Autor(es): Felipe Frisch |
O Globo - 26/10/2009 |
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Come-cotas em novembro deve anular ganho do mês. Alta de juros em 2010 põe renda fixa em destaque novamente O investidor dos tradicionais fundos DI e de renda fixa, que acompanham a taxa básica de juros, Selic, hoje em 8,75% ao ano, deverá perder dois meses de rendimento este ano, para pagar o Imposto de Renda (IR) destas aplicações. E um desses meses será o de novembro, que começa daqui a uma semana e, à semelhança do que ocorre em maio, é quando incide o chamado "come-cotas". É esta a forma como o tributo é retido nas carteiras atreladas à taxa de juros: a cada seis meses, no último dia útil de maio e de novembro, o Leão morde o número de cotas equivalente a 15% da rentabilidade no período. Desconto do imposto é feito no número de cotas E o investidor desavisado destes fundos poderá levar um susto se simplesmente comparar o saldo do fim de outubro com o do fim de novembro, pois poderá ter a impressão de que perdeu dinheiro. De fato, perdeu, não em rentabilidade, mas em número de cotas, que viraram tributo, como explica o administrador de investimentos Fabio Colombo. |
terça-feira, 27 de outubro de 2009
IR de fundos será maior que rendimento mensal
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A Bolsa a um click de distância
26/10/2009
Negociar ações pela internet é opção para pessoa física. Veja como escolher sua corretora
Paulo Darcie, paulo.darcie@grupoestado.com.br
Um dos responsáveis pela popularização do mercado de capitais entre os investidores individuais, o home broker, serviço que permite a negociação de ações pela internet, ganha cada vez mais espaço. Em setembro teve sua maior participação da história na BM&F Bovespa: ao todo, 215,8 mil pessoas usaram a ferramenta, movimentando 31,2% do total negociado na Bolsa de Valores São Paulo (Bovespa). Para quem pensa em entrar no mercado de ações, o primeiro passo é a escolha de uma corretora de valores.
Somente corretoras podem fazer ordens de compra e venda no pregão, e sua escolha depende do perfil do usuário. Existem 67 delas operando o home broker e os serviços oferecidos variam bastante. A primeira decisão do investidor é se vai optar por uma corretora independente ou uma de banco.
“É comum que o investidor comece com as corretoras dos grandes bancos, pois eles têm alcance maior”, avalia o superintendente de marketing da Banifinvest, Bruno Di Giorgio. “Conforme o cliente vai conhecendo melhor suas preferências e o mercado, procura produtos mais adequados para ele”, afirma.
O professor de finanças do Insper, Ricardo Almeida, lembra que nas corretoras de bancos as operações podem ser feitas de modo mais rápido, pois não é preciso transferir dinheiro para a conta da corretora por meio de DOC ou TED.
Também devem ser levados em consideração os custos de operação cobrados por cada corretora. Sobre cada movimentação incide uma taxa de corretagem e, mensalmente, o cliente ainda paga uma taxa de custódia, para cobrir custos operacionais.
“Os custos variam de acordo com a estrutura da corretora e com os serviços extras que elas oferecem. Manter uma equipe de analistas tem seu preço”, lembra Almeida. O professor recomenda a escolha de acordo com a necessidade que o cliente tem de acessar produtos oferecidos. “Para quem não está familiarizado com o mercado, pagar um pouco mais pelas análises, cursos e gráficos pode ser essencial”, diz.
Quem pensa em começar a investir com valores muito baixos, no entanto, pode inviabilizar seus lucros por conta das taxas. “É possível comprar até mesmo uma única ação, que custe R$ 1, mas, se a taxa de corretagem pela operação for de R$ 5, vai ser difícil que esse negócio traga lucro”, afirma o diretor comercial da TOV, Valestan Ribeiro. Estipular ou não um valor mínimo para investimento no home broker é decisão de cada corretora.
Estudo
Comprar e vender ações sem “interferências”, porém, pode não ser o melhor para quem não conhece o básico do mercado.
“Tem que estudar. O ideal é ler balanços de empresas, aprender a interpretar as informações e saber exatamente do que está tratando”, ressalta o administrador de investimentos Fábio Colombo. “Boa opção para iniciantes, o fundo de ações tem um gestor especialista no assunto tomando as decisões”, afirma ele.
Além do fundo, uma outra alternativa, de acordo com Almeida, do Insper, é começar paralelamente no home broker e via telefone, com o operador, para “sentir o mercado”.
Outro risco, lembram os especialistas, é o vício que a facilidade de se comprar e vender papéis a qualquer momento pode trazer. “Tem que tomar cuidado para não utilizá-lo como se estivesse apostando. Mercado não é cassino”, alerta Colombo. “O investidor pode chegar a um ponto de querer ter um lucro maior a cada operação, sem fazer a análise necessária antes”, lembra. “Há uma ilusão de que é ‘charmoso’ comprar e vender ações sem o auxílio de profissionais, entretanto, se as decisões não tiverem embasamento, o prejuízo pode ser grande”, diz Almeida.
SAIBA MAIS
CUSTÓDIA
Taxa mensal que cobre custos operacionais das corretoras. Não é obrigatória, e há corretoras que a condicionam ao número de operações no mês
CORRETAGEM
Cobrada a cada ordem de compra ou venda. O valor, definido pela corretora, pode ser fixo ou uma fração do negócio
DAY TRADE
Operações de compra e venda de ações no mesmo dia, para lucrar com a diferença
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
No pós-Copom, giro dobra e juro cai
Por dentro do mercado - Luiz Sérgio Guimarães | |||
Valor Econômico - 23/10/2009 | |||
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Nem a surpreendente queda da taxa de desemprego conseguiu entusiasmar os "comprados" em taxa no mercado futuro de juros da BM&F. Diante do caminho da total estabilidade trilhado pelo Copom do Banco Central, não teve jeito de evitar mais uma rodada de baixa dos juros futuros. Um Copom não se esgota na decisão em si sobre a taxa Selic que irá vigorar pelos 45 dias seguintes. Ele pode manter a taxa mas, manejando habilmente o placar e o texto do comunicado, direcionar o mercado futuro para um lado ou para outro. Neste Copom de outubro, a estabilidade se deu nas três pontas: a taxa permaneceu no degrau historicamente baixo de 8,75%, a decisão foi tomada coesamente pelos oito integrantes do Comitê e nem uma vírgula foi mudada de lugar no texto da nota. Com essa plena passividade, o BC quis indicar ao mercado que as projeções de juros estão corretas? Nada disso. Os players entenderam que, para o BC, a curva estaria excessivamente inclinada para cima, embutindo aperto monetário em 2010 que o Copom não tem interesse em fazer. O declínio dos CDIs futuros foi geral. Não só os mais curtos recuaram. Os com vencimento mais distante também. E o volume de negócios dobrou, foi para 616 mil contratos no pregão normal. O juro para a virada do ano cedeu de 8,67% para 8,65%. O contrato mais negociado, para janeiro de 2011, recuou de 10,37% para 10,28%. A taxa do swap de 360 dias caiu de 9,99% para 9,89%. A queda em bloco mostra que o mercado continua confiando na capacidade de o BC fazer, no momento em que achar necessário, a coisa certa. Pois caso interpretasse que a decisão de manter a Selic estabilizada em 8,75% por longo período foi tomada levianamente - utilizando-se critérios outros que não os exclusivamente técnicos - as taxas mais longas subiriam. Isso porque, se não houvesse reação tempestiva a pressões inflacionárias, o aperto monetário exigido no futuro teria de ser bem mais intenso. Mas observe-se que a simples manutenção do comunicado não representa um pito do BC ao suposto exagero da inclinação positiva da curva futura. Caso quisesse derrubar para valer os juros futuros, o Copom não precisaria estabelecer dissenso no escore de 8 a zero em prol de um recuo da Selic na reunião de dezembro. Bastaria mudar o tom do comunicado, de forma a alargar ainda mais o horizonte do congelamento monetário. Se o Copom considera a taxa de 8,75% compatível com o cenário benigno de inflação desenhado para o "horizonte relevante", não será a taxa de desemprego calculada pelo IBGE - que caiu de 8,1% em agosto para 7,7% em setembro, quando os analistas esperavam baixa para 8% - que irá fazer a cabeça do mercado.
No mercado de câmbio, o dólar teve dois momentos distintos. De manhã, subiu até 0,93%, cotado a R$ 1,7410, para acompanhar a apreensão com a qual os grandes investidores globais receberam o resultado do PIB chinês no terceiro trimestre. Os mercados internacionais não ficaram decepcionados com o dado em si, embora tenha sido inferior às expectativas. A China cresceu 8,9% no trimestre, ante expansão de 7,9% registrada no período anterior, mas os economistas previam alta de 9,1%. Mas eles não gostaram nem da qualidade deste crescimento nem de sua sustentabilidade. O produto chinês cresce, por exemplo, mais em função de investimento do que de consumo - o contrário do processo brasileiro. À tarde, as bolsas americanas começaram a subir por causa de indicador americano antecedente exibindo ótimo crescimento - o Conference Board avançou 1% em setembro, na sexta alta consecutiva, para expectativa de +0,8% -, e o dólar devolveu a alta matinal. Fechou rigorosamente estável em R$ 1,7250. Só não caiu porque o IOF de 2% exerce inibições à livre movimentação de capitais voláteis, de curto prazo. Como a taxa come quase três meses da rentabilidade paga pela Selic, se o capital for embora agora o momento do reingresso terá de ser muito bem avaliado para que a variação cambial não anule fatia ainda maior da rentabilidade. Diante desse risco introduzido pela tributação, irão crescer as operações informais destinadas a driblá-la. E grande parte delas passa pelos mercados de derivativos, um fluxo de dólares sintéticos que não será alcançado pela estatística oficial da balança cambial. Luiz Sérgio Guimarães é repórter de finanças |
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Renda fixa apresenta retorno menor que fundos DI no mês até dia 16
Autor(es): Luciana Monteiro | |||
Valor Econômico - 22/10/2009 | |||
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A subida das taxas de juros futuras nas últimas semanas trouxe impacto nos fundos com papéis prefixados em suas carteiras. Os fundos de renda fixa, por exemplo, já apresentam ganhos inferiores aos dos fundos DI no acumulado do mês. Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), até o dia 16, as carteiras que podem aplicar em prefixados registram ganho médio de 0,34%, enquanto os DI rendem 0,38%. No mesmo período, o Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI, o juro interbancário que serve de referencial para as carteiras mais conservadoras) variou 0,36%. E essa diferença deverá se acentuar ainda mais por conta da elevação dos juros futuros nesta semana após a decisão do governo de taxar em 2% o capital externo para investimentos em renda fixa e ações, anunciada na segunda-feira.
A boa notícia é que as taxas projetadas no mercado futuro também podem representar a oportunidade de o investidor travar agora ganhos maiores. Isso porque muitos analistas avaliam que as taxas futuras estão muito acima do que a correção que o governo deve fazer na Selic. Haveria, portanto, prêmios nos papéis prefixados, principalmente naqueles com vencimento mais longos. Este seria, portanto, um momento interessante para aplicar num fundo de renda fixa. Já os investidores que já estão numa carteira desse tipo estão perdendo, mas não devem sair para não perderem a recuperação que essas aplicações terão. O desempenho dos renda fixa pode ser explicados por alguns motivos. Primeiramente, diante dos sinais de recuperação da economia brasileira, os investidores começaram a projetar um aumento da Selic no futuro para evitar pressões inflacionárias. A segunda causa estaria no temor com relação à substituição de do presidente do Banco Central (BC) e de três diretores. A alta mais recente do juro futuro foi por causa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% sobre investidores estrangeiros em ações e títulos de renda fixa. Para compensar esse custo maior, o investidor externo passou a exigir um retorno maior. "Acho que neste momento o melhor que o investidor tem a fazer é não fazer nada", avalia Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ. "O juro futuro pode estar exagerado porque a Selic pode não subir tudo isso que o mercado está projetando", diz. Ele, por exemplo, trabalha com a Selic em 10,75% no fim do ano que vem, admitindo um BC conservador e não desenvolvimentista. "De qualquer forma, este é um momento delicado, portanto, não faria mudança de portfólio agora", afirma. "Acho que a história do IOF traz uma volatilidade desnecessária." No acumulado do ano, entretanto, os fundos de renda fixa ainda ganham mais que os DI. Até o dia 16, o ganho soma 8,51%, enquanto os fundos DI rendem 8,27% em média. O CDI no período apresenta variação de 8,02%. |
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Taxação cria oportunidade em títulos prefixados
Autor(es): Alessandra Bellotto |
Valor Econômico - 21/10/2009 |
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A medida do governo de taxar o capital estrangeiro que entra no país para investimentos em ações e títulos de renda fixa com Imposto de Operações Financeiras (IOF) de 2% mexeu com a curva de juros, formada pelas projeções do mercado financeiro para o CDI para diferentes períodos. Os vencimentos mais longos, os preferidos dos estrangeiros, foram os mais afetados, com a alta dos prêmios exigidos para acomodar a nova taxação. Isso abriu oportunidades para o investidor local. Mas vale ressaltar que as taxas pagas estão maiores porque a percepção de risco também piorou. "A curva de juros abriu (com a alta dos prêmios) para acomodar o investidor estrangeiro e o retorno para o local ficou melhor", afirma o economista-chefe da corretora Gradual, Pedro Paulo da Silveira. Segundo ele, o aumento dos prêmios não chega a ser proporcional aos 2% de taxação, mas está acima de 1%. Ele cita como exemplo o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2012 negociado na BM&F, que chegou a pagar 11,70% ontem, ante 11,20% da véspera. Esse aumento de meio ponto ao ano, afirma Silveira, no prazo de 26 meses até o vencimento significa um ganho de 1,10% na taxa. Para o investidor do varejo, na visão do economista, há boas oportunidades nas Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), títulos prefixados. No Tesouro Direto, sistema de negociação de títulos públicos para pessoa física, as NTN-F de mesmo vencimento foram negociadas ontem a 11,91%. "Neste nível de taxa, vale a pena apostar no papel", acredita Silveira. Ele argumenta que, mesmo num cenário bastante conservador - de alta do juro de 0,25 ponto percentual em dezembro e outras seis de meio ponto no ano que vem, elevando a Selic dos atuais 8,75% para 12% -, a aplicação ainda oferece um potencial de retorno atraente. Isso porque o CDI estimado para esse período, levando em conta o aumento da Selic para 12% no fim do ano que vem, é de 11,10%. "Esse é o preço justo estimado para a NTN-F hoje, o que significa que quem conseguir uma taxa de 11,91% estará recebendo mais de 107% do CDI", diz. Entre as diversas alternativas disponíveis para o investidor, a renda fixa de longo prazo é a que mais oferece oportunidades hoje, na visão de Carlo Moratelli, diretor de investimentos da Orey Financial Brasil, family office controlado pelo grupo português Orey. Ele cita a diferença grande entre as taxas dos contratos de juros futuros de curto e longo prazos. Enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2010 marcava ontem 8,67%, o de 2017 pagava 12,94%, uma diferença de mais de 4 pontos percentuais. "Uma taxa de quase 13%, apesar do horizonte de longo prazo, pode significar um juro real de cerca de 8%, considerando uma inflação de 5%", diz. Moratelli ressalta, contudo, que não há indícios de pressão forte dos preços. As NTN da série B, títulos públicos que pagam IPCA mais juro, também passaram a oferecer prêmios maiores. Os títulos com vencimento em 2017 ontem foram negociados a 6,70%. Quanto mais perto dos 7%, melhor, destaca o diretor da Orey. Ele lembra que no auge da crise financeira, em outubro, esses títulos chegaram a sair a 10% e, no início deste ano, ainda num cenário conturbado, a 7,70%. Na mínima do ano, o juro foi de 6,25%. "Os prêmios voltaram a subir e pode ser oportunidade para o investidor que quer se proteger de inflação." Hoje, o juro real (descontada a inflação) está pouco acima de 4%, compara. Além disso, Moratelli acredita que o risco de investir em ações no curto prazo aumentou, por conta da taxação. "A bolsa precisa de fluxo novo e contínuo para manter o crescimento", afirma. Para o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho Filho, operar no mercado de renda fixa pode ser muito arriscado no momento. "A curva abriu, mas porque há muitas incertezas sobre o cenários de juros e a taxação é só mais uma delas", diz. Ele cita a possível saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central e a própria eleição presidencial. Os títulos mais longos estão sujeitos a todos esses fatores de risco, lembra Carvalho, e não oferecem prêmios tão vigorosos assim. |
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Siga o site e pague menos
Fique de olho nas promoções relâmpago feitas pelas lojas online onde é possível encontrar
computadores com até 57,5% de desconto
Marília Almeida
Jornal da Tarde
16/10/2009
O hábito de acompanhar os sites de venda online das principais redes varejistas pode render bons descontos na compra de computadores. A maioria dos sites oferecem desktops (computadores de mesa), notebooks e netbooks (mini-computadores), com descontos que podem chegar a 57,5% em promoções relâmpago. Esta é a economia obtida na compra de um notebook Pentium Dual Core com 2 GB da Semp Toshiba, que sai de R$ 4.699 por R$ 1.999 no site da Shoptime (veja ofertas na tabela ao lado).
Em sites como Americanas.com, Fast Shop e Saraiva, é comum ver a etiqueta 'só hoje', com reduções significativas nos preços de produtos de informática. Passada a promoção, os mesmo itens são encontrados a preços "normais". No site da Fnac, além das ofertas do dia, há mais de 150 produtos de tecnologia com descontos de até 40%.
Para acompanhá-las, vale abusar de ferramentas como e-mail e redes sociais, como o Twitter, microblog onde é possível seguir as promoções instantâneas das empresas, literalmente. Outra boa ferramenta para pesquisa é o comparador de preços, pois a diferença entre um mesmo modelo de computador pode chegar a 70% dependendo da loja virtual, diz Marcelo Salvador, gerente comercial da consultoria E-bit.
"É o momento para aproveitar promoções, pois as lojas estão conseguindo boas negociações em produtos importados por causa da desvalorização do dólar."
Eugenio Foganholo, diretor da consultoria de varejo Mixxer, explica que essas promoções são uma 'isca' para o consumidor acompanhar o site e criar possibilidades para a compra de outros produtos durante a pesquisa.
O músico André Farias Leite da Silva Ramos, 34 anos, conseguiu 12% de desconto em um notebook em uma promoção relâmpago. André achou a oferta após pesquisar quase diariamente nos sites durante oito meses.
"O frete era gratuito, o site oferecia opção de parcelamento em doze vezes e ainda consegui mais 10% de desconto ao optar pelo pagamento com cartão de crédito. Tudo isso fez com que a compra coubesse no meu bolso"
Ipod em 12x sem juros
A Apple lançou sua loja virtual brasileira este mês e oferece brinde para qualquer pedido feito pelo site. Ao acessá-lo, o consumidor encontra condições de pagamentos facilitadas. Qualquer produto pode ser parcelado em até doze vezes sem juros e o frete é gratuito para pedidos acima de R$ 120.
A loja também oferece serviços, como personalização de computadores, gravação gratuita na superfície de Ipods e caixas para presentear.
Para ficar por dentro das ofertas do site, basta inserir e-mail na home do site apple.com/br e se cadastrar para recebê-las.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Caderneta para maiores
Desistência do governo de tributar poupança dá aos grandes investidores vantagens num ambiente de juro baixo.
Por Angelo Pavini e Luciana Monteiro, de São Paulo |
A decisão do governo de desistir definitivamente - depois de muitas idas e vindas - da tributação da poupança permite ao investidor com maior volume de recursos aproveitar as vantagens da caderneta neste ambiente de juro baixo. Antes, havia a expectativa de que os ganhos dos saldos acima de R$ 50 mil seriam tributados, o que inibia investidores com valores maiores fazerem a troca de fundos conservadores - DI e renda fixa - mais caros pela caderneta. Agora, vale a pena fazer as contas. Olhando apenas a rentabilidade e imaginando que os fundos rendam somente o CDI, hoje com a taxa Selic de 8,75% ao ano, a caderneta seria vantajosa para quem não conseguir uma taxa de administração inferior ou igual a 1% em prazos abaixo de um ano. A partir de 0,75% de taxa de administração, o retorno do fundo empata ou ganha da poupança em todos os prazos. Mas se os juros subirem nos próximos meses, a situação para os fundos melhora. Com uma Selic de 9,75%, fundos com taxa de administração de 2% passam a empatar com a caderneta a partir de prazos superiores a um ano. Com 1,5% de custo, os fundos ganhariam da poupança em qualquer prazo. Já se os juros subirem mais, atingindo 10,75% ao ano, fundos com taxa de 3% passam a ser competitivos com a poupança nos prazos superiores a um ano. E carteiras com taxa de 2,5% empatam ou ganham das caderneta em qualquer prazo. Olhando o cenário de juros, a expectativa do mercado é de que as taxas comecem a subir no fim do ano que vem. Isso significaria quase um ano de rentabilidade mais alta para a caderneta. E, mesmo com a alta dos juros, a estimativa é de que o Banco Central (BC) pare a Selic em 11% ao ano no primeiro semestre de 2011. Haveria, portanto, um espaço ao menos para diversificação, com parte dos recursos novos indo para caderneta no curto prazo. Para o investidor que já está em fundos, é preciso avaliar se a troca pela caderneta vale a pena considerando o prazo que o dinheiro já está aplicado. Sacar antes de dois anos significará pagar mais imposto. E, mesmo para quem já está há dois anos, se mais adiante a decisão for voltar para o fundo, será preciso recomeçar a contagem do tempo. Também é preciso levar em conta as comodidades oferecidas pelos fundos, como o resgate diário sem perda da rentabilidade passada. Na caderneta, os resgates sem perda de rendimento são permitidos apenas uma vez por mês. Em compensação, os fundos pagam imposto antecipadamente, a cada seis meses, por meio do chamado "come-cotas". No geral, porém, a caderneta se torna competitiva em relação aos fundos e também em relação a outras aplicações, como CDBs e títulos do Tesouro Direto. Nesse nível de Selic e diante do histórico das taxas de administração dos fundos de investimento no Brasil, a caderneta de poupança continua a melhor opção para o pequeno investidor, diz Rodrigo Menon, sócio do escritório de aconselhamento financeiro Beta Advisors. "Mesmo no caso do Tesouro Direto fica difícil competir, pois é preciso conseguir uma taxa de custódia e de corretagem baixas para compensar", avalia. Independentemente do nível dos juros, o investidor tem de zelar sempre pelos custos das aplicações e o Tesouro Direto é uma das melhores opções, avalia Marcia Dessen, sócia do Grupo Educacional Bankrisk. A grande maioria das corretoras cobra até 0,4% ao ano de taxa de custódia, mas há instituições nas quais o investidor não tem custos. Se um aplicador comprar uma LFT (Letra Financeiro do Tesouro, papel pós-fixado) que paga 100% do CDI usando como intermediária uma corretora que cobra 0,4% ao ano, terá no final o equivalente a 95% do CDI. Diante desse cenário, os CDB perdem atratividade, avalia Marcia, pois a necessidade de captação dos bancos caiu e já é difícil conseguir taxas acima de 90% do CDI. "É mais interessante, portanto, obter 100% do CDI num título do Tesouro Direto", diz. Já para os investidores com maiores valores para aplicar - algo entre R$ 300 mil e R$ 500 mil -, há outros instrumentos para otimizar a carteira, diz Menon. Ele cita os fundos imobiliários, de capital protegido ou mesmo os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). "Com o CDI menor, cai também o custo de oportunidade do investidor", diz ele. "Hoje é mais fácil arriscar deixar de ganhar 8,75% ao ano diversificando do que quando os juros estavam altos." Para valores até R$ 30 mil, a caderneta de poupança é imbatível, diz Eduardo Jurcevic, superintendente de investimentos do Grupo Santander Brasil. "Mas isso vale para quem pode deixar o dinheiro aplicado e só resgatar no vencimento, senão o fundo pode compensar mais", observa. Segundo ele, com R$ 30 mil já é possível um investidor conseguir um fundo DI com taxa de administração de 1% ao ano no Santander, uma taxa bastante competitiva. Ele lembra ainda que a alta dos juros no ano que vem pode mudar essa relação. "Esperamos que o juro suba já no primeiro semestre e atinja 11,75% no fim de 2010". Nesse caso, o ganho dos fundos seria muito maior, especialmente os DI. Para William Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV-SP, a migração de fundos para caderneta não deve ser grande, apesar da vantagem. "O investidor dá prioridade para a preservação de valor antes do ganho e, se a caderneta vai ganhar mais por algum tempo, ele pode não se preocupar tanto em migrar pois sabe que isso vai mudar mais adiante", diz Eid. O fato de muitos fundos reduzirem o valor mínimo de aplicação para fundos com taxas mais baixas também ajudam a evitar essa migração. O fim da discussão da tributação pode levar alguns grandes investidores a aplicar em poupança, admite Marcelo Giufrida, presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Mas a migração não deve ser muito grande, considerando que a previsão é de que os juros voltarem a subir no ano que vem, beneficiando os fundos. Giufrida observa também que a maioria dos fundos tem conseguido rentabilidade acima do CDI. "As simulações de ganho dos fundos não consideram isso", lembra. O motivo é que cada vez mais os fundos aplicam em papéis privados e reduzem a parcela em títulos indexados ao juro diário. Giufrida acha que a discussão sobre a poupança deve voltar quando os juros tornarem a cair no futuro, para evitar distorções no mercado financeiro. No Congresso, líderes do PT já estudam outras fórmulas para a caderneta de poupança, incluindo atrelar os juros à Selic para valores acima de R$ 120 mil. |