Jornal da Tarde
06/04/2008
Facilidade de pagamento e melhora do poder aquisitivo fazem crescer a compulsão por gastar
FABIO LEITE, f.leite@grupoestado.com.br
Considerados dois dos principais estímulos da economia brasileira nos últimos anos, o aumento da oferta de crédito e a elevação do poder aquisitivo dos brasileiros também têm feito crescer o grupo de consumidores que perdem o controle sobre os gastos - os chamados compulsivos por compras. Especialistas alertam que a gastança excessiva e sem necessidade é uma doença que tem se tornado mais comum devido, principalmente, às facilidades de pagamento existentes.
Só o ambulatório voltado a compradores compulsivos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), criado há um ano para atender a essa nova demanda de pacientes - hoje são dez em tratamento - , tem 40 pessoas na fila de espera. 'Esse aumento está associado, sem dúvida, às facilidades do acesso ao crédito. Essas pessoas normalmente têm baixa auto-estima e são facilmente influenciadas pela propaganda', diz a coordenadora Vanessa Filomenski.
Para a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) , Maria Inês Dolci, o quadro ficou ainda mais preocupante nos últimos cinco anos por conta da melhora no poder de compra das classes C, D e E - que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem subido anualmente 2% há quatro anos. 'A fartura de crédito faz com que muitos consumidores fiquem iludidos, principalmente aqueles que não tinham condições de comprar e hoje têm', diz.
Uma pesquisa de março da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que o porcentual de consumidores que se endividaram em razão do descontrole nos gastos subiu de 10% para 13% em um ano. Essa já é a segunda causa de inadimplência. Na esteira, números do IBGE revelam que a soma anual do consumo das famílias brasileiras saltou de R$ 1,1 trilhão em 2004 para R$ 1,5 trilhão no ano passado. O aumento de R$ 400 bilhões, aliás, corresponde à alta do volume de vendas do varejo brasileiro em 2007, que, segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), cresceu 8% em relação no ano anterior.
Diagnóstico
A coordenadora do ambulatório de dependências não-químicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Juliana Bizeto, afirma que é possível diagnosticar a compulsão com base em apenas três características do consumidor: se ele compra mais do que gostaria; se quer parar de comprar e não consegue; e se não usufrui do que comprou. A especialista ressalta que a compulsão atinge consumidores de todas as classes. 'O que muda é o objeto de compra', diz.
As mulheres são a maioria (60%) entre os que procuram tratamento. Já a média de idade é de 40 anos, embora a compulsão possa começar por volta dos 18 anos, quando os jovens passam a ganhar o próprio dinheiro. Juliana diz que quanto antes a pessoa fizer o tratamento, menores serão as chances de comprometer o patrimônio. 'A maioria das pessoas que nos procura está no nível avançado. Algumas já perderam o emprego, se divorciaram ou se endividaram muito, deteriorando grande parte do patrimônio por causa da compulsão.'
Por conta da dimensão do problema, a Pro Teste decidiu elaborar um questionário (veja ao lado) para que os consumidores descubram se são compulsivos. Se o número de respostas 'sim' superar dez, considere-se mais um refém do consumo e procure tratamento.
EVITE O EXAGERO
Defina prioridades e analise seu orçamento antes de consumir
Programe os gastos para pagar integralmente, sem se endividar
Pague as suas contas em dia para evitar multas
Se possível, negocie a data para o vencimento de suas dívidas
Se você tiver dívidas, tente quitá-las o quanto antes
Faça uma poupança para eventuais problemas financeiros
Não encare o limite do cheque especial como parte da renda
Observe as ofertas, mas não se deixe seduzir por elas
domingo, 6 de abril de 2008
Crédito imobiliário não concorre com aluguéis
O Estado de São Paulo
06/04/2008
João Teodoro da Silva *
Nos últimos meses, fala-se tanto sobre as facilidades oferecidas pelos bancos para aquisição de financiamento imobiliário, que deve ter locatário se perguntando se ainda faz sentido arcar com o aluguel, quando há a alternativa de se pagar uma prestação (a um valor que pode ser reduzido, devido ao prazo de financiamento em até 30 anos). A movimentação do mercado também deve suscitar dúvidas naqueles que pretendem investir em imóvel para aluguel. Ainda valerá a pena?
O impulso recebido pelo setor imobiliário brasileiro no último ano não abalou o segmento de aluguel de imóveis. A demanda não desaparecerá da noite para o dia, nem os investidores terão perdas por causa da oferta de crédito - o volume de negócios imobiliários atualmente realizados por meio de financiamentos é ainda bem menor do que os que envolvem recursos próprios.
Outro motivo relevante para que o quadro se mantenha inalterado é o grande déficit de moradias registrado no país, que ainda está longe de ser atendido. De acordo com recente estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas para o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), o Brasil precisaria de 27,7 milhões de novas moradias, até 2020, para zerar o atual déficit habitacional. Sendo que, desse total, 70% a 75% são famílias com renda familiar de até dez salários mínimos, a faixa de renda mais carente de habitação e justamente a que tem mais dificuldades de atender às exigências dos bancos para concessão de crédito.
Sendo assim, o investimento em imóveis para aluguel mantém-se como uma modalidade garantida, para quem não quer se arriscar perante as incertezas da economia. Hoje, a média de retorno para quem aplica em imóveis é a mesma do início do ano passado, de 0,6%, podendo chegar em alguns casos específicos a 1,6%. No caso dos imóveis comerciais, o rendimento mensal pode ser ainda maior. Essa média é calculada sobre o valor de venda do imóvel, o que equivale dizer que alguém que compre um apartamento no valor de R$ 100 mil, por exemplo, poderá ter um ganho mensal de R$ 600 a R$ 1.600. O ganho varia de acordo com características e localização do imóvel. No caso de apartamentos, o número de vagas de garagem e equipamentos oferecidos pelo condomínio (como área de lazer e elevador, por exemplo) podem tornar o aluguel mais alto.
Embora o porcentual seja pequeno se comparado com os rendimentos de outras aplicações, é preciso contabilizar também os ganhos com a valorização do imóvel. Quando a intenção é adquirir um imóvel para alugar ou vender pouco tempo depois, o investidor deverá saber escolher um que esteja localizado em área de valorização inquestionável - como as faixas litorâneas, por exemplo - e que ofereça boa liquidez. O que pode ser feito com a consultoria de um corretor imobiliário.
A liquidez, aliás, é o aspecto mais criticado por quem se opõe ao imóvel como modalidade de investimento. Mas vai depender muito da necessidade do investidor de se desfazer do bem. Se ele não precisar vendê-lo às pressas, certamente irá obter ganho real na venda. Portanto, quando feito com o devido planejamento, o investimento em imóveis se apresenta como o mais seguro, sobretudo porque compreende um investimento sólido, um bem de raiz. Vale frisar que todas as grandes fortunas estão alicerçadas em patrimônio imobiliário. Mesmo quando alguém adquire ações, por exemplo, está, por via transversa, adquirindo imóveis.
*João Teodoro da Silva é presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci)
06/04/2008
João Teodoro da Silva *
Nos últimos meses, fala-se tanto sobre as facilidades oferecidas pelos bancos para aquisição de financiamento imobiliário, que deve ter locatário se perguntando se ainda faz sentido arcar com o aluguel, quando há a alternativa de se pagar uma prestação (a um valor que pode ser reduzido, devido ao prazo de financiamento em até 30 anos). A movimentação do mercado também deve suscitar dúvidas naqueles que pretendem investir em imóvel para aluguel. Ainda valerá a pena?
O impulso recebido pelo setor imobiliário brasileiro no último ano não abalou o segmento de aluguel de imóveis. A demanda não desaparecerá da noite para o dia, nem os investidores terão perdas por causa da oferta de crédito - o volume de negócios imobiliários atualmente realizados por meio de financiamentos é ainda bem menor do que os que envolvem recursos próprios.
Outro motivo relevante para que o quadro se mantenha inalterado é o grande déficit de moradias registrado no país, que ainda está longe de ser atendido. De acordo com recente estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas para o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), o Brasil precisaria de 27,7 milhões de novas moradias, até 2020, para zerar o atual déficit habitacional. Sendo que, desse total, 70% a 75% são famílias com renda familiar de até dez salários mínimos, a faixa de renda mais carente de habitação e justamente a que tem mais dificuldades de atender às exigências dos bancos para concessão de crédito.
Sendo assim, o investimento em imóveis para aluguel mantém-se como uma modalidade garantida, para quem não quer se arriscar perante as incertezas da economia. Hoje, a média de retorno para quem aplica em imóveis é a mesma do início do ano passado, de 0,6%, podendo chegar em alguns casos específicos a 1,6%. No caso dos imóveis comerciais, o rendimento mensal pode ser ainda maior. Essa média é calculada sobre o valor de venda do imóvel, o que equivale dizer que alguém que compre um apartamento no valor de R$ 100 mil, por exemplo, poderá ter um ganho mensal de R$ 600 a R$ 1.600. O ganho varia de acordo com características e localização do imóvel. No caso de apartamentos, o número de vagas de garagem e equipamentos oferecidos pelo condomínio (como área de lazer e elevador, por exemplo) podem tornar o aluguel mais alto.
Embora o porcentual seja pequeno se comparado com os rendimentos de outras aplicações, é preciso contabilizar também os ganhos com a valorização do imóvel. Quando a intenção é adquirir um imóvel para alugar ou vender pouco tempo depois, o investidor deverá saber escolher um que esteja localizado em área de valorização inquestionável - como as faixas litorâneas, por exemplo - e que ofereça boa liquidez. O que pode ser feito com a consultoria de um corretor imobiliário.
A liquidez, aliás, é o aspecto mais criticado por quem se opõe ao imóvel como modalidade de investimento. Mas vai depender muito da necessidade do investidor de se desfazer do bem. Se ele não precisar vendê-lo às pressas, certamente irá obter ganho real na venda. Portanto, quando feito com o devido planejamento, o investimento em imóveis se apresenta como o mais seguro, sobretudo porque compreende um investimento sólido, um bem de raiz. Vale frisar que todas as grandes fortunas estão alicerçadas em patrimônio imobiliário. Mesmo quando alguém adquire ações, por exemplo, está, por via transversa, adquirindo imóveis.
*João Teodoro da Silva é presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci)
sábado, 5 de abril de 2008
Juros congelados para casa própria
Jornal da Tarde
05/04/2008
Taxas cobradas em financiamentos com pagamento de 15 anos
estão estáveis desde maio do ano passado na maioria dos bancos
RODRIGO GALLO, rodrigo.gallo@grupoestado.com.br
Os bancos praticamente ‘congelaram’ as taxas de juros dos financiamentos imobiliários nos últimos dez meses. O Jornal da Tarde chegou a essa conclusão ao fazer simulações de empréstimos pela internet, de R$ 80 mil e R$ 100 mil, no prazo de 15 anos. As análises foram realizadas em maio do ano passado e refeitas nesta semana, e as comparações dos dados comprovam que os porcentuais cobrados pelas instituições financeiras sofreram poucas alterações neste período.
Para este ano, os bancos públicos e privados deverão liberar pelo menos R$ 27 bilhões em financiamentos e o que mais incomoda os consumidores são os juros. O superintendente geral da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves, esclarece que o congelamento das taxas é normal. “Os bancos já flexibilizaram os juros ao máximo possível, tendo em vista o custo com a captação dos recursos”, disse.
Para financiar 70% do valor de um imóvel de R$ 80 mil, Santander, Itaú e Unibanco não alteraram os juros entre maio do ano passado e a última semana, conforme mostram as simulações. No HSBC, o porcentual caiu de 7,72% para 7,70%. O Real e o Banco do Brasil aplicaram reduções, enquanto a Caixa Econômica Federal reajustou o índice de 8,16% para 8,9% (veja no quadro abaixo).
A situação não é muito diferente no caso dos financiamentos de imóveis de R$ 100 mil. “Após um período de queda acentuada, os juros passam por um movimento de estabilidade”, disse o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), João Batista Crestana.
Segundo ele, os juros chegaram a um patamar que não dá espaço para grandes reduções. Este cenário de relativo congelamento deverá permanecer assim pelos próximos meses. “Não teremos reduções nos juros, exceto em ocasiões específicas, por causa da concorrência”, analisou o presidente do Secovi.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), João Cláudio Robusti, confirma que as taxas de juros dos financiamentos imobiliários realmente permanecem inalteradas pelo menos desde o começo do segundo semestre de 2007.
No entanto, Robusti afirma que houve contrapartidas para o consumidor. “Os bancos lançaram novos produtos e ampliaram os prazos para quitar os empréstimos no último ano. Há financiamentos para atender qualquer tipo de consumidor, com taxas pré-fixadas, prazos de 30 anos e agilidade para a liberação do crédito”, disse. “Esses são os diferenciais, mas as taxas podem ter sido mantidas”, afirmou.
Crestana concorda com essa teoria. De acordo com ele, os juros permanecem congelados nas operações de prazo intermediário, como em 15 anos, mas foram diluídos no caso dos empréstimos longos, que podem chegar a 30 anos em algumas instituições financeiras. “É possível comprar bons apartamentos pagando parcelas de R$ 380 por mês, com prazos maiores. São financiamentos acessíveis a todos.”
Tanto Crestana quanto Robusti acreditam que os bancos podem ter estabilizado os juros no caso do crédito imobiliário de 15 anos para estimular os interessados a contratar empréstimos superiores a 20 anos. O motivo é simples: quanto maior o prazo gasto pelo mutuário para quitar a dívida, maior será o tempo de fidelização deste cliente à instituição financeira e maior o valor pago de juros.
05/04/2008
Taxas cobradas em financiamentos com pagamento de 15 anos
estão estáveis desde maio do ano passado na maioria dos bancos
RODRIGO GALLO, rodrigo.gallo@grupoestado.com.br
Os bancos praticamente ‘congelaram’ as taxas de juros dos financiamentos imobiliários nos últimos dez meses. O Jornal da Tarde chegou a essa conclusão ao fazer simulações de empréstimos pela internet, de R$ 80 mil e R$ 100 mil, no prazo de 15 anos. As análises foram realizadas em maio do ano passado e refeitas nesta semana, e as comparações dos dados comprovam que os porcentuais cobrados pelas instituições financeiras sofreram poucas alterações neste período.
Para este ano, os bancos públicos e privados deverão liberar pelo menos R$ 27 bilhões em financiamentos e o que mais incomoda os consumidores são os juros. O superintendente geral da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves, esclarece que o congelamento das taxas é normal. “Os bancos já flexibilizaram os juros ao máximo possível, tendo em vista o custo com a captação dos recursos”, disse.
Para financiar 70% do valor de um imóvel de R$ 80 mil, Santander, Itaú e Unibanco não alteraram os juros entre maio do ano passado e a última semana, conforme mostram as simulações. No HSBC, o porcentual caiu de 7,72% para 7,70%. O Real e o Banco do Brasil aplicaram reduções, enquanto a Caixa Econômica Federal reajustou o índice de 8,16% para 8,9% (veja no quadro abaixo).
A situação não é muito diferente no caso dos financiamentos de imóveis de R$ 100 mil. “Após um período de queda acentuada, os juros passam por um movimento de estabilidade”, disse o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), João Batista Crestana.
Segundo ele, os juros chegaram a um patamar que não dá espaço para grandes reduções. Este cenário de relativo congelamento deverá permanecer assim pelos próximos meses. “Não teremos reduções nos juros, exceto em ocasiões específicas, por causa da concorrência”, analisou o presidente do Secovi.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), João Cláudio Robusti, confirma que as taxas de juros dos financiamentos imobiliários realmente permanecem inalteradas pelo menos desde o começo do segundo semestre de 2007.
No entanto, Robusti afirma que houve contrapartidas para o consumidor. “Os bancos lançaram novos produtos e ampliaram os prazos para quitar os empréstimos no último ano. Há financiamentos para atender qualquer tipo de consumidor, com taxas pré-fixadas, prazos de 30 anos e agilidade para a liberação do crédito”, disse. “Esses são os diferenciais, mas as taxas podem ter sido mantidas”, afirmou.
Crestana concorda com essa teoria. De acordo com ele, os juros permanecem congelados nas operações de prazo intermediário, como em 15 anos, mas foram diluídos no caso dos empréstimos longos, que podem chegar a 30 anos em algumas instituições financeiras. “É possível comprar bons apartamentos pagando parcelas de R$ 380 por mês, com prazos maiores. São financiamentos acessíveis a todos.”
Tanto Crestana quanto Robusti acreditam que os bancos podem ter estabilizado os juros no caso do crédito imobiliário de 15 anos para estimular os interessados a contratar empréstimos superiores a 20 anos. O motivo é simples: quanto maior o prazo gasto pelo mutuário para quitar a dívida, maior será o tempo de fidelização deste cliente à instituição financeira e maior o valor pago de juros.
Hotéis em conta para 3ª idade
Jornal da Tarde
05/04/2008
Governo anuncia redes hoteleiras que darão 50% de desconto em diárias por todo o Brasil
CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br
Quem tem 60 anos ou mais pode viajar pelo País pagando metade do preço nas diárias dos hotéis. Essa medida faz parte do programa ‘Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem’, lançado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, ontem, no Guarujá, na Baixada Santista.
O desconto de 50% nas diárias será válido para o ano inteiro, vinculado ao período de baixa ocupação nos estabelecimentos. Há opções de hotéis em todas as regiões do Brasil. Até agora, 1.190 estabelecimentos hoteleiros (pousadas, hotéis e resorts) já aderiram ao programa e oferecem o preço especial para o público da terceira idade (veja no quadro algumas opções já disponíveis por meio do programa).
Para ter direito não é preciso ser aposentado, nem pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - como acontece com o programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, que oferece pacotes de viagens, com preços reduzidos, a destinos predeterminados, em períodos de baixa ocupação e com possibilidade de pagamento em até 12 parcelas descontadas diretamente da aposentadoria e juros de menos de 1% ao mês.
Já o programa ‘Hospedagem’ é válido para qualquer pessoa que tenha pelo menos 60 anos. “Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem. Essa ampliação vai interessar a muita gente e vai possibilitar a realização de um sonho”, disse a ministra durante o evento de lançamento.
Marta destacou que os indicadores econômicos positivos permitiram ao brasileiro trocar aparelhos eletrodomésticos e carro. “Percebemos que tínhamos que colocar a viagem na cesta de consumo do brasileiro”, afirmou. “No Brasil temos a possibilidade de ter um turismo em massa e é isso que dará musculatura ao setor”, disse a ministra, ao lembrar que no País há 15 milhões de idosos, dos quais 9 milhões têm condições de viajar. “É esse público que temos que conquistar.”
Para consultar a lista da rede hoteleira credenciada, o interessado deve acessar o site www.portaldehospedagem.com.br. Já no endereço eletrônico do programa (www.viajamais.com.br), a lista estará disponível a partir de segunda-feira. Informações também podem ser obtidas no telefone 0800 77 07 202.
O ‘Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem’ é uma extensão do programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, lançado em 2007 e voltado para aposentados e pensionistas do INSS. O convênio com a rede hoteleira foi anunciado pela ministra do Turismo, em dezembro do ano passado. Na ocasião Marta assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para implantar o desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade. O Ministério do Turismo vai investir R$ 5,2 milhões em propaganda para o programa.
05/04/2008
Governo anuncia redes hoteleiras que darão 50% de desconto em diárias por todo o Brasil
CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br
Quem tem 60 anos ou mais pode viajar pelo País pagando metade do preço nas diárias dos hotéis. Essa medida faz parte do programa ‘Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem’, lançado pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, ontem, no Guarujá, na Baixada Santista.
O desconto de 50% nas diárias será válido para o ano inteiro, vinculado ao período de baixa ocupação nos estabelecimentos. Há opções de hotéis em todas as regiões do Brasil. Até agora, 1.190 estabelecimentos hoteleiros (pousadas, hotéis e resorts) já aderiram ao programa e oferecem o preço especial para o público da terceira idade (veja no quadro algumas opções já disponíveis por meio do programa).
Para ter direito não é preciso ser aposentado, nem pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - como acontece com o programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, que oferece pacotes de viagens, com preços reduzidos, a destinos predeterminados, em períodos de baixa ocupação e com possibilidade de pagamento em até 12 parcelas descontadas diretamente da aposentadoria e juros de menos de 1% ao mês.
Já o programa ‘Hospedagem’ é válido para qualquer pessoa que tenha pelo menos 60 anos. “Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem. Essa ampliação vai interessar a muita gente e vai possibilitar a realização de um sonho”, disse a ministra durante o evento de lançamento.
Marta destacou que os indicadores econômicos positivos permitiram ao brasileiro trocar aparelhos eletrodomésticos e carro. “Percebemos que tínhamos que colocar a viagem na cesta de consumo do brasileiro”, afirmou. “No Brasil temos a possibilidade de ter um turismo em massa e é isso que dará musculatura ao setor”, disse a ministra, ao lembrar que no País há 15 milhões de idosos, dos quais 9 milhões têm condições de viajar. “É esse público que temos que conquistar.”
Para consultar a lista da rede hoteleira credenciada, o interessado deve acessar o site www.portaldehospedagem.com.br. Já no endereço eletrônico do programa (www.viajamais.com.br), a lista estará disponível a partir de segunda-feira. Informações também podem ser obtidas no telefone 0800 77 07 202.
O ‘Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem’ é uma extensão do programa ‘Viaja Mais Melhor Idade’, lançado em 2007 e voltado para aposentados e pensionistas do INSS. O convênio com a rede hoteleira foi anunciado pela ministra do Turismo, em dezembro do ano passado. Na ocasião Marta assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para implantar o desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade. O Ministério do Turismo vai investir R$ 5,2 milhões em propaganda para o programa.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Poupe na tarifa. Fuja da agência
Jornal da Tarde
03/04/2008
Taxas cobradas pelos bancos variam até 300% entre o guichê e os meios eletrônicos de serviços
Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br
Se a idéia é economizar em tarifas, fique longe das agências bancárias. É o que se pode constatar na comparação das taxas de alguns serviços que, se realizados por meios eletrônicos - terminais de auto-atendimento ou internet - custam para o usuário bem menos do que se ele for ao guichê de uma agência.
O Jornal da Tarde comparou os preços de três serviços: transferência entre contas correntes da mesma instituição; transferência entre bancos por meio de Doc/Ted e saque em conta corrente. A maior variação foi de 300%, encontrada nos preços cobrados pela Nossa Caixa para transferência entre contas correntes. Se feita na agência, a operação sai por R$ 4, enquanto num terminal de auto-atendimento (ATM) a tarifa é de R$ 1.
Segundo Miguel Pereira, diretor-executivo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os bancos reduziram as agências a pontos de venda de produtos e serviços. 'As altas tarifas servem para afastar as pessoas de menor poder aquisitivo', diz.
Fernando Malta, diretor do Unibanco, rebate a crítica e diz que os bancos buscam alternativas mais confortáveis para os clientes, mas confirma que as agências se tornaram locais prioritários para a venda de produtos e serviços.
A Caixa informou em nota que 'a consolidação desse comportamento se reflete na popularização e massificação dos meio eletrônicos, o que leva à redução dos valores'.
De acordo com a assessoria de imprensa do Itaú, o banco incentiva o uso do auto-atendimento, visando a praticidade para o cliente.
Segundo a Nossa Caixa as operações por meios eletrônicos têm custos menores. Paulo Renato Steiner, diretor de Produtos do HSBC, explica que as transações nas agências custam mais para os bancos, mesmo argumento usado pelo Bradesco e pelo Banco Real. O Banco Santander informou que não comentaria as diferenças e o Banco do Brasil não respondeu à reportagem.
Fraudes
De acordo com Renata Reis, técnica do Procon-SP, a popularização dos meios eletrônicos elevou o número de fraudes. Enquanto em 2006, a instituição recebeu 464 reclamações de clonagens de cartões ou transações pela internet não reconhecidas, em 2007 o volume chegou a 606 casos, aumento de 30,6%.
Segundo a técnica, o Procon-SP tem recomendado às instituições financeiras o combate contínuo ao problema porque os fraudadores têm meios para quebrar os códigos de segurança. Todos os bancos que responderam à reportagem, afirmaram que investem na segurança das transações.
Renata Reis afirma que quem for vítima de um golpe em transação bancária deve comunicar à instituição imediatamente, além de lavrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. Ainda segundo ela, cabe à instituição provar que o erro não foi dela. Ao cliente não cabe o ônus da prova. O estorno da operação deve ser imediato.
A técnica ainda recomenda que os consumidores tomem alguns cuidados para não se tornarem vítimas de golpes desta natureza, como não utilizar internet de lan houses para acessar contas bancárias e tampouco abrir mensagens que solicitem informações sobre os dados das contas dos consumidores. Ela também recomenda a manutenção de antivírus e outros dispositivos de proteção.
03/04/2008
Taxas cobradas pelos bancos variam até 300% entre o guichê e os meios eletrônicos de serviços
Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br
Se a idéia é economizar em tarifas, fique longe das agências bancárias. É o que se pode constatar na comparação das taxas de alguns serviços que, se realizados por meios eletrônicos - terminais de auto-atendimento ou internet - custam para o usuário bem menos do que se ele for ao guichê de uma agência.
O Jornal da Tarde comparou os preços de três serviços: transferência entre contas correntes da mesma instituição; transferência entre bancos por meio de Doc/Ted e saque em conta corrente. A maior variação foi de 300%, encontrada nos preços cobrados pela Nossa Caixa para transferência entre contas correntes. Se feita na agência, a operação sai por R$ 4, enquanto num terminal de auto-atendimento (ATM) a tarifa é de R$ 1.
Segundo Miguel Pereira, diretor-executivo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os bancos reduziram as agências a pontos de venda de produtos e serviços. 'As altas tarifas servem para afastar as pessoas de menor poder aquisitivo', diz.
Fernando Malta, diretor do Unibanco, rebate a crítica e diz que os bancos buscam alternativas mais confortáveis para os clientes, mas confirma que as agências se tornaram locais prioritários para a venda de produtos e serviços.
A Caixa informou em nota que 'a consolidação desse comportamento se reflete na popularização e massificação dos meio eletrônicos, o que leva à redução dos valores'.
De acordo com a assessoria de imprensa do Itaú, o banco incentiva o uso do auto-atendimento, visando a praticidade para o cliente.
Segundo a Nossa Caixa as operações por meios eletrônicos têm custos menores. Paulo Renato Steiner, diretor de Produtos do HSBC, explica que as transações nas agências custam mais para os bancos, mesmo argumento usado pelo Bradesco e pelo Banco Real. O Banco Santander informou que não comentaria as diferenças e o Banco do Brasil não respondeu à reportagem.
Fraudes
De acordo com Renata Reis, técnica do Procon-SP, a popularização dos meios eletrônicos elevou o número de fraudes. Enquanto em 2006, a instituição recebeu 464 reclamações de clonagens de cartões ou transações pela internet não reconhecidas, em 2007 o volume chegou a 606 casos, aumento de 30,6%.
Segundo a técnica, o Procon-SP tem recomendado às instituições financeiras o combate contínuo ao problema porque os fraudadores têm meios para quebrar os códigos de segurança. Todos os bancos que responderam à reportagem, afirmaram que investem na segurança das transações.
Renata Reis afirma que quem for vítima de um golpe em transação bancária deve comunicar à instituição imediatamente, além de lavrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. Ainda segundo ela, cabe à instituição provar que o erro não foi dela. Ao cliente não cabe o ônus da prova. O estorno da operação deve ser imediato.
A técnica ainda recomenda que os consumidores tomem alguns cuidados para não se tornarem vítimas de golpes desta natureza, como não utilizar internet de lan houses para acessar contas bancárias e tampouco abrir mensagens que solicitem informações sobre os dados das contas dos consumidores. Ela também recomenda a manutenção de antivírus e outros dispositivos de proteção.
sábado, 29 de março de 2008
A melhor opção para comprar um usado
Jornal da Tarde
29/03/2008
Procurar um particular, lojas multimarcas ou autorizadas?
Luís Felipe Figueiredo, luis.figueiredo@grupoestado.com.br
Com o mercado de carros novos aquecido, as ofertas e facilidades para comprar um usado são muitas. Mas na hora de fazer negócio é comum a dúvida sobre onde adquirir o veículo: loja multimarcas, concessionária ou de particular?
As principais vantagens desta última opção são a possibilidade de barganhar mais livremente o preço e encontrar modelos difíceis de achar em lojas.
Porém, as concessionárias e multimarcas dão mais garantias financeiras e legais ao cliente.
'A primeira questão é a procedência conhecida do carro em lojas independentes e autorizadas', diz o consultor José Caporal Filho, da Megadealer.
Ele explica que algumas concessionárias dão garantia de até dois anos para modelos de segunda mão. 'E a presença da bandeira de uma fabricante de veículos garante mais respaldo à transação.'
Outro ponto importante é o financiamento do veículo, só possível em lojas ou concessionárias. 'O comprador não conseguirá parcelar o carro comprado de um particular', diz Caporal.
Aceitar um antigo na troca pelo seminovo também não é privilégio das lojas. Mas esse tipo de transação entre particulares requer maior pesquisa. Para esses casos, anunciar nos classificados de jornal é uma boa alternativa.
Mas muita gente prefere a comodidade das autorizadas. A bióloga Mariana Bauman é uma dessas pessoas. Ela afirma que só compra carro em concessionárias. 'Só faço negócio com particular se for muito conhecido. Na loja dá para negociar mais facilmente um desconto.'
Hora da revenda
O técnico em transportes Paulo de Tarso diz que só vende seus carros em concessionárias. Ele afirma que ainda que o valor oferecido fique abaixo do esperado, o negócio vale a pena pela segurança. 'Vender para particular pode dar problema, a gente não conhece a pessoa...'
Para resolver eventuais desentendimentos, os caminhos legais são bem diferentes quando se compra de particular e de lojas. Confira abaixo
29/03/2008
Procurar um particular, lojas multimarcas ou autorizadas?
Luís Felipe Figueiredo, luis.figueiredo@grupoestado.com.br
Com o mercado de carros novos aquecido, as ofertas e facilidades para comprar um usado são muitas. Mas na hora de fazer negócio é comum a dúvida sobre onde adquirir o veículo: loja multimarcas, concessionária ou de particular?
As principais vantagens desta última opção são a possibilidade de barganhar mais livremente o preço e encontrar modelos difíceis de achar em lojas.
Porém, as concessionárias e multimarcas dão mais garantias financeiras e legais ao cliente.
'A primeira questão é a procedência conhecida do carro em lojas independentes e autorizadas', diz o consultor José Caporal Filho, da Megadealer.
Ele explica que algumas concessionárias dão garantia de até dois anos para modelos de segunda mão. 'E a presença da bandeira de uma fabricante de veículos garante mais respaldo à transação.'
Outro ponto importante é o financiamento do veículo, só possível em lojas ou concessionárias. 'O comprador não conseguirá parcelar o carro comprado de um particular', diz Caporal.
Aceitar um antigo na troca pelo seminovo também não é privilégio das lojas. Mas esse tipo de transação entre particulares requer maior pesquisa. Para esses casos, anunciar nos classificados de jornal é uma boa alternativa.
Mas muita gente prefere a comodidade das autorizadas. A bióloga Mariana Bauman é uma dessas pessoas. Ela afirma que só compra carro em concessionárias. 'Só faço negócio com particular se for muito conhecido. Na loja dá para negociar mais facilmente um desconto.'
Hora da revenda
O técnico em transportes Paulo de Tarso diz que só vende seus carros em concessionárias. Ele afirma que ainda que o valor oferecido fique abaixo do esperado, o negócio vale a pena pela segurança. 'Vender para particular pode dar problema, a gente não conhece a pessoa...'
Para resolver eventuais desentendimentos, os caminhos legais são bem diferentes quando se compra de particular e de lojas. Confira abaixo
sexta-feira, 28 de março de 2008
Em paz com o leão
Valor Econômico
Por Angelo Pavini, de São Paulo
28/03/2008
Chegou a hora de o investidor acertar as contas com o leão do imposto de renda. Muitas aplicações são tributadas na fonte - caso dos fundos de investimento e CDBs -, e todo o trabalho de recolher o imposto é feito pelo banco, restando ao investidor apenas informar seus valores na declaração de bens. Mas hoje é grande o número de pessoas que investem diretamente em ações e outros títulos, onde quem paga o imposto sobre o ganho é o próprio investidor. É hora também de aproveitar para reduzir o imposto a pagar com as contribuições a fundos de previdência, como PGBLs e Fapis.
Muitos novatos no mercado acionário, acostumados a aplicar só em fundos, acaba deixando de pagar imposto achando que quem faz o recolhimento é a corretora, e precisa quitar o imposto agora, com multa, lembra Ivo Ribeiro Viana, coordenador da área de imposto de renda da consultoria IOB.
O imposto sobre ações segue a mesma regra do ganho de capital sobre a venda de outros bens, como imóves. A diferença é que, com ações, é possível deduzir eventuais perdas. A apuração é mensal e o imposto vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações. Mas há uma colher-de-chá: só há imposto se o valor vendido no mês for superior a R$ 20 mil. "E não é R$ 20 mil por operação, é na soma de todas as vendas do mês", ressalta Claire Feliz Regina, auditora da Receita Federal. A partir de R$ 20 mil, o investidor tem de pagar 15% sobre os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou no mês anterior. E não é só sobre o que ultrapassar R$ 20 mil, é sobre o valor total. As mesmas regras, de tributação na fonte e o limite de isenção, valem para aplicações em ouro.
O imposto em ações é pago pelo investidor em Darf com o código 6015. Na declaração, é preciso informar mês a mês o ganho total das operações acima de R$ 20 mil na seção Renda Variável. O sistema calcula o imposto que deveria ter sido pago. Lá também entram as operações feitas em mercados de opções e futuros. Se o valor vendido em ações não ultrapassar R$ 20 mil por mês, o investidor declara apenas o ganho na parte de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, no item "Outros", na linha 12 da declaração.
E não adianta tentar se fingir de morto, porque, no ato da venda, a corretora recolhe na fonte 0,005% de imposto sobre o valor, avisando a Receita da operação. Apelidado de CPMF das ações, esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. "Mas muito investidor vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, e não é verdade", alerta Viana, da IOB. Claire, da Receita, esclarece que às vezes a retenção na fonte é cobrada a mais, pois não considera as perdas do investidor, mas é possível restituir o valor na declaração anual. "Há no item Imposto Pago uma linha 'IR na Fonte Lei 11.033/ 2004' onde o investidor coloca o imposto a compensar", diz.
Por tudo isso, é preciso ter todas as notas de corretagem à mão para fazer a declaração, alerta Samir Schoaib, do escritório Schoaib, Paiva e Justo Advogados. "Toda compra e venda deve ser informada". Ele lembra que o sistema da Receita não transfere o prejuízo com ações de um ano para o outro, e é o investidor que tem de fazer isso. Outra dica é para quem esqueceu de pagar o imposto em algum mês do ano passado. O investidor pode pagar o imposto agora, mas coloca na declaração o valor como pago. Se não, pode cair na malha fina, mesmo tendo pago o imposto. O site da Receita tem um programa, o SICALC, que atualiza os valores.
Schoaib reforça que se deve discriminar na declaração de bens as ações separadamente, por empresa. E o valor não deve ser atualizado, é sempre o da aquisição. "Vai-se somando os valores de cada nova compra em cada empresa e, na hora da venda, usa-se o valor médio para calcular o ganho." Douglas Renato Pinheiro, economista e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, diz que o investidor deve incluir os custos de corretagem no valor de aquisição das ações.
Já as operações de compra e venda de ações no mesmo dia, ou "day trade", pagam 20% de imposto sobre os ganhos e mais 1% na fonte. Pode-se compensar perdas entre operações de "day trade", mas não entre "day trade" e mercado à vista, lembra Claire, da Receita.
Quem vendeu imóveis também precisa declarar os ganhos e o imposto, que já deve ter sido pago no mês seguinte ao da venda. Viana, da IOB, lembra, porém, que não há imposto se o dinheiro da venda de um imóvel residencial foi usado para comprar outro em 180 dias. Segundo ele, o programa GCAP, disponível no site da Receita, calcula automaticamente o ganho de capital, incluindo as deduções previstas, e que transfere os dados para a declaração.
O investidor deve aproveitar também e declarar as contribuições feitas à previdência privada, os PGBLs ou aos Fapis. É possível abater até 12% da renda bruta anual. Mas as contribuições para VGBLs não podem ser deduzidas. Na declaração, Claire, da Receita, lembra que não se deve colocar o saldo dos PGBL, apenas citá-lo na coluna discriminação. Já nos VGBLs, coloca-se o valor acumulado das aplicações, sem o ganho, que é tributado só na hora do saque.
Por Angelo Pavini, de São Paulo
28/03/2008
Chegou a hora de o investidor acertar as contas com o leão do imposto de renda. Muitas aplicações são tributadas na fonte - caso dos fundos de investimento e CDBs -, e todo o trabalho de recolher o imposto é feito pelo banco, restando ao investidor apenas informar seus valores na declaração de bens. Mas hoje é grande o número de pessoas que investem diretamente em ações e outros títulos, onde quem paga o imposto sobre o ganho é o próprio investidor. É hora também de aproveitar para reduzir o imposto a pagar com as contribuições a fundos de previdência, como PGBLs e Fapis.
Muitos novatos no mercado acionário, acostumados a aplicar só em fundos, acaba deixando de pagar imposto achando que quem faz o recolhimento é a corretora, e precisa quitar o imposto agora, com multa, lembra Ivo Ribeiro Viana, coordenador da área de imposto de renda da consultoria IOB.
O imposto sobre ações segue a mesma regra do ganho de capital sobre a venda de outros bens, como imóves. A diferença é que, com ações, é possível deduzir eventuais perdas. A apuração é mensal e o imposto vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações. Mas há uma colher-de-chá: só há imposto se o valor vendido no mês for superior a R$ 20 mil. "E não é R$ 20 mil por operação, é na soma de todas as vendas do mês", ressalta Claire Feliz Regina, auditora da Receita Federal. A partir de R$ 20 mil, o investidor tem de pagar 15% sobre os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou no mês anterior. E não é só sobre o que ultrapassar R$ 20 mil, é sobre o valor total. As mesmas regras, de tributação na fonte e o limite de isenção, valem para aplicações em ouro.
O imposto em ações é pago pelo investidor em Darf com o código 6015. Na declaração, é preciso informar mês a mês o ganho total das operações acima de R$ 20 mil na seção Renda Variável. O sistema calcula o imposto que deveria ter sido pago. Lá também entram as operações feitas em mercados de opções e futuros. Se o valor vendido em ações não ultrapassar R$ 20 mil por mês, o investidor declara apenas o ganho na parte de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, no item "Outros", na linha 12 da declaração.
E não adianta tentar se fingir de morto, porque, no ato da venda, a corretora recolhe na fonte 0,005% de imposto sobre o valor, avisando a Receita da operação. Apelidado de CPMF das ações, esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. "Mas muito investidor vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, e não é verdade", alerta Viana, da IOB. Claire, da Receita, esclarece que às vezes a retenção na fonte é cobrada a mais, pois não considera as perdas do investidor, mas é possível restituir o valor na declaração anual. "Há no item Imposto Pago uma linha 'IR na Fonte Lei 11.033/ 2004' onde o investidor coloca o imposto a compensar", diz.
Por tudo isso, é preciso ter todas as notas de corretagem à mão para fazer a declaração, alerta Samir Schoaib, do escritório Schoaib, Paiva e Justo Advogados. "Toda compra e venda deve ser informada". Ele lembra que o sistema da Receita não transfere o prejuízo com ações de um ano para o outro, e é o investidor que tem de fazer isso. Outra dica é para quem esqueceu de pagar o imposto em algum mês do ano passado. O investidor pode pagar o imposto agora, mas coloca na declaração o valor como pago. Se não, pode cair na malha fina, mesmo tendo pago o imposto. O site da Receita tem um programa, o SICALC, que atualiza os valores.
Schoaib reforça que se deve discriminar na declaração de bens as ações separadamente, por empresa. E o valor não deve ser atualizado, é sempre o da aquisição. "Vai-se somando os valores de cada nova compra em cada empresa e, na hora da venda, usa-se o valor médio para calcular o ganho." Douglas Renato Pinheiro, economista e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, diz que o investidor deve incluir os custos de corretagem no valor de aquisição das ações.
Já as operações de compra e venda de ações no mesmo dia, ou "day trade", pagam 20% de imposto sobre os ganhos e mais 1% na fonte. Pode-se compensar perdas entre operações de "day trade", mas não entre "day trade" e mercado à vista, lembra Claire, da Receita.
Quem vendeu imóveis também precisa declarar os ganhos e o imposto, que já deve ter sido pago no mês seguinte ao da venda. Viana, da IOB, lembra, porém, que não há imposto se o dinheiro da venda de um imóvel residencial foi usado para comprar outro em 180 dias. Segundo ele, o programa GCAP, disponível no site da Receita, calcula automaticamente o ganho de capital, incluindo as deduções previstas, e que transfere os dados para a declaração.
O investidor deve aproveitar também e declarar as contribuições feitas à previdência privada, os PGBLs ou aos Fapis. É possível abater até 12% da renda bruta anual. Mas as contribuições para VGBLs não podem ser deduzidas. Na declaração, Claire, da Receita, lembra que não se deve colocar o saldo dos PGBL, apenas citá-lo na coluna discriminação. Já nos VGBLs, coloca-se o valor acumulado das aplicações, sem o ganho, que é tributado só na hora do saque.
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