terça-feira, 2 de outubro de 2007

Melhor usar leasing do que financiar

Jornal da Tarde 02/10/2007

Simulação mostra que economia pode chegar a mais de 5% do valor do carro no fim das contas

Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br


Está mais barato financiar um automóvel por meio de leasing do que tomar um empréstimo para comprá-lo. De acordo com os dados do Banco Central (BC), em junho, a média da taxa de juros para leasing registrou 25% ao ano, enquanto o índice para financiamento de veículos pelo crédito pessoal (CDC) chegou a 28,7%. A informação consta do relatório de agosto sobre Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado semana passada pelo BC.

A diferença entre as duas modalidades está na forma da operação bancária. No caso de um financiamento pelo CDC, desde o início o carro é de propriedade do consumidor. Nas operações de leasing, o carro é arrendado e pertencerá ao banco até o final do contrato, o que impede que o consumidor venda o automóvel. Além disso, no leasing a retomada do bem em caso de inadimplência é mais rápida.

Simulações realizadas pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a pedido do Jornal da Tarde, mostram que no caso de um modelo de R$ 25 mil, as diferenças podem ficar entre 3,68% e 5,26%, conforme o prazo. Numa operação de leasing por 24 meses, cada prestação custaria R$ 1.309,83, R$ 31.435,92 ao final. No caso de um empréstimo na modalidade CDC, o consumidor pagaria 24 parcelas de R$ 1.357,99, total de R$ 32.591,76, diferença de 3,68%.

Para um prazo de 36 meses, a simulação mostrou que, no caso da opção leasing, cada prestação custaria R$ 968,27, R$ 34.857,36 ao final do período. Tomar dinheiro para a tradicional compra elevaria cada prestação a R$ 1.019,02, um desembolso de R$ 36.684,72 após 36 meses, montante 5,24% superior.

De acordo com Oliveira, o leasing pode ser um bom negócio porque, existe a prática de diluir o valor residual entre as parcelas mensais.

Segundo Rafael Cardoso, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Leasing (Abel), o volume de contratos firmados por pessoas físicas - o que significa para a aquisição de veículos - entre janeiro e junho de 2006 bateu nos 244,5 mil. No mesmo período deste ano, o volume registrou 459,8 mil, aumento superior a 88%.

Segunda vez

A professora Margareth Galvão, 37 anos, foi uma das consumidoras que optaram pelo leasing em vez de financiar a compra do automóvel por outra modalidade de crédito. Segundo ela, é a segunda vez que escolheu a opção. “Os juros são menores”, diz. Margareth conheceu a modalidade há três anos e resolveu adotá-la.

Na opinião da professora, mesmo o fato de o carro pertencer ao banco durante a duração do contrato não tira a vantagem do leasing sobre o financiamento para compra. “Vale muito a pena”, reitera.

Preços têm variação de até 235%

Jornal da Tarde 02/10/2007

Pesquisa feita pelo Procon às vésperas do Dia das Crianças mostra que é preciso pesquisar bem

Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br



Os consumidores que ainda não se definiram sobre como presentear seus filhos no Dia das Crianças devem ficar atentos. Os preços cobrados pelas lojas da Capital podem variar até 234,9%, revela pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) divulgada ontem.

O levantamento foi realizado em 129 itens, nos dias 17 e 18 de setembro em dez estabelecimentos das cinco regiões da Capital. A maior diferença, de acordo com a pesquisa, foi encontrada no preço da boneca Rebelde Roberta. Enquanto na Cia Real Kentfrio,na Zona Norte, o produto foi encontrado por R$49,90, na Koraicho, no Centro, o mesmo produto estava a R$ 14,90, uma diferença de 234,9%.

A segunda maior variação foi constatada no Jogo do Tubarão. Enquanto na Ri Happy da Zona Sul, o brinquedo era oferecido a R$ 74,99, na Koraicho, no Centro, podia ser encontrado R$ 26,90, diferença de 178,77%. O boneco Bebê Cuida de Mim foi o que registrou a terceira maior variação entre os artigos pesquisados. O mesmo produto que na Ri Happy, na Zona Sul, custava R$ 109,99, saía por R$ 39,99 na B. Mart da Zona Oeste (veja quadro com as 30 principais variações nesta página).

Cada região, um valor

Na opinião de Cristina Martinussi, técnica do Procon-SP, os preços podem variar de acordo com a região em que está a loja e com o poder de negociação dos compradores. A técnica afirma que o levantamento da entidade é importante para dar uma referência de preços, mas não dispensa a busca por parte do consumidor por valores menores.

Ela lembra também que o brinquedo deve ter as especificações técnicas na embalagem, o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que comprova a segurança, e sempre exigir a nota fiscal, essencial para uma eventual troca. Cristina ressalta que os consumidores devem estar atentos ao chamado das empresas para a substituição do produto em caso de defeitos (recall), como ocorreu recentemente com duas fabricantes de brinquedos.

A íntegra da pesquisa realizada pelo Procon-SP está no site da instituição (www.procon.sp.gov.br). Nesse endereço também há orientação de como comprar brinquedos, desde a escolha até as convocações das empresas.

Volume de produtos

Na opinião de Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, as diferenças de preços ocorrem em função do volume do produto que cada loja vende.

De acordo com ele, há estabelecimentos que comercializam certos itens com pequena movimentação, o que, em geral, resulta em um preço maior. Outras vezes, afirma ele, o preço menor de um item se deve à estratégia dos comerciantes para atrair clientes.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O ovo antes da galinha

Valor Econômico
Por Luciana Monteiro e Angelo Pavini
01/10/2007



O otimismo voltou a tomar conta do mercado financeiro, principalmente da bolsa, embora não faltem ressalvas para tanta confiança. As perspectivas para o Índice Bovespa para outubro são positivas, mesmo após o indicador ter encerrado setembro em alta de 10,67%, superando os 60 mil pontos. O problema é que grande parte desses bons presságios para o mês está na fé de que o banco central americano (Fed) irá novamente reduzir os juros na reunião que será realizada entre os dias 30 e 31. Se, no entanto, houver indícios de que esse corte não irá acontecer, as ações poderão ter fortes perdas. Ou seja, o mercado quer ir ao restaurante, comer bem e pendurar na conta de Ben Bernanke, presidente do Fed. As últimas 48 horas de outubro, portanto, poderão definir o destino dos ativos de todo o mês.


No cenário interno, os olhos estarão voltados para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre dias 16 e 17. Diante de maiores pressões inflacionárias, alguns especialistas avaliam que desta vez o comitê poderá optar por suspender a trajetória de corte dos juros básicos da economia, hoje em 11,25% ao ano. Há previsão de um descompasso entre oferta e demanda, pois as indústrias estão com uma capacidade utilizada alta, a demanda está aquecida, mas não há grande expectativa de investimentos para aumento de oferta, lembra Rodrigo Aché, da Brascan Corretora. "Além disso, ainda é preciso ver a inércia dos dois cortes de 0,5 ponto percentual realizados em junho e julho", diz o executivo, que acredita na manutenção dos juros no mês. Em setembro, o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), o juro interbancário que serve de referencial para os fundos de renda fixa, teve variação de 0,80% e, no ano, acumula 8,96%.


Para a bolsa, o panorama é positivo, mas não quer dizer que o mercado não estará sujeito a chuvas e trovoadas, avalia Aché. Ainda não é possível dizer se a redução da atividade econômica americana culminará numa recessão ou somente numa desaceleração, diz o executivo. "Por aqui, continuamos à mercê dos números divulgados lá fora." Apesar de otimista, Aché acredita que o risco para quem quiser ingressar agora em bolsa é muito alto, dadas as incertezas com inúmeras variáveis externas. Por isso, ele aconselha colocar somente uma parcela pequena do patrimônio em ações. No ano, a alta do Ibovespa chega a 35,96%.


As ações da Vale do Rio Doce foram o grande destaque da bolsa no mês passado, com alta de 27,76% para as ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 28,57% das preferenciais (PN, sem voto). Os fundos compostos por papéis da mineradora rendiam 21,26% até o dia 25, mas o ganho deve ser ainda maior dada a alta de 4,03% das ONs nos dois últimos dias de setembro. No ano, o retorno dessas carteiras supera a marca dos 83%.


Setembro foi um mês interessante, com a bolsa espetacular e os fundos multimercado nem tanto, diz George Wachsmann, sócio da Bawm Investments. Até sexta-feira da semana passada, entre 200 fundos acompanhados pela instituição, 50 apresentavam perdas no mês, 50 ganhavam menos que o CDI e cerca de 100 estavam acima do referencial. "Mas tinha fundo ganhando 5% e outro perdendo 5%", diz. Muitos fundos não conseguiram, porém, recuperar as perdas da crise, diz Wachsmann. "A maioria vinha muito bem antes da crise de julho e, agora, temos 120 acima do CDI no ano, 50 abaixo e 20 com prejuízo", diz. "Tudo isso é bom para o investidor entender que fundo multimercado não é como fundo de ações, não se recupera quando o mercado sobe, pois o gestor tem de controlar os riscos e normalmente reduz a exposição e acaba não acompanhando quando o mercado volta", lembra ele.


Mesmo os fundos de arbitragem de ações, os long/short, também sofreram, pois costumam estar comprados em papéis de segunda linha e vendidos em "blue chips" (ações de primeira linha). "Como a recuperação do mercado se deu quase só nas 'blue chips', esses fundos sofreram", diz. Wachsmann explica que há uma grande dispersão de ganhos entre os fundos multimercados. "Setembro deve ter representado uma das melhores oportunidades para os fundos, mas, como muitos entraram o mês machucados, evitaram arriscar em bolsa e, com poucas exceções, não aproveitaram esse ganho", diz.


Wachsmann lembra que quem investiu na bolsa quando o Ibovespa estava em 45 mil pontos, em 16 de agosto, ganhou quase 15 mil pontos em um mês. Apesar de otimista com o Brasil, ele diz que o movimento de agosto, quando o Ibovespa foi de 58 mil ao piso de 45 mil pontos, poderá acontecer de novo, por isso o melhor é o investidor ter cautela.


O otimismo moderado para a bolsa também é o tom do discurso de Ricardo Junqueira, sócio da Ático Asset Management. Os problemas com os papéis hipotecários americanos ("subprime") estão mitigados, pois esses títulos ruins não estão concentrados numa única região ou instituição, o que dispersa a percepção de risco, avalia. "A bolsa brasileira também é a mais barata do mundo, portanto, há espaço para ela subir", diz.


Com relação aos juros, as opiniões sobre um possível corte da Selic na reunião de outubro se dividem. Todos concordam, no entanto, que a inflação voltou a preocupar. Os papéis indexados à inflação podem ser uma alternativa no longo prazo, diz André Schibuola, sócio da Precision Asset Management, especializada em renda fixa. Para ele, as Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-B), atreladas ao IPCA, estão um pouco caras, mas têm potencial de ganhos ante a expectativa de inflação, principalmente no ano que vem. Além disso, ele lembra ainda que o IPCA reage mais lentamente que o IGP-M. Em setembro, o IGP-M apresentou alta de 1,29%.


Após quatro reuniões sem unanimidade, o Banco Central terá de dar um sinal para o mercado de que ele pode confiar na autoridade monetária novamente, avalia Eduardo Canto, responsável pela área de renda fixa da Ático Asset. "É muito difícil avaliar o que acontecerá na reunião de outubro, pois o Copom tem fundamentos para não reduzir o juro por causa da inflação", diz. "Em contrapartida, o BC também já conta com esse cenário há algum tempo."


O Fed agiu na hora certa cortando juros, mas isso não encerra o episódio, diz o ex-presidente do BC Gustavo Franco em depoimento no site da Rio Bravo, sua empresa. "A comida contaminada continua no sistema, um pouco digerida, e o mercado aguardará resultados dos bancos", diz. Se os resultados vierem bons, o mercado questionará a ajuda aos bancos americanos. "Mas, se vierem mal, a discussão será que a crise não acabou".

domingo, 30 de setembro de 2007

Veja como receber ICMS de volta

30/09/2007 - 09h00
MARCOS CÉZARI
da Folha de S.Paulo


A partir de amanhã, os consumidores que fizerem compras em estabelecimentos comerciais situados no Estado de São Paulo poderão receber de volta uma parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) embutido nos preços dos produtos.

Para incentivar os consumidores a exigir dos vendedores a emissão de notas fiscais, o governo paulista decidiu criar uma sistemática que permite devolver até 30% do imposto pago em cada compra. Assim, a tendência é que, a partir de amanhã, os consumidores passem a exigir a emissão de notas ou cupons fiscais em suas compras.

A emissão do documento fiscal é o primeiro passo para que consumidor tenha direito ao crédito de uma parte do tributo pago. No momento da emissão do documento, o consumidor terá de informar o número do seu CPF ao vendedor.

Um dos objetivos do Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal, criado em agosto pelo governador José Serra (PSDB), é reduzir a sonegação, uma vez que, com a emissão de notas ou cupons fiscais, o vendedor terá de recolher, depois, o imposto --esse é o segundo passo para o direito ao crédito. Se não recolher, o consumidor poderá reclamar, uma vez que será possível acompanhar os créditos pela internet.

O direito ao crédito não ocorrerá, de uma vez, em todas as compras. É que a Secretaria da Fazenda paulista estabeleceu um cronograma para que os estabelecimentos comerciais ingressem no Projeto Nota Fiscal Paulista. Esse cronograma demora oito meses para ser concluído --outubro de 2007 a maio de 2008.

Assim, a partir de amanhã apenas as compras em restaurantes e estabelecimentos similares darão direito ao crédito. Em novembro será a vez das padarias, bares, lanchonetes, cantinas e bufês, entre outros. Em dezembro será a vez das livrarias, bancas de jornais e revistas, lojas de brinquedos e lojas de artigos esportivos. Os últimos estabelecimentos a ingressar no projeto serão as lojas de roupas, calçados, tecidos, bijuterias e magazines.

Segundo Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda paulista, a expectativa é que até o final do primeiro semestre do próximo ano os mais de 750 mil estabelecimentos comerciais no Estado já estejam ajustados à nova sistemática.

Segundo a lei, o consumidor terá o direito de receber de volta o valor proporcional do ICMS pago em cada compra, desde que a empresa recolha depois o tributo. O benefício vale para pessoas ou empresas que, ao pedirem nota fiscal, informarem o numero do CPF ou do CNPJ.

Somente darão direito ao crédito as compras em que houver a emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NFe), Nota Fiscal de Venda a Consumidor 'On-Line' (NFVC-'On-Line'), Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal - EFC, ou Nota Fiscal ou Nota Fiscal de Venda a Consumidor (NFVC) emitidas mediante a utilização de impresso fiscal, e, em qualquer caso, desde que efetuado o respectivo Registro Eletrônico de Documento Fiscal.

A devolução poderá ser creditada em conta corrente, caderneta de poupança ou no cartão de crédito (desde que no valor mínimo de R$ 25). Pode ainda ser usada para abater parte do IPVA ou até transferida para terceiros.

Nem todas as compras, porém, darão direito à devolução de parte do imposto pago. São os casos, por exemplo, das aquisições de energia elétrica, telecomunicações e gás canalizado. Também não darão direito ao crédito as compras de contribuintes do ICMS sujeitos ao regime periódico de apuração (casos de combustíveis e veículos) e nos casos de aquisições não-sujeitas à tributação pelo ICMS.

Preços em supermercados variam até 97% no mesmo bairro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u332449.shtml
da Folha Online

O preço de um produto pode variar até 97% em supermercados e hipermercados localizados em um mesmo bairro, segundo reportagem publicada na edição deste sábado da Folha(
íntegra do texto exclusiva para assinantes do jornal ou do UOL). O levantamento foi com assessoria e análise da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).

A diferença foi constatada após pesquisa de preços de 16 itens --boa parte deles compõe a cesta básica-- em lojas na região de Perdizes (zona oeste de SP) e no Jardim Sapopemba (zona leste). Os produtos e as marcas foram sugeridos pela Pro Teste.

Segundo Nelson Barrizzelli, consultor de varejo, a variação de preços de um mesmo produto ocorre devido a negociação com os fornecedores, custo de operação, políticas de preços e promoções, concorrência e renda do consumidor.

O item que apresentou maior diferença de preço -de 97%- na lista de produtos sugerida pela Pro Teste foi o sabonete Lux Suave (90 gramas). No Pão de Açúcar (rua Cardoso de Almeida), esse produto custava R$ 0,75 na última segunda. No Sonda (av. Francisco Matarazzo), R$ 0,65. No Carrefour (Marginal Tietê), R$ 0,58. No Pastorinho, R$ 0,57. No CompreBem (rua Turiaçu), R$ 0,55. E, no Wal-Mart (av. Pacaembu), R$ 0,38.

Prazo maior e juro menor em evento

O Estado de São Paulo 30/09/2007


Bancos oferecem condições especiais durante Salão Imobiliário

Hoje é o último dia para visitar a segunda edição do Salão Imobiliário São Paulo, que ocorre no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na zona norte, das 10h às 21h. O evento que reúne cerca de 30 mil ofertas de imóveis residenciais em toda a cidade, interior, litoral e outros estados, traz novidades aos que pretendem comprar a casa própria por meio de financiamento. Bancos participantes oferecem condições especiais para os interessados que assinarem propostas no local.

O mais novo banco privado a entrar para o mercado de crédito imobiliário, o Citibank, criou duas linhas exclusivas para o evento com taxas de juros reduzidas. Para crédito pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de imóveis de até R$ 350 mil, a taxa de juros anual fica em 9,95% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Se o mesmo financiamento fosse aberto fora do evento, a taxa cobrada seria de 10,95% ao ano mais TR.

Para unidades de R$ 350 mil a R$ 2 ,5 milhões financiadas pela Carteira Hipotecária do banco, as taxas ficam em 11,45% ao ano mais TR no salão. Nas agências, a mesma linha teria taxa de 12,5% ao ano mais TR.

O banco também operar linhas já existentes em suas agências durante o evento, voltadas a faixas de financiamento de menor valor. Para unidades até R$ 120 mil, por exemplo, o juro anual fica em 7,95% ao ano nos primeiros 36 meses. Após esse período, sobe para 10,95% ao ano mais TR. Unidades até R$ 150 mil têm taxa de 8,95% ao ano mais TR por todo o período do contrato. “Para quem pretende quitar em até seis anos, é mais vantagem a primeira linha de financiamento. Mas para quem quer prazo menor, é mais interessante a segunda linha”, afirma o gerente de crédito imobiliário do banco, João Luiz Rigobello. Todos os produtos oferecidos pelo Citibank têm prazo de pagamento máximo de 25 anos.

SANTANDER

O Santander estendeu para 30 anos o prazo dos planos de financiamento da casa própria de todas as suas linhas durante o evento. É o maior prazo oferecido entre os bancos privados. O novo prazo poderá ser contratados em qualquer agência do banco a partir de 15 de outubro, mas os visitantes do estande do Santander no salão já podem aproveitar essas condições.

O banco trabalha com linhas de crédito para imóveis a partir de R$ 40 mil com taxa fixa de 12,5% ao ano ou variável com juros de 9% ao ano mais TR. Até R$ 120 mil, a taxa sobe para 10,45% ao ano mais TR. Acima de R$ 350 mil, os juros ficam em 12% ao ano mais TR.

NOSSA CAIXA

A Nossa Caixa também ampliou o prazo de financiamento para aquisição de imóveis durante o evento. Estendeu de 20 para 25 anos. E ainda reduziu as taxas de juros. Para unidades até R$ 150 mil, os juros são de 7% mais TR nos três primeiros anos do contrato e de 11% mais TR a partir da 37ª parcela. Quem optar por taxa única de juros ao longo de todo o contrato tem opções que vão de 9% a 12% ao ano mais TR. O banco também oferece prestações prefixadas com taxas que variam de acordo com o prazo. Até 10 anos, a taxa fica em 12% ao ano, para prazos maiores, a taxa sobe para 12,50% ao ano.

O banco libera a carta de crédito para clientes e não clientes na hora, durante o evento. Os financiamentos realizados durante o salão estão isentos da Taxa de Custo Operacional.

BANCO REAL

Quem assinar propostas de crédito imobiliário durante o evento no estande do Banco Real terá desconto de 0,5 ponto porcentual nas taxas de juros na compra de imóveis acima de R$ 120 mil. Para correntistas do banco, os juros caem 1 ponto percentual. As condições promocionais incluem o financiamento com prazo de 25 anos, lançado na abertura do evento. A simulação e a pré-aprovação do crédito é feita na hora.

As taxas de juros para imóveis até R$ 120 mil são de 8% ao ano mais TR nos primeiros 4 anos e de 11,5% mais TR nos demais 21 anos. Para unidades até R$ 350 mil, o juro fica em 11% mais TR durante todo o período do contrato para não-correntistas do banco e de 10,5% mais TR para correntistas.

Momento é bom para investir

O Estado de São Paulo 30/09/2007
Quem comprar unidades para locar pode ter rendimento de até 12% ao ano, mais a valorização do imóvel

Renata Gama

Com a recuperação do mercado imobiliário, puxada pela vasta oferta de financiamento habitacional e pela estabilização da economia, volta-se a olhar para a compra do imóvel como forma de investimento muito vantajosa.

Para alguns especialistas do setor mais otimistas, os imóveis podem compensar até mais do que o mercado financeiro. E ressaltam que hoje investir em casas, apartamentos e salas comerciais com o objetivo de alugar pode ser uma boa oportunidade de negócio.

Houve um período, principalmente entre 1994 e 1998, em que o mercado de locação esteve estagnado. “Há dez anos, havia excesso de ofertas em função da economia recessiva. A procura caiu e isso fez com que o aluguel ficasse desvalorizado. Proprietários até davam desconto para segurar os inquilinos nos períodos de reajuste de contrato”, lembra José Roberto Graiche, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic). Mas depois que a moeda se estabilizou, o setor voltou a ficar aquecido.

Mesmo levando em conta o período de recessão, Graiche defende que o mercado de locação não deixou de ser rentável no longo prazo. “O aluguel sempre foi muito mal tratado pelos economistas que diziam ser melhor aplicar no mercado financeiro.

Mas, no acumulado dos últimos dez anos, os imóveis ganharam de todos os outros investimentos, com exceção da bolsa de valores”, afirma o advogado com base em uma pesquisa realizada pela própria Aabic divulgada esta semana.

CÁLCULO

Ele esclarece que, no momento atual, com a queda nas taxas de juros, investimentos em papéis devem render menos do que nos períodos anteriores. Isso torna os imóveis mais atrativos do que outras modalidades. Mesmo porque, a tendência é de forte valorização nos próximos anos, por causa do aquecimento do mercado.

Com isso, o preço do aluguel tende a aumentar também, já que o valor mensal da locação fica entre 0,7% a 1% do valor do bem, em média. Num cálculo superficial, o proprietário de um imóvel locado terá um retorno entre 8,5% e 12% ao ano com o aluguel, mais a valorização do bem.

Segundo o Índice Periódico de Valores Médios dos Aluguéis Residenciais (Ipevemar), em agosto, os valores das locações tiveram aumento de 1,09% - acima da inflação medida pelo IGP-M no mesmo período. A valorização acumulada dos últimos 12 meses é de 15,14%, contra 4,63 da inflação. A maior alta registrada em agosto ocorreu no segmento de apartamentos de um dormitório: 10,45%. A segunda foi no de casas de um dormitório, cuja valorização foi de 8,23%.

Mesmo com a recente movimento de inquilinos trocando o aluguel pela prestação da casa própria, Graiche afirma que o mercado de locação não deve deixar de ter procura.

“São Paulo é o centro financeiro e cultural do Brasil, onde muitas pessoas chegam para morar temporariamente. Sempre terá quem procura pelo aluguel”, garante. No Brasil, segundo ele, o mercado de locação ainda tem muito espaço para expandir. Segundo ele, aqui, 20% das moradias são alugadas, ao passo em que em vários países da Europa este valor passa de 30%.

Aliás, o financiamento pode até ser parceiro do mercado de locação: “Aconselho que mesmo o investidor que tenha disponibilidade para comprar à vista, em vez de comprar um imóvel, compre dois e financie o restante a uma taxa prefixada, no prazo de dez anos, de forma que o aluguel pague a prestação”, recomenda. Segundo Graiche, no fim do financiamento, o investidor terá dois imóveis pagos pelo próprio aluguel.
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