Ele acredita que, com as diretrizes definidas pela Anbid, será quase impossível um gestor deixar de ir em assembléias importantes de empresas relevantes dentro de suas carteiras. A política da asset deverá constar nos regulamentos e prospectos dos fundos, em versão integral ou resumida. Neste último caso, a versão integral deverá estar no site da gestora. O fato de a política ter de ser pública também deve ser útil para que as gestoras tenham as melhores práticas possíveis. "Ninguém vai querer ter uma política ruim e que todos saibam disso", prevê Brazuna.
A legislação existente é bastante flexível sobre o assunto. Pela regra de fundos da CVM, deve constar nos regulamentos e prospectos qual é a política de representação nas assembléias. "A maioria esmagadora dos gestores diz que não tem uma política e ponto final", lembra Brazuna. A autarquia já chegou a cogitar a mudança da lei, tornando o voto dos gestores em assembléia obrigatório, mas esse tipo de decisão se mostrava prematura em um momento em que a renda variável representava tão pouco no setor de fundos brasileiro, afirma o gerente da Anbid.
Muitas vezes, as administradoras de recursos ligadas a bancos não vão às assembléias por conflito de interesses, afirma o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em governança, Alexandre di Miceli. "Os bancos têm outros negócios com as companhias, portanto, não é interessante que seus gestores votem contra os controladores." Ele acredita que o fato de ter uma política específica para o assunto deixará explícito esse tipo de conflito ou irá reduzi-lo. "Acredito mais nessa última hipótese", diz o especialista.
O gestor da família de fundos de governança Sinergia da Fator, Fernando Tendolini, é categórico ao dizer que é praticamente nula a participação dos gestores de bancos nas assembléias. "Quando vão, acabam se abstendo de votar", diz Tendolini. Ele conta que já chegou a ligar para grandes gestores pedindo que se unissem para votar contra questões que prejudicariam os minoritários e eles se recusaram, mesmo concordando que o melhor seria comparecer.
Figueiredo, da Amec, acredita que, se esse tipo de atitude acontecia, já melhorou muito. "Prova disso é a participação dos grandes gestores nas questões defendidas pela Amec junto às empresas, eles se mostram cada vez mais engajados", diz. Para Cunha, do IBGC, a política de representação nas assembléias irá proteger os gestores da própria pressão que os controladores das empresas possam fazer.
A questão agora é saber se esse ativismo irá encarecer as taxas dos fundos, o que significará novos custos no bolso do investidor. "Não deveria, porque, em tese, os gestores já teriam de ter essa estrutura montada", afirma o professor di Miceli.
Por Daniele Camba
O espaço para a omissão está chegando ao fim. Num mercado cada vez mais competitivo, já não basta os gestores escolherem as melhores ações e esperar até esses papéis se valorizarem. Eles precisarão participar de uma forma muito mais ativa das decisões das companhias em que investem. A proposta da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) é que todas as gestoras de recursos participem das assembléias das empresas cujas ações possuam em carteira. A idéia é que cada asset tenha a sua própria política de representação, com parâmetros claros que definam como irão atuar nessas reuniões. A exigência passará a fazer parte do Código de Auto-Regulação da Anbid a partir do ano que vem.
"Como o mercado de capitais cresceu muito nos últimos três anos e aumentou a participação dos fundos de ações e dos multimercados dentro do capital das companhias, o papel dos gestores hoje nas decisões dessas empresas ganhou ainda mais importância", diz o presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Luiz Fernando Figueiredo, justificando a proposta. A decisão da Anbid é resultado de um trabalho sobre governança corporativa no Brasil feito em conjunto com a Amec e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e que será apresentado no ano que vem, na Colômbia, no encontro anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Com o processo de queda da taxa de juros, é nítido o aumento de ações no patrimônio total do setor de fundos no Brasil. Enquanto a participação dos títulos públicos caiu de 76,22% em dezembro de 2000 para 65,26% em junho deste ano, a parcela investida em ações subiu de 11,11% para 17,32% no mesmo período. Esse crescimento pode ser só o começo se comparado aos padrões internacionais. O trabalho das três entidades mostra que em países que atingiram estabilidade econômica, juros baixos e que ganharam o selo de grau de investimento, o que se vê é entre 40% e 50% das aplicações em ações e a outra parcela em renda fixa. O Brasil caminha para um cenário macroeconômico parecido com esse.
"Dentro desse cenário que se avizinha, é impossível os gestores manterem a passividade que eles têm hoje em relação às decisões das empresas", diz o vice-presidente do IBGC Mauro Cunha. Assíduo freqüentador das assembléias de companhias, Cunha lembra que a presença de gestores é baixíssima. O comum é encontrar representantes dos grandes fundos de pensão, como Previ, Petros e Funcef, e os gestores de assets especializadas em governança, como Investidor Profissional (IP), Dynamo, Fator e a Templeton.
Figueiredo, da Amec, acredita que alguns casos recentes são exemplos claros do poder de fogo que os minoritários podem ter em decisões relevantes das companhias. O caso mais emblemático foi o da Telemar. "Os minoritários preferencialistas compareceram em peso à assembléia e reprovaram uma reestruturação societária lesiva aos donos de PN e que abriria um precedente ruim para outras empresas fazerem o mesmo", lembra Figueiredo. No caso da compra da Arcelor Brasil pela Mittal, a reclamação dos minoritários contribuiu para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinar que a companhia estendesse a oferta à todos os acionistas (o "tag along"). No último episódio, ainda em andamento, os minoritários do Grupo Ipiranga questionam a relação de troca pelas ações da Ultrapar, na compra do grupo pela Petrobras, Braskem e Ultra. "Em todos esses casos há a contribuição de alguns gestores e, quanto mais eles forem participativos, mais os investidores terão poder de pressão junto às empresas", diz Figueiredo.
Os detalhes da decisão da Anbid ainda estão sendo alinhavados, mas já se sabe que a política de representação em assembléia que todas as assets terão de adotar seguirá as diretrizes definidas pela própria Anbid. "Teremos uma espécie de manual mostrando o que precisará constar na política de cada asset, como os parâmetros para decidir quando participará ou não das assembléias", diz o gerente da Anbid, José Eduardo Brazuna. Ele explica que a participação depende do grau de importância de cada uma das assembléias e do peso que tais ações possuem nas carteiras. "Um gestor pode não ir numa assembléia pró-forma ou de uma empresa cujas ações representem pouco dentro de seus fundos, só que esse tipo de situação precisa constar em sua política", explica Brazuna.
Ele acredita que, com as diretrizes definidas pela Anbid, será quase impossível um gestor deixar de ir em assembléias importantes de empresas relevantes dentro de suas carteiras. A política da asset deverá constar nos regulamentos e prospectos dos fundos, em versão integral ou resumida. Neste último caso, a versão integral deverá estar no site da gestora. O fato de a política ter de ser pública também deve ser útil para que as gestoras tenham as melhores práticas possíveis. "Ninguém vai querer ter uma política ruim e que todos saibam disso", prevê Brazuna.
A legislação existente é bastante flexível sobre o assunto. Pela regra de fundos da CVM, deve constar nos regulamentos e prospectos qual é a política de representação nas assembléias. "A maioria esmagadora dos gestores diz que não tem uma política e ponto final", lembra Brazuna. A autarquia já chegou a cogitar a mudança da lei, tornando o voto dos gestores em assembléia obrigatório, mas esse tipo de decisão se mostrava prematura em um momento em que a renda variável representava tão pouco no setor de fundos brasileiro, afirma o gerente da Anbid.
Muitas vezes, as administradoras de recursos ligadas a bancos não vão às assembléias por conflito de interesses, afirma o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em governança, Alexandre di Miceli. "Os bancos têm outros negócios com as companhias, portanto, não é interessante que seus gestores votem contra os controladores." Ele acredita que o fato de ter uma política específica para o assunto deixará explícito esse tipo de conflito ou irá reduzi-lo. "Acredito mais nessa última hipótese", diz o especialista.
O gestor da família de fundos de governança Sinergia da Fator, Fernando Tendolini, é categórico ao dizer que é praticamente nula a participação dos gestores de bancos nas assembléias. "Quando vão, acabam se abstendo de votar", diz Tendolini. Ele conta que já chegou a ligar para grandes gestores pedindo que se unissem para votar contra questões que prejudicariam os minoritários e eles se recusaram, mesmo concordando que o melhor seria comparecer.
Figueiredo, da Amec, acredita que, se esse tipo de atitude acontecia, já melhorou muito. "Prova disso é a participação dos grandes gestores nas questões defendidas pela Amec junto às empresas, eles se mostram cada vez mais engajados", diz. Para Cunha, do IBGC, a política de representação nas assembléias irá proteger os gestores da própria pressão que os controladores das empresas possam fazer.
A questão agora é saber se esse ativismo irá encarecer as taxas dos fundos, o que significará novos custos no bolso do investidor. "Não deveria, porque, em tese, os gestores já teriam de ter essa estrutura montada", afirma o professor di Miceli.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
FUGA PARA A POUPANÇA
Correio Braziliense 14/8/2007
Vicente Nunes e Edna Simão
Somente nos sete primeiros dias de agosto, cadernetas receberam R$ 3,7 bilhões. O valor supera em R$ 200 milhões todo o saldo positivo da aplicação em julho. Movimento é liderado, em parte, por investidores assustados com o efeito da bolha imobiliária americana nas bolsas do mundo inteiro
Investidores abandonam fundos de ações, que já perderam R$ 4 bilhões, e os de renda fixa, que viram escapar R$ 3 bilhões Assustados com a grave crise financeira que faz estragos mundo afora, os investidores brasileiros estão buscando a proteção da tradicional caderneta de poupança. Somente nos sete primeiros dias de agosto, quando as turbulências lá fora se acentuaram, a poupança registrou captação líquida — depósitos maiores que os saques — de R$ 3,7 bilhões. Esse volume, segundo o Banco Central, superou todo o saldo positivo da caderneta em julho, quando cravou R$ 3,5 bilhões. Em todo o mês de agosto de 2006, a poupança havia perdido R$ 280 milhões. “Realmente, é extraordinário o comportamento da caderneta, que, mesmo antes da crise, já vinha apresentando um bom desempenho”, disse o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa.
Há dois movimentos inflando os depósitos da poupança. O primeiro é capitaneado por investidores que se assustaram com as perdas ou os baixos rendimentos de aplicações consideradas seguras, como os fundos de renda fixa. O segundo é liderado por aplicadores que ficaram com folga de caixa no início do mês, mas não quiseram entrar em mercados mais arriscados, como os de ações. Preferiram ficar na calmaria da caderneta, cujo rendimento tem sido muito compatível com o risco próximo de zero que oferece. “Os investidores estão muito nervosos. Temem que o terremoto que sacode o mundo e já provocou perdas em suas aplicações se prolongue pelos próximos meses”, afirmou o analista de investimentos da Prosper Corretora, André Segadilha.
Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), que consolida os dados de todos os fundos disponíveis no mercado, os maiores saques foram computados nos fundos de ações atrelados ao Ibovespa, o índice que mede o comportamento dos papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo. Nos sete primeiros dias de agosto, o saldo dessa modalidade ficou negativo em R$ 4 bilhões. Também houve perda de rentabilidade: -2,96%. Os fundos de renda fixa mais tradicionais, que disputam com a caderneta de poupança a atenção dos investidores conservadores, os saques superaram os depósitos em R$ 3 bilhões. O ganho dos fundos, no período, ficou em apenas 0,14%, o que projeta algo como 0,60% para o mês ante o 0,86% de julho.
Não se precipite Na avaliação de Newton Rosa, o rendimento dos fundos de renda está sendo prejudicado pela diminuição do valor dos títulos prefixados, nos quais lastreiam todo o patrimônio. Esses papéis têm perdido valor porque estão aumentando as taxas de juros dos mercados futuros. “Se, olhando para frente, o mercado sinaliza taxas maiores, os títulos que têm rentabilidade definida se desvalorizam e isso bate direto nas contas dos fundos de renda fixa. É a chamada marcação a mercado, uma exigência do Banco Central”, explicou. Ele lembrou ainda que os fundos de renda fixa ficam menos atraentes porque cobram taxa de administração dos investidores e os ganhos são tributados.
Nos primeiros seis meses do investimento, os rendimentos sacados dos fundos de renda fixa pagam Imposto de Renda (IR) de 22,5%. Se o resgate for feito entre seis e 12 meses da aplicação, o tributo é de 20%. Sobre as movimentações realizadas entre um e dois anos, o IR cai para 17,5% e, a partir de dois anos, para 15%. Na caderneta de poupança, os ganhos são isentos de IR e os aplicadores não pagam taxas de administração. “No final das contas, o IR e a taxa de administração fazem diferença, sobretudo em um período de juros mais baixos”, assinalou Maria Izabel Gribel, gerente-executiva de Investimentos do Banco do Brasil. “Os investidores estão muito atentos aos detalhes das aplicações”, frisou, lembrando que, além da caderneta, os Fundos DI, atrelados aos juros futuros, têm chamado a atenção. Tanto que, nos primeiros dias de agosto, tiveram captação positiva de R$ 639 milhões, segundo a Anbid.
Com a mudança no perfil das aplicações, o superintendente Nacional de Clientes de Média e Alta Renda da Caixa Econômica Federal, Mário Ferreira Neto, prevê que a captação líquida da caderneta empate ou supere o montante recorde de R$ 1,4 bilhão de julho. Na primeira semana deste mês, o saldo foi positivo em R$ 600 milhões. “A poupança voltou a ocupar uma fatia importante da cesta de investimentos e a tendência é continuar assim”, destacou. Para Ferreira Neto é natural que parte da população procure uma alternativa mais segura em um momento de incerteza. “Isso vale tanto para os pequenos quanto para os grandes investidores”, disse.
No entender de Marcelo D´Agosto, analista do site Fortuna, que acompanha a variação diária dos fundos de investimentos, a atual crise se refletiu, principalmente, na rentabilidade dos fundos de ações. “Do pico do mercado, em 23 de julho, até agora, as perdas nesses fundos chegam a 6%”, afirmou. Os prejuízos também são evidentes nos fundos multimercados, cujo patrimônio é dividido entre vários ativos. Pelas contas da Anbid, os multimercados computaram queda de 0,27% na primeira semana de agosto. “Mas essas perdas podem se reverter. Basta o mercado recuperar a confiança. Isso vale para todos os fundos, inclusive os de renda fixa. Por isso, a importância de os investidores não se precipitarem e saírem sacando seus recursos de forma atropelada”, alertou André Segadilha. Trabalhador também perde
A forte instabilidade que faz estragos há dias não livrou nem o dinheiro dos trabalhadores. Os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicados em ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce computaram significativas perdas nos primeiros sete dias de agosto. Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), o FGTS da Petrobras acumulou baixa de 5,29% no período. O da Vale, encolheu 4,62%.
O tamanho dessas perdas está associado ao grande volume de negócios com ações das duas maiores empresas do país. Sozinhas, elas respondem por mais de 20% de todas as ações negociadas diariamente no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ou seja, acabam sendo as principais portas de saída do mercado em tempo de crise. E quanto maiores forem as ofertas de venda, menores os preços. Os papéis da Vale e da Petrobras são os preferidos dos investidores estrangeiros, que, desde junho, quando a crise mundial começou a se desenhar, retiraram mais de R$ 6 bilhões da Bovespa.
Apesar das perdas em agosto, os fundos de FGTS da Vale e da Petrobras continuam com ganhos expressivos, de mais de 3.000%, desde que foram criados. “É normal que, em um momento de tanta incerteza, os fundos de investimentos registrem perdas. Mas o importante é olhar para o longo prazo. Isso vale para todas as aplicações. O poupador não pode focar o olhar apenas para um momento específico e avaliar se o seu investimento é bom ou ruim”, disse André Segadilha da Prosper Corretora.
As cotas dos PIBB, o fundo de ações criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também se desvalorizaram nos primeiros sete dias de agosto: -1,31%. À medida, porém, que o mercado acionário for recuperando o fôlego — ontem, o dia foi bem mais tranqüilo, ainda que a Bovespa tenha fechado com queda de 0,39% — a tendência é de os fundos se recuperarem.
Vicente Nunes e Edna Simão
Somente nos sete primeiros dias de agosto, cadernetas receberam R$ 3,7 bilhões. O valor supera em R$ 200 milhões todo o saldo positivo da aplicação em julho. Movimento é liderado, em parte, por investidores assustados com o efeito da bolha imobiliária americana nas bolsas do mundo inteiro
Investidores abandonam fundos de ações, que já perderam R$ 4 bilhões, e os de renda fixa, que viram escapar R$ 3 bilhões Assustados com a grave crise financeira que faz estragos mundo afora, os investidores brasileiros estão buscando a proteção da tradicional caderneta de poupança. Somente nos sete primeiros dias de agosto, quando as turbulências lá fora se acentuaram, a poupança registrou captação líquida — depósitos maiores que os saques — de R$ 3,7 bilhões. Esse volume, segundo o Banco Central, superou todo o saldo positivo da caderneta em julho, quando cravou R$ 3,5 bilhões. Em todo o mês de agosto de 2006, a poupança havia perdido R$ 280 milhões. “Realmente, é extraordinário o comportamento da caderneta, que, mesmo antes da crise, já vinha apresentando um bom desempenho”, disse o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa.
Há dois movimentos inflando os depósitos da poupança. O primeiro é capitaneado por investidores que se assustaram com as perdas ou os baixos rendimentos de aplicações consideradas seguras, como os fundos de renda fixa. O segundo é liderado por aplicadores que ficaram com folga de caixa no início do mês, mas não quiseram entrar em mercados mais arriscados, como os de ações. Preferiram ficar na calmaria da caderneta, cujo rendimento tem sido muito compatível com o risco próximo de zero que oferece. “Os investidores estão muito nervosos. Temem que o terremoto que sacode o mundo e já provocou perdas em suas aplicações se prolongue pelos próximos meses”, afirmou o analista de investimentos da Prosper Corretora, André Segadilha.
Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), que consolida os dados de todos os fundos disponíveis no mercado, os maiores saques foram computados nos fundos de ações atrelados ao Ibovespa, o índice que mede o comportamento dos papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo. Nos sete primeiros dias de agosto, o saldo dessa modalidade ficou negativo em R$ 4 bilhões. Também houve perda de rentabilidade: -2,96%. Os fundos de renda fixa mais tradicionais, que disputam com a caderneta de poupança a atenção dos investidores conservadores, os saques superaram os depósitos em R$ 3 bilhões. O ganho dos fundos, no período, ficou em apenas 0,14%, o que projeta algo como 0,60% para o mês ante o 0,86% de julho.
Não se precipite Na avaliação de Newton Rosa, o rendimento dos fundos de renda está sendo prejudicado pela diminuição do valor dos títulos prefixados, nos quais lastreiam todo o patrimônio. Esses papéis têm perdido valor porque estão aumentando as taxas de juros dos mercados futuros. “Se, olhando para frente, o mercado sinaliza taxas maiores, os títulos que têm rentabilidade definida se desvalorizam e isso bate direto nas contas dos fundos de renda fixa. É a chamada marcação a mercado, uma exigência do Banco Central”, explicou. Ele lembrou ainda que os fundos de renda fixa ficam menos atraentes porque cobram taxa de administração dos investidores e os ganhos são tributados.
Nos primeiros seis meses do investimento, os rendimentos sacados dos fundos de renda fixa pagam Imposto de Renda (IR) de 22,5%. Se o resgate for feito entre seis e 12 meses da aplicação, o tributo é de 20%. Sobre as movimentações realizadas entre um e dois anos, o IR cai para 17,5% e, a partir de dois anos, para 15%. Na caderneta de poupança, os ganhos são isentos de IR e os aplicadores não pagam taxas de administração. “No final das contas, o IR e a taxa de administração fazem diferença, sobretudo em um período de juros mais baixos”, assinalou Maria Izabel Gribel, gerente-executiva de Investimentos do Banco do Brasil. “Os investidores estão muito atentos aos detalhes das aplicações”, frisou, lembrando que, além da caderneta, os Fundos DI, atrelados aos juros futuros, têm chamado a atenção. Tanto que, nos primeiros dias de agosto, tiveram captação positiva de R$ 639 milhões, segundo a Anbid.
Com a mudança no perfil das aplicações, o superintendente Nacional de Clientes de Média e Alta Renda da Caixa Econômica Federal, Mário Ferreira Neto, prevê que a captação líquida da caderneta empate ou supere o montante recorde de R$ 1,4 bilhão de julho. Na primeira semana deste mês, o saldo foi positivo em R$ 600 milhões. “A poupança voltou a ocupar uma fatia importante da cesta de investimentos e a tendência é continuar assim”, destacou. Para Ferreira Neto é natural que parte da população procure uma alternativa mais segura em um momento de incerteza. “Isso vale tanto para os pequenos quanto para os grandes investidores”, disse.
No entender de Marcelo D´Agosto, analista do site Fortuna, que acompanha a variação diária dos fundos de investimentos, a atual crise se refletiu, principalmente, na rentabilidade dos fundos de ações. “Do pico do mercado, em 23 de julho, até agora, as perdas nesses fundos chegam a 6%”, afirmou. Os prejuízos também são evidentes nos fundos multimercados, cujo patrimônio é dividido entre vários ativos. Pelas contas da Anbid, os multimercados computaram queda de 0,27% na primeira semana de agosto. “Mas essas perdas podem se reverter. Basta o mercado recuperar a confiança. Isso vale para todos os fundos, inclusive os de renda fixa. Por isso, a importância de os investidores não se precipitarem e saírem sacando seus recursos de forma atropelada”, alertou André Segadilha. Trabalhador também perde
A forte instabilidade que faz estragos há dias não livrou nem o dinheiro dos trabalhadores. Os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicados em ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce computaram significativas perdas nos primeiros sete dias de agosto. Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), o FGTS da Petrobras acumulou baixa de 5,29% no período. O da Vale, encolheu 4,62%.
O tamanho dessas perdas está associado ao grande volume de negócios com ações das duas maiores empresas do país. Sozinhas, elas respondem por mais de 20% de todas as ações negociadas diariamente no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Ou seja, acabam sendo as principais portas de saída do mercado em tempo de crise. E quanto maiores forem as ofertas de venda, menores os preços. Os papéis da Vale e da Petrobras são os preferidos dos investidores estrangeiros, que, desde junho, quando a crise mundial começou a se desenhar, retiraram mais de R$ 6 bilhões da Bovespa.
Apesar das perdas em agosto, os fundos de FGTS da Vale e da Petrobras continuam com ganhos expressivos, de mais de 3.000%, desde que foram criados. “É normal que, em um momento de tanta incerteza, os fundos de investimentos registrem perdas. Mas o importante é olhar para o longo prazo. Isso vale para todas as aplicações. O poupador não pode focar o olhar apenas para um momento específico e avaliar se o seu investimento é bom ou ruim”, disse André Segadilha da Prosper Corretora.
As cotas dos PIBB, o fundo de ações criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também se desvalorizaram nos primeiros sete dias de agosto: -1,31%. À medida, porém, que o mercado acionário for recuperando o fôlego — ontem, o dia foi bem mais tranqüilo, ainda que a Bovespa tenha fechado com queda de 0,39% — a tendência é de os fundos se recuperarem.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
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