Folha de São Paulo 17/12/2010
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Este blog foi feito para partilhar minha experiência pessoal e o material aqui publicado não deve ser interpretado como sugestão de investimento ou como uma oferta de compra e venda de qualquer título de valor mobiliário ou outro produto financeiro
Folha de São Paulo 17/12/2010
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Jornal do Brasil
13/10/2010
Caderneta atrai R$ 5,7 bilhões com o décimo terceiro, mas há investimentos melhores
Antonio Puga
A caderneta de poupança sempre foi a principal forma encontrada por boa parte dos assalariados brasileiros para economizar algum dinheiro. Só a Caixa Econômica Federal agrega mais de 37 milhões de poupadores. Isso significa cerca de 300 mil novas contas abertas a cada mês. Segundo um levantamento do instituto Data Popular, somente as classes C, D e E aplicarão na poupança R$ 5,7 bilhões neste fim de ano, por conta do 13º salário.
Apesar de toda a segurança, essa modalidade de investimento vem sendo questionada por economistas e especialistas do mercado financeiro, que defendem outras formas de aplicar o dinheiro. Para o coach financeiro da Trader Brasil Escola de Investidores, Alan Soares, o brasileiro procura a poupança por não conhecer outras formas de aplicação.
– Boa parte da população não entende conceitos de finanças, e isso traz problemas na hora de criar um plano de investimentos.
A poupança é corrigida pela taxa referencial mais 0,5% e não perde nada para o imposto de renda. Mas só oferece garantia com relação aos depósitos de até R$ 60 mil. Só que essa salvaguarda se estende a diversos outros tipos de investimento, como o certificado de depósito bancário (CDB).
Ao final de um ano, o rendimento total da poupança fica em torno de 6%, enquanto o CDB, que é uma aplicação de baixo risco, pode chegar a 10%.
O mérito da poupança é não ter limite de investimento. O estudante Ricardo Saldanha, 18 anos, tem a sua caderneta.
– Do dinheiro que ganho no estágio, destino uma parte para poupança. Sei que não rende muito, mas é uma forma de ter algum rendimento. Com o dinheiro que juntei já comprei um computador – conta.
Mulheres são mais da metade dos poupadores
Por mais que existam outras formas de aplicações, a importância da poupança pode ser medida em números. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, segundo dados do Banco Central, a caderneta teve uma captação líquida (depósitos menos retiradas) de R$ 32,3 bilhões.
Um levantamento da Caixa Econômica Federal sobre o perfil dos poupadores mostra que 41% estão na faixa de 21 a 40 anos, sendo que as mulheres predominam no segmento de menor renda, respondendo por 54%. Já os homens são maioria no patamar de maior renda, com 60%.
A opção pela poupança tem explicação: apesar do baixo rendimento que oferece, abrir uma conta não exige grandes somas, e há isenção de imposto e de taxa de manutenção.
Para abrir a conta, basta ter um documento de identidade, CPF e um comprovante de residência. O valor do depósito inicial varia de banco para banco.
Folha de São Paulo 13/10/2010
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Folha de São Paulo
folhainvest
13/10/2010
Planos privados que investem em títulos públicos, ainda pouco comuns, têm a maior rentabilidade no ano
Aplicação é indicada para longo prazo, mas apresenta riscos e deve ser mesclada com outros investimentos
MARIANA SCHREIBER
Os fundos de previdência que investem em títulos públicos atrelados à inflação (NTNs), ainda pouco comuns, são os que somam a maior rentabilidade no ano.
E, com a perspectiva de continuidade de crescimento da economia, o que tende a pressionar os preços, esses ativos representam um meio efetivo de proteger o valor do dinheiro no longo prazo.
Na Icatu Seguros, os dois planos que investem em NTNs são os mais rentáveis entre os de previdência.
Em 2010, o fundo que aplica em títulos atrelados ao IPCA (NTN-Bs) rendeu 15,36% até novembro, e o que acompanha a variação do IGP-M (que não é mais emitido pelo Tesouro Nacional) somou 19,58%. Nos últimos cinco anos, ambos acumulam rendimento superior a 100%.
Os números atraem novos poupadores, mas o gerente comercial da Icatu, Sérgio Prates, afirma que há riscos na aplicação e que o ideal é diversificar os investimentos.
Ele explica que o preço do título varia de acordo com a expectativa de inflação. Se há uma tendência de queda, diminui a procura pelo papéis e eles se desvalorizam.
"Por isso, quem quiser se desfazer do título antes de seu vencimento pode ter perdas. Porém, se mantiver os papéis até o prazo final, a rentabilidade contratada é garantida", disse.
O primeiro plano do tipo lançado pelo Itaú, há um ano, também tem o melhor desempenho no segmento de previdência do banco, em 2010. O Flexprev Índice de Preço, que investe 90% do patrimônio em NTN-Bs, rendeu 13,31% até novembro.
TESOURO DIRETO
Quem quiser aplicar nesses títulos também pode comprá-los diretamente através do Tesouro Direto.
A rentabilidade acumulada em 2010 pelas NTN-Bs varia de 11,79% (papel com vencimento em 2011) a 19,37% (com vencimento em 2045).
Os papéis à venda no momento pagam a variação do IPCA mais uma taxa anual de cerca de 6% -rendimento considerado elevado.
O administrador de investimento Fabio Colombo observa que títulos muito longos representam mais risco.
"Se houver alta do juro real, o investidor pode ter prejuízo. O melhor é diversificar os investimentos entre NTNs e LTNs (que pagam uma taxa pré-fixada)."
O engenheiro e professor da PUC-Rio Luiz Conrado apostou nas duas estratégias para garantir uma boa aposentadoria.
Ele investe desde 2006 em NTN-Bs e LTNs e também contribui, desde 1995, para o fundo de previdência fechado da PUC.
O fundo é administrado por um grande banco, mas ele é o responsável, dentro da universidade, por fiscalizar sua rentabilidade.
Ele conta que a maior parte do patrimônio está em títulos atrelados ao IGP-M. O resto divide-se entre títulos atrelados ao IPCA, à Selic e em ações.
"É um fundo recente para previdência, mas está dando ótima rentabilidade. Quem está se aposentando tem ficado satisfeito", disse.
Ele se aposenta em janeiro com planos de manter os investimentos em títulos públicos e, aos poucos, migrá-los para papéis que paguem rendimentos semestrais.
"Investia em títulos cujo rendimento era reaplicado automaticamente nos mesmo papéis. Agora, vou receber esse valor a cada seis meses para complementar minha renda", explicou.
O Globo
02/12/2010
Proporção das famílias que alugam imóvel subiu de 13% para 17%
ANTÔNIO MARCOS e Luciana alugam apartamento conjugado por R$450
Fabiana Ribeiro
Os gastos com aluguel pesam bem mais no orçamento das famílias do que as despesas com financiamento do imóvel. É o que aponta estudo do Ipea sobre os dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, referentes aos períodos 2002/2003 e 2008/2009. Pelo estudo, a despesa dos mutuários com financiamento consome 6,66% da sua renda anual. Já o gasto com aluguel compromete quase o dobro do orçamento do ano, 12,14% da renda de quem tem esse custo.
- Está mais barato financiar um imóvel do que pagar o aluguel. Os preços dos aluguéis têm subido absurdamente, a partir de contratos curtos, de 30 meses, que não trazem qualquer proteção ao consumidor. Já o sistema de crédito imobiliário tende a proteger mais o consumidor, inclusive contra especulações. Além disso, o valor das prestações já está estabelecido, mesmo que haja valorização do imóvel - diz Pedro Humberto Carvalho, pesquisador do Ipea, para quem o Minha Casa, Minha Vida procura aumentar o crédito para a população de baixa renda.
Apesar da participação do aluguel no orçamento das famílias ter se mantido praticamente estável, mais brasileiros estão pagando aluguel. De acordo com o Ipea, a proporção das famílias que têm aluguel a pagar subiu de 13% para 17% entre os períodos de 2002/2003 e 2008/2009. Contudo, a desigualdade também aparece nesse quesito. Os dados mostram que o aluguel representa de 15% a 20% da renda familiar dos pagantes mais pobres (renda familiar mensal de até R$913,09). E apenas de 5% a 7% dos mais ricos (com renda familiar mensal de até R$117.219,20). Como efeito dessa distorção, há, para o Instituto, incentivo à informalidade urbana e à autoconstrução ilegal.
O médico Alexandre Marques ainda não tem como fugir do aluguel, mas sonha em ter uma casa própria:
- Amanhã mesmo (hoje) vou ao banco pedir um empréstimo para comprar um apartamento. Os preços de aluguel estão muito altos.
O garçom Antônio Marcos Batista e a balconista Luciana Salkine pensam em dar entrada em um imóvel no futuro. Hoje, alugam um conjugado por R$450.
- Pagamos aluguel há cinco meses. Mas estamos economizando para comprar uma casa - diz Luciana.
Folha de São Paulo
01/12/2010
CONCORRÊNCIA
DE SÃO PAULO - Os clientes dos bancos podem consultar, a partir de hoje, a relação dos pacotes de tarifas oferecidos pelas instituições financeiras.
A nova ferramenta via internet permite a comparação de 72 pacotes de serviços dos 13 maiores bancos do país -Bradesco, Citibank, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banrisul, Itaú, Mercantil do Brasil, Safra, Santander, Banestes, BRB, Caixa Econômica Federal e HSBC.
Até ontem, o sistema só comparava as 46 tarifas mais utilizadas pelos consumidores e os pacotes padronizados criados pelo Banco Central.
No sistema, os consumidores podem fazer pesquisas sobre pacotes por parâmetros como preço e quantidade de determinados serviços. Um cliente poderá ver, por exemplo, qual pacote de tarifa mais se encaixa no seu perfil particular de consumo de serviços como emissão de cheques.
Lançado em setembro de 2007, o programa Star (Sistema de Divulgação de Tarifas e Serviços Financeiros) foi a primeira iniciativa conjunta dos bancos na área de autorregulação. Surgiu como resposta às discussões no governo para controlar as tarifas bancárias, cuja regulamentação só começou a valer em abril de 2008.
"O Star aumentou a concorrência e reduziu as reclamações sobre tarifas no BC, nos Procons e nas ouvidorias dos bancos", disse Ademiro Vian, diretor-adjunto de Produtos da Febraban.
O Star fica no endereço www.febraban-star.org.br.